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Para a final da Taça de Portugal de Basquetebol, partia como claro favorito o Benfica, que depois de eliminar o FC Porto num jogo equilibradíssimo, havia trucidado o Terceira Basket para confirmar a sua primeira final com José Ricardo ao comando. Mas, já se sabe, final é final e tudo pode acontecer e certamente que acreditavam nisso os homens do Illiabum que para alcançar a sua primeira final em 26 anos tinham passado por uma convincente vitória sobre o CAB Madeira e uma reviravolta contra o Galitos Barreiro só confirmada já no prolongamento.

Com as bancadas cheias de adeptos de parte a parte, a equipa de Ílhavo deixou que o sonho comandasse a sua entrada em campo e, logo nos primeiros minutos, encostou o Benfica às cordas e, antes que os encarnados fizessem sequer o seu primeiro ponto, construiu uma vantagem de nove pontos. Rapidamente se reagiu no banco e José Ricardo pediu o desconto de tempo. A partir daí, o jogo equilibra mais e há uma maior troca de pontos, mas em vez da esperada recuperação das águias, é o Illiabum que continuam a aumentar a vantagem e dobra o resultado (24-12) e não para, continuando até ao parcial de 34-18.

O segundo quarto voltou a ter uma entrada mais forte do Illiabum, que não abrandava e rapidamente se colocou com uma vantagem acima dos 20 pontos. Nos instantes finais o Benfica começa a anular o adversário e consegue colocar a diferença abaixo das duas dezenas, mas 5 pontos de rajada nos segundos finais voltam a dar conforto aos de Ílhavo que vão para o intervalo com um saudável 55-33.

Carlos Andrade tentou liderar a equipa, embora sem sucesso
Fonte: Bola na Rede

Com o jogo a entrar na segunda metade nota-se o nervosismo e a tensão de parte a parte. Os jogadores do Illiabum começam a acreditar que é mesmo possível e jogam bem em equipa, dando tudo para alcançar o sonho e o Benfica começa a parecer desesperado com mostram as reações quando vê dois pontos serem invalidados a Pitts por falta técnica. O problema é que há uma razão para certas equipas serem chamadas de grandes e o Benfica se inserir nesse lote. Com um Soares endiabrado, os encarnados finalmente tomam conta da partida e, depois de uma bela troca de afundanços, começam a cortar na diferença. O Illiabum tenta aguentar como pode, mas a pressão aumenta e a vantagem vai caindo bocadinho a bocadinho até chegar aos 8 pontos com que termina o quarto da recuperação benfiquista, 71-63.

Puxados pelos adeptos, todos acreditam que podem levar para casa o troféu, mas com apenas um quarto pela frente está a chegar o tempo da decisão. Há equilíbrio nos primeiros momentos, mas nota-se a crescente do Benfica que vai aproveitando os erros do opositor para se chegar mais perto e colocar-se a meros 5 pontos da liderança. Nota-se a dificuldade do Illiabum em manter a compostura sob tanta pressão e de aguentar a exigência física da partida, mas a vontade é tanta que arranja maneira não deixar descansar o Benfica e aproveitar-se dos erros de quem ainda corre atrás de um jogo que lhe devia ser de feição para voltar a subir no marcador. Chega até aos 12 pontos na frente e começa também a aproveitar o implacável andamento do relógio para se demorar o mais possível e tirar ao adversário o tempo tão precioso para dar a volta. E não deu mesmo para mudar o destino traçado desde o primeiro momento do jogo.

O Illiabum, numa exibição soberba como equipa, agarrou a vantagem desde o primeiro instante e, à equipa grande, fez o jogo todo na frente, e aguentou tudo o que o Benfica tentou para causar surpresa no Pavilhão da Universidade do Minho e vencer a Taça de Portugal por 91-83. Uma tarde emocionante e com um lindo espetáculo na quadra e nas bancadas para culminar um fim-de-semana de bom basquetebol nacional.

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