A CRÓNICA: A EFICÁCIA GANHA JOGOS E TAÇAS

Foi o fechar do fim de semana no Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos. Depois das duas meias-finais, foram encontrados os finalistas da Taça de Portugal em basquetebol. Apuraram-se Sporting CP e Imortal que, agora, se defrontaram no derradeiro encontro da competição. Os leões tinham a ambição de voltar a vencer a competição e os algarvios queriam vencer a primeira da sua história.

António Monteiro abriu as hostes com um lançamento exterior e começou o jogo. Depois de um parcial de 7-0 nos primeiros três minutos, Travante Williams lançou o Sporting CP na corrida dos pontos através de um lançamento interior seguido de lance livre, depois de sofrer falta de Ty Toney. Durante o restante do primeiro período, notou-se alguma falta de eficácia no lançamento exterior por parte do Imortal e um Sporting CP a apostar no duelo debaixo do cesto, tirando partido da estatura física dos seus jogadores em relação ao adversário. No último sopro do primeiro período, Shakir Smith lançou para três pontos já no soar da buzina e igualou o marcador a 20-20.

Durante o segundo período ficou marcado o rasgo de brilhantismo de Diogo Araújo num espaço de cinco segundos. Interceta uma bola, afunda e, no lance exatamente a seguir, com a tentativa de resposta do Imortal, bloqueia a bola de entrar no cesto da sua equipa. Fora isso, continuou uma luta acesa nos cestos, com os leões a serem bastante mais eficazes do que os algarvios. Depois de um primeiro período que terminou 2020- chegou o intervalo com o marcador a mostrar um 44-32 favorável ao Sporting CP.

Voltou-se dos balneários e soou o apito para o iniciar do terceiro período. Mais uma vez, Diogo Araújo mostrou-se ao mundo do basquetebol e mostrou o que de melhor sabe fazer. Marcou o que pôde e defendeu tanto que obrigou Luís Modesto a pedir timeout logo aos quatro minutos do quarto. O Imortal precisava de afinar a pontaria e de rever bem a estratégia planeada. E, já que falamos de brilhantismo, também se fala do jogo que Tanner Omlid estava a fazer contra os leões. Tal como Diogo Araújo, mostrou que não só as estatísticas são importantes para se ser influenciador do jogo das equipas. Na luta da eficácia e a ineficácia, quem saiu a vencer foi o Sporting CP que aumentava cada vez mais a vantagem para o Imortal e entrou para o último período a vencer por 65-44.

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Naquele que seria o último período, o Imortal tentava de tudo para conseguir acertar no cesto, mas a bola parecia não querer entrar de forma alguma. Com uma diferença de 25 pontos no marcador e ainda metade do tempo do período para jogar, Luís Magalhães começou a chamar ao terreno os jogadores mais novos e aqueles que não tiveram tanto tempo a jogar com a equipa. Jorge Embaló, Jeremias Manjate e Afonso Guedes viram-se a jogar num dos maiores palcos do basquetebol nacional: a final da Taça de Portugal. Já do lado dos algarvios, João Neves, Manuel Magalhães e Salvador Victo (jovem com apenas 16 anos) também tiveram essa oportunidade. Apesar de já estar tudo praticamente consolidado, foi bonito de ver que o basquetebol em Portugal tem “mãos para lançar”.

No final, o Sporting CP venceu irrepreensivelmente o Imortal por 59-83 e sagrou-se campeão da Taça de Portugal em basquetebol.

A FIGURA

Shakir Smith – Frente ao Imortal, foi o exponente máximo da ofensiva dos leões. Não foi opção no cinco inicial de Luís Magalhães, mas deu o tudo por tudo para ajudar o Sporting CP a conquistar mais uma Taça de Portugal.

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Derrick Fenner Jr. – É, de forma indiscutível, um dos melhores jogadores do Imortal, mas, neste encontro frente ao Sporting CP, não esteve nos seus dias. Apesar dos nove pontos, a restante exibição pecou por escassa.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Luís Magalhães entrou com todas as armas possíveis para esta final frente ao Imortal. Apostou no duelo debaixo do cesto, com Fields a usar o físico como vantagem perante os adversários e também na capacidade ofensiva de Travanta Williams e Shakir Smith.

Nos momentos defensivos, o Sporting CP partiu para uma defesa a todo o campo com double team ao portador da bola.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Travante Williams (8)

John Fields (7)

Diogo Ventura (6)

João Fernandes (6)

James Ellisor (7)

SUBS UTILIZADOS

Francisco Amiel (5)

Jorge Embaló (5)

Shakir Smith (9)

Jeremias Manjate (5)

Afonso Guedes (5)

Cláudio Fonseca (5)

Diogo Araújo (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – IMORTAL

Com as lesões que apareceram no jogo frente ao SL Benfica na meia-final, o Imortal viu-se desfalcado de dois jogadores bastante influentes na sua equipa. Luís Modesto partiu para o encontro frente ao Sporting CP com o melhor cinco à sua disposição e entrou bastante ofensivo no jogo e com uma elevada taxa de acerto, que foi oscilando durante a partida.

Optaram por uma defesa individual com alguma liberdade aos adversários, exceto a Travante Williams onde se marcava de forma cerrada em qualquer parte do terreno de jogo.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Derrick Fenner (4)

Ty Tonney (5)

Hugo Sotta (5)

António Monteiro (7)

Tanner Omlid (7) 

SUBS UTILIZADOS

Jason Catarino (5)

Manuel Magalhães (5)

Nuno Morais (5)

João Rodrigues (5)

João Neves (5)

Salvador Victo (5)

Miguel Toreia (6)

Foto de Capa: Sporting CP