A CRÓNICA: RESILIÊNCIA PORTISTA SUPEROU VANTAGEM LEONINA

O Pavilhão Multiusos de Sines deu seguimento à receção da Taça Hugo dos Santos. A final da XII edição desta taça colocou um clássico no calendário: o Sporting CP a defrontar o FC Porto.

Os leões entraram bastante vivos e competitivos no encontro, obrigando mesmo os dragões a pedir um desconto de tempo, apenas três minutos depois do jogo ter começado. A supremacia leonina arrasou por completo no primeiro período da partida. O Sporting CP dominou totalmente nos primeiros dez minutos, num período em que o FC Porto pareceu irreconhecível. O marcador apontava 23-9 e vencia o Sporting CP à entrada para o segundo período.

O segundo par de dez minutos mostrou um Sporting CP algo apático. Apesar da eficácia dos jogadores de Luís Magalhães, o FC Porto começou a aproximar-se no marcador. Jalen Riley foi a jogo nesse segundo período e deu um abanão de confiança aos dragões. À ida para o intervalo, foi ao soar da buzina que Riley marcou da linha de três pontos e encurtou ainda mais a distância. Separados por apenas sete pontos, os leões foram em vantagem para o intervalo, ao vencer por 39-32.

Depois do intervalo, o FC Porto continuou na sua caça ao resultado. Com um Sporting CP algo desaparecido no encontro, ao contrário daquilo que mostrou no início, os dragões aproveitaram a descontração da turma de Luís Magalhães e aproximaram-se no resultado, a ponto de empatar nos últimos segundos. A armada azul e branca não contava era com o triplo na buzina de Shakir Smith. À entrada para os dez minutos finais, o Sporting ainda vencia por 52-49.

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A abrir o último quarto, Shakir Smith voltou a abrir as hostes perante um FC Porto que entrou em má forma nos derradeiros dez minutos. Os minutos foram passando e os dragões continuavam atrás no marcador, apesar de terem encontrado um ponto fraco na defesa do Sporting CP. Cláudio Fonseca não conseguia defender Eric Anderson que, debaixo do cesto, poucas vezes falhava o alvo de que cada vez que lançava. McGrew foi o homem que acabou por empatar a partida a dois minutos do final do período e a emoção e pressão eram cada vez maiores.

A armada azul e branca viu-se na frente do marcador, pela primeira vez no jogo, a pouco mais de um minuto do final. Quem possivelmente fez o FC Porto vencer o jogo foi Larry Gordon, com um block monumental que conseguiu impedir a concretização do Sporting CP a segundos do final. A sete segundos do final, Travante é levado para a linha de lance livre e, de três tentativas, falhou duas (uma delas propositadamente, pois queria levar à possibilidade de marcar através de um lançamento “normal”). Com este sufoco nos minutos finais, o FC Porto sucede, assim, a UD Oliveirense e é o novo vencedor da Taça Hugo dos Santos, após vitória por 68-72.

 

A FIGURA

Resiliência do FC Porto – Ao intervalo perdia por dez pontos, só esteve em vantagem no marcador uma vez e foi apenas isso que foi necessário para conseguir vencer a partida e a final da Taça Hugo dos Santos. O FC Porto esteve a maior parte do tempo em desvantagem e, mesmo assim, foi resiliente ao ponto de não desistir e ir atrás do resultado.

O FORA DE JOGO

Pedro Pinto (FC Porto) – Aquele que costuma ser bastante influente e, ainda no jogo da meia-final contra o SL Benfica tinha sido dos mais decisivos em campo, “não apareceu”. Pedro Pinto passou totalmente ao lado da final frente ao Sporting.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Luís Magalhães estruturou a equipa da mesma forma que o fez na meia-final frente ao Imortal. Com o mesmo cinco do jogo anterior, Magalhães alinhou a defesa a campo inteiro, complementando isso mesmo com um dois para um ao portador da bola dos dragões. Já, dentro do “garrafão”, os jogadores leoninos partiam para a marcação individual e bastante pressionante.

A nível de transições ofensivas, o Sporting CP aproveitava o double team feito pelos jogadores do FC Porto sobre Travante Williams, que, consequentemente, deixava alguém livre, para conseguir concretizar.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Travante Williams (6)

Diogo Ventura (7)

João Fernandes (7)

Claúdio Fonseca (6)

James Ellisor (6)

SUBS UTILIZADOS

Francisco Amiel (3)

Shakir Smith (6)

Pedro Catarino (6)

Micah Downs (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Moncho López foi a jogo com os mesmos cinco jogadores que escolheu para o encontro da meia-final frente ao SL Benfica. A estratégia escolhida pelo treinador para enfrentar a final frente ao Sporting CP em pouco ou nada se distinguiu da utilizada no último encontro.

O FC Porto continuou a explorar a amplitude física dos seus jogadores interiores, conseguindo, desta forma, encontrar espaços para concretizar. Uma das jogadas mais recorrentes passou por Eric Anderson que, sempre que ganhava posição em relação ao seu defensor de baixo do cesto, concretizava. A nível defensivo, os dragões permaneceram com uma defesa individual cerrada sobre os jogadores do Sporting.

 

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Brad Tinsley (6)

Francisco Amarente (5)

Miguel Queiroz (6)

Larry Gordon (7)

Eric Anderson Jr. (8) 

SUBS UTILIZADOS

Jalen Riley (7)

João Torrie (-)

Voytso (4)

Pedro Pinto (4)

Tanner McGrew (7)

João Soares (6)

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