A CRÓNICA:  SUPERIORIDADE LEONINA PREVALECEU IMORTALMENTE

A primeira meia-final da Taça Hugo dos Santos, no Pavilhão Multiusos de Sines, opôs o Sporting CP e a equipa revelação da Liga esta temporada, o Imortal.

A verdade é que o primeiro período começou escasso a nível de pontos, mas demonstrou um enorme trabalho defensivo de ambas as equipas. Em cinco minutos jogados de quarto, o marcador anotava apenas nove pontos no total. Os lançamentos exteriores não caíam, e mesmo os interiores entravam dificilmente. O resultado estava a ser contruído, na sua maioria, por lances livres, dada a pressão defensiva tanto dos leões como dos açorianos. O jogo melhorou na qualidade já no final dos primeiros dez minutos, com o marcador a anotar um 20-11 favorável aos leões.

O segundo período começou com uma grande recuperação no marcador dos algarvios. A equipa demonstrou-se sem grande ritmo, dado o período de isolamento profilático a que se viu obrigada, mas, com o passar dos minutos, mostrou não arredar pé. Apesar dessa grande recuperação e da eficácia tremenda de Nuno Morais no lançamento exterior, o Sporting também não tirava o pé do acelerador. Passámos de um primeiro quarto sem triplos para um segundo com fartura. DJ Micah Downs, uma das mais recentes contratações dos leões, mostrou que estava de mão quente.

Quem mostrou exatamente o mesmo, apesar de parecer pouco influente no jogo do Imortal, foi DJ Fenner – além de ser o melhor marcador do campeonato, estava também a ser, até ao momento, o melhor marcador no encontro. Apesar disso, foi o Sporting que levou a vantagem para o intervalo. 34-29 no marcador, numa partida que, apesar de não ser um brilhante jogo de basquetebol, demonstrou bastante equilíbrio entre as equipas.

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O regresso do intervalo mostrou um Imortal bastante competitivo, mas um Sporting que não se queria dar por vencido ou vencedor. No entanto, a recuperação dos algarvios, que pressionaram bastante os leões a nível atacante, acabou por resultar num empate no final desse dez minutos.

Os minutos iniciais do último período foram um espelho da ambição do Imortal, que andou sempre colado ao Sporting no marcador. No entanto, a experiência verde e branca veio ao de cima e os algarvios não conseguiram parar a ofensiva leonina. Foi um jogo disputado até aos últimos minutos. Porém, começou a fazer-se notar o desgaste e a falta de preparação do Imortal.

O Sporting acabou mesmo por levar a vitória por 79-67, carimbando a passagem à final da Taça Hugo dos Santos, competição anteriormente arrecada pela UD Oliveirense.

 

A FIGURA

Fonte: Federação Portuguesa de Basquetebol

Dupla Travante Williams e James Ellisor – Foram os donos e senhores do jogo do Sporting CP. Para além do número de pontos concretizados, foram jogadores bastantes influentes no que tocou à construção de jogo ofensivo e defensivo dos leões.

O FORA DE JOGO

Falta de ritmo do Imortal – O isolamento profilático que o Imortal foi obrigado a cumprir foi a razão maior para o resultado. Apesar da garra e do querer dos algarvios, a falta de ritmo sobrepôs-se ao jogo e, não obstante de terem feito os impossíveis, não foi o suficiente para arrecadarem a vitória.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Sem Fields, Luís Magalhães estruturou a equipa como se não existisse qualquer impedimento. Com o cinco mais forte que teve à sua disposição, Magalhães alinhou a defesa em todo o campo, complementando com um dois para um ao portador da bola do Imortal, para dificultar as jogadas interiores da equipa algarvia.

A nível de transições ofensivas, existiu, na maioria das vezes, um bloqueio central por parte de João Fernandes, que, consequentemente, arrastava a defesa, e deixava sempre alguém do Sporting livre para concretizar. Esta foi a movimentação mais recorrente do jogo dos leões.

 

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Travante Williams (8)

Shakir Smith (6)

João Fernandes (7)

Cláudio Fonseca (6)

James Ellisor (8)

SUBS UTILIZADOS

Jeremias (-)

Diogo Ventura (6)

Diogo Araújo (-)

Pedro Catarino (6)

Micah Downs (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – IMORTAL

O treinador Luís Modesto fez o melhor que pôde para entrar em campo e disputar o encontro. Depois de ter a sua equipa em isolamento profilático, só teve oportunidade de a começar a treinar cinco dias antes do encontro. Essa falta de preparação foi fulcral para o desvanecimento da equipa ao longo do encontro.

Optou-se por uma defesa a campo inteiro, mas o jogo não foi muito fluido, como o normalmente apresentado pelos algarvios. Ofensivamente, o lançamento exterior e a eficácia de Nuno Morais, Tanner Omlid e DJ Fenner foram importantes para a construção do resultado.

 

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

 DJ Fenner (8)

Nuno Morais (7)

Tanner Omlid (7)

Tyere Marshall (6)

Dominic Rob (5)

SUBS UTILIZADOS

Tymetrius Toney (6)

Hugo Sotta (-)

António Monteiro (7)

Miguel Toreia (-)

Foto de capa: Federação Portuguesa de Basquetebol

Artigo revisto por Mariana Plácido

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