SEM ESPAÇO PARA SURPRESAS

Rafael Lisboa foi o jovem português em maior destaque dentro dos “4 grandes”
Fonte: FPB

A segunda jornada da LPB terminou com a liderança do Sporting CP, partilhada no pódio, pelos candidatos ao título SL Benfica e UD Oliveirense. O FC Porto, suou muito para levar o Vitória SC de vencido, porém mantém a invencibilidade e termina esta jornada no 4º posto da tabela.

Começando diacronicamente, o SL Benfica venceu o recém promovido à LPB Imortal LUZiGÁS, por 97-84. A partida permanceu equilibrada até o último quarto, no entanto a experiência e o maior caudal ofensivo da equipa da casa fizeram a diferença nos momentos finais. Destaque para os exteriores Scott Lindsey (20 pontos e 6 ressaltos), Caleb Walker (11 pontos, 5 ressaltos e 5 assistências) e Rafael Lisboa (10pontos, 4 ressaltos, 7 assistências, 1 roubo de bola), que foram fulcrais no desenho ofensivo de Carlos Lisboa para atingir a vitória. Do lado da «turma» de Luís Modesto, destacaram-se Derrick Fenner com 23 pontos e Tyere Marshall com 18 pontos, 14 ressaltos e 4 assistências.

Mais a norte, o FC Porto teve pela frente o desafio árduo de ultrapassar o Vitória SC. A equipa orientada por Moncho López continua uma equipa com algumas limitações na criação de lançamentos, contudo vem apresentando uma ou outra individualidade em alto rendimento. No regresso de Max Landis à LPB, o FC Porto venceu por 76-71, explorando o jogo interior de forma minunciosa, tendo Miguel Queirós e Eric Anderson acarretado um papel fulcral com a missão de explorar a zona pintada. Max Landis, como referido anteriormente, regressou e foi automaticamente o principal homem na vertente ofensiva azul e branca, realizando 18 pontos em apenas treze tentativas. Tal, contudo, também significou uma redução significativa de minutos para o jovem Francisco Amarante que foi jogador chave no jogo transato diante a Académica (jogou apenas 10 minutos). Destaque ainda para Pedro Pinto, que fruiu ao máximo dos minutos que teve em campo, concluindo várias jogadas com classe e eficácia assinalável.

Do lado contrário, o Vitória SC, teve no seu base André Bessa o principal motor ofensivo, orientando a equipa com 14 pontos e 3 assistências. Apesar do forte jogo exterior de Bessa, a equipa de Guimarães aproveitou (e muito) da capacidade de isolamento de Coreontae DeBerry, que provocou uns satisfatórios 13 pontos e 4 ressaltos. Para o jogo de estreia, os «pupilos» de Carlos Fechas deixaram boas indicações para o que se segue na liga.

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Em Oliveira de Azeméis, a UD Oliveirense (ainda bicampeã), derrotou os Galitos Barreiro por 88-57, numa partida que até começou melhor para os homens de Hugo Salgado.

À semelhança do jogo diante a Ovarense, o jogo começou muito equilibrado tendo a equipa forasteira permanecido na frente durante a maioria do primeiro quarto. Apesar disso, os homens de Norberto Alves entraram destemidos no segundo período e dilataram o jogo com um parcial de 25-13. Com a busca natural pelo jogo interior de Alson e Perez e pelo jogo exterior de João Guerreiro e João Grosso, a equipa de Oliveira de Azeméis agarrou a liderança do marcador e nunca mais saiu de lá, usufruindo da capacidade de tomada de decisão de José Barbosa, que concluia as jogadas quase sempre da melhor forma, mesmo que muitas vezes limitado pela defensiva adversária. O principal destaque, apesar de todos os mencionados acabou por ser o reforço Travis Munnings, ao passo que o extremo norte americano realizou 23 pontos, 8 ressaltos, 4 assistências e 3 roubos de bola. Por sua vez, no Galitos, sobressaíu Alonzo Ododa com 13 pontos, 6 ressaltos e 1 roubo de bola.

Regressando a sul, o Sporting CP voltou a superiorizar-se de forma clara ao adversário, vencendo o Maia Basket por uns esclarecedores 96-66. O basquetebol energético e altamente pressionante vai fazendo apertos nos adversários e os maiatos não escaparam às constantes armadilhas montadas por Luís Magalhães. Uma das peças fulcrais na defesa longe do cesto foi Travante Williams, que mantém-se um defendor muito «chato» e complicado de apanhar pela frente, ainda que por vezes cometa erros por ser impaciente. Ora, perto do cesto, defensivamente falando, a equipa do Sporting CP também dependeu bastante de Fields, que caminha a passos largos para ser o MVP desta liga Placard com o rendimento que oferece nos dois lados do campo.

Todavia toda a força ofensiva e defensiva dos leões, a equipa maiata ainda ofereceu alguma resistência e teve em grande papel de destaque Hansen, que para além dos 13 ressaltos, efetuou 21 pontos, tendo apenas ficado atrás do colega norte americano Lamar Morgan (22 pontos). Ao Maia Basket faltou maior rotatividade e outro discernimento em momentos chave, pelo que do outro lado, o Sporting CP vai traçando o mesmo caminho da época passada, com vitórias atrás de vitórias.

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