A CRÓNICA: A DEFESA FEZ A DIFERENÇA

Com apenas uma vitória a faltar para conseguir alcançar a final do campeonato nacional de basquetebol, o Sporting CP deslocou-se ao Pavilhão Fidelidade… para defrontar, mais uma vez, o SL Benfica. Depois de duas vitórias, os leões esperavam vencer as águias, enquanto os encarnados queriam dar a volta à série de resultados.

Como o melhor exemplo a ser dado para transmitir a vontade de vencer de ambas as equipas, o primeiro período foi a melhor demonstração possível. Um verdadeiro espetáculo de lançamentos de três pontos, onde, com apenas três minutos de jogo decorridos, já tinham caído sete triplos nos cestos de ambas as equipas – onde, neste duelo, até então, vencia o SL Benfica por cinco lançamentos concretizados contra dois do Sporting CP.

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O showdown de triplos foi permanecendo até ao final, com Travante Williams a fechar os primeiros dez minutos da mesma forma que estes decorreram: com mais um lançamento exterior a cair certeiro ao soar da buzina. Com o resultado a ditar um 26-31, o Sporting CP seguia em vantagem no encontro.

À entrada para o segundo quarto, Carlos Lisboa renovou totalmente o cinco que se encontrava na quadra e estava a jogar totalmente no limite. Os leões entraram num momento algo descontraído que o SL Benfica aproveitou para conseguir dar a volta ao marcador.

O tempo foi passando e o Sporting CP foi crescendo na partida, também devido ao jogo faltoso de dois jogadores das águias que Carlos Lisboa se viu obrigado a poupar – Cameron Jackson e Nic Moore. O SL Benfica tentou tornar o jogo mais rápido, à chegada do intervalo, mas diz-se que a rapidez é inimiga da perfeição. Recolheu-se aos balneários e o Sporting CP continuava na frente do marcador por dez pontos e vencendo por 42-52.

No retomar da partida, o Sporting CP trouxe a confiança como sixth man enquanto que o SL Benfica foi esmorecendo ao longo do tempo. Depois da rapidez ser inimiga da perfeição, os inimigos dos encarnados foram crescendo e tinham dois nomes: defesa e individualismo. O terceiro período revelou a grande diferença entre o SL Benfica e o Sporting CP: o ser equipa. As águias pareciam estar perdidas em campo, sem qualquer rumo, num jogo que poderia sentenciar a época.

A moral encarnada baixava e a vantagem leonina aumentava. Uma vantagem de dez pontos passou a ser de 26, com o marcador a ditar um 56-82 e o Sporting CP com um pé na final do campeonato.

Faltavam apenas dez minutos para concretizar o quase inevitável, mas a formação de Carlos Lisboa ainda tentou refutar os acontecimentos. Arnette Hallman foi uma das principais figuras a nível ofensivo das águias, mas não foi o suficiente para conseguir parar a armada verde e branca. Soou a última buzina e o Sporting CP de Luís Magalhães voltou, desta forma, à final do campeonato nacional de basquetebol, depois de vencer o derby frente ao SL Benfica por 82-95 e levar a melhor na série, por 3-0. O seu adversário, e consequente segundo finalista, virá do encontro entre o FC Porto e o Imortal.

 

A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Sporting CP – Seria o jogo mais importante da série e uma grande prova de fogo que o Sporting CP passou com distinção. Com os primeiros dois períodos algo equilibrados, a confiança surgiu ao intervalo e seguiu até ao final. Luís Magalhães trabalhou da melhor forma a sua equipa que conseguiu vencer o derby, sem qualquer margem para dúvidas.

O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Defesa do SL Benfica – Até ao intervalo, a única grande lacuna encontrada no jogo do SL Benfica seria Bryce Alford aquando dos momentos defensivos, mas, depois do intervalo, passou a ser um mal comum. Naquele que é um dos momentos mais importantes do jogo, o SL Benfica encontrava-se à deriva e foi um dos grandes fatores que levaram à derrota tão pesada.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Com o melhor cinco à sua disposição, Carlos Lisboa levou a sua equipa a jogo na procura incessante pela vitória. Nic Moore dificultou o processo ofensivo habitual do SL Benfica, por ter sido bastante agressivo ainda na primeira parte do encontro, arrecadando um número elevado de faltas.

O técnico das águias teve de estruturar a equipa de outra forma para travar o base titular de ser expulso da partida. Depois de tentar fluir da melhor forma o ataque, tornando-o rápido, passaram para a temporização após as transições e a vantagem de estatura de Cameron Jackson e Arnette Hallman.

Nos momentos defensivos, as águias partiam para a defesa individual a campo inteiro, onde a maior lacuna era Bryce Alford – forte no ataque, fraco na defesa. Só no final do terceiro período, a defesa passou a ser à zona. 

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Quincy Miller (6)

Eric Coleman (7)

Nic Moore (5)

João “Betinho” Gomes (7)

Bryce Alford (6) 

SUBS UTILIZADOS 

Fábio Lima (5)

Tomás Barroso (5)

Rafael Lisboa (7)

Arnette Hallman (8)

Cameron Jackson (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

A rapidez e fluidez ofensiva do Sporting CP foi imagem de marca de Luís Magalhães. A nível mais individual com influência coletiva, existiu foco na estatura de Fields, aquando dos ressaltos e luta debaixo do cesto, e na deficiência de Alford a defender.

Outra grande influência adveio de James Ellisor no um contra um, privilegiando a técnica do jogador e vantagem frente ao seu defensor.

Nos momentos defensivos, os leões recorreram a uma defesa em campo inteiro, com marcação individual cerrada.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Travante Williams (9)

John Fields (7)

Diogo Ventura (8)

João Fernandes (6)

James Ellisor (7) 

SUBS UTILIZADOS

 Francisco Amiel (-)

Shakir Smith (6)

Claudio Fonseca (5)

Diogo Araújo (6)

Pedro Catarino (-)

Micah Downs (7)

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