A CRÓNICA: CLÁSSICO DETERMINOU PASSAPORTE PARA OS LEÕES

Depois do duelo entre SL Benfica e Imortal, onde os algarvios conseguiram o passaporte para a final da Taça de Portugal, faltava saber o segundo finalista da competição. Para isso, o Sporting CP defrontou o FC Porto no Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos para desvendar esse mistério. Duas das melhores equipas do campeonato subiram à quadra e o jogo começou bem quente para ambos os lados.

Miguel Queiroz abriu o marcador no jogo com um lançamento de dois pontos e resposta do Sporting CP logo chegou através de um triplo de João Fernandes e ainda mais seis pontos repartidos pela restante equipa – o que levou os dragões a pedirem timeout logo aos quatro minutos de jogo. Se calhar foi esse o briefing de Moncho López que faltava, pois, a partir daí, os dragões mostraram estar bem vivos no jogo, a par do Sporting CP. Salientaram-se os erros dos leões que resultaram em pontos para os azuis e brancos e que levaram o resultado a permanecer num 18-19 favorável ao FC Porto à entrada para o segundo quarto.

No segundo período, as facetas inverteram-se. O Sporting CP fez um parcial de 12-0, conseguindo dar a volta ao resultado e ainda se distanciou por dez pontos do FC Porto durante algum tempo, mas os dragões reduziram a distância para apenas quatro pontos ainda antes do recolher aos balneários. Nestes segundos dez minutos, ficaram de notar o grande número de faltas efetuadas e o aumentar de eficácia dos leões. Com um resultado tão “apertado” e um jogo renhido, contava-se com uma monstruosa segunda parte. No marcador, um 40-36 a favor do Sporting CP.

Voltou-se do intervalo e o FC Porto entrou no terreno com um jogo mais agressivo. Aos três minutos de período, os dragões já contavam com cinco faltas efetuadas e sem qualquer ponto marcado. Na segunda metade do terceiro período o jogo voltou a inverter. De um Sporting CP pressionante a todos os níveis e concretizador, passou a um Sporting CP sem grande eficácia e muito faltoso. No entanto, a vantagem leonina aumentou e passou a ser de nove pontos à entrada para o último quarto, com o marcador a mostrar um 61-52.

Seriam os derradeiros dez minutos da partida e a determinação de ambas as equipas veio à superfície. Foi o período onde o FC Porto concretizou o maior número de pontos e onde o Sporting CP estava a vacilar mais. A única semelhança com os restantes três períodos manteve-se no número de faltas algo elevado. A 55 segundos do final, Moncho López utilizou o seu último timeout para tentar arranjar uma forma do FC Porto dar a volta ao resultado, mas a falta de eficácia tramou os dragões. Aproveitando-se do erro, os leões contra-atacavam e pouco falhavam. Soou a buzina final e o Sporting CP venceu o FC Porto por 85-77, garantindo, assim, o segundo passaporte para a final da Taça de Portugal.

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A FIGURA

Travante Williams – É um dos jogadores que mais diferencia o jogo do Sporting CP, principalmente a nível ofensivo, mas também defensivo. Acabou o duelo frente ao FC Porto com 22 pontos, 12 ressaltos e mais uma grande exibição.

O FORA DE JOGO

Jogo faltoso do FC Porto – Viu-se um FC Porto a defender no limite da falta, o que fazia com que se marcasse efetivamente falta e os dragões viram-se obrigados a ter muito mais cautela. Tudo isto levou a que a equipa da cidade invicta tivesse de ser muito mais pacífica a jogar devido ao “limite” de faltas.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Luís Magalhães escolheu o seu melhor cinco para defrontar o FC Porto. Nos momentos defensivos, o Sporting CP optava por uma defesa a dois debaixo do cesto, para impedir a vantagem de estatura dos jogadores do FC Porto, e ao portador da bola para dificultar o processo ofensivo.

Nos momentos em ataque, os leões preferiram o jogo interior, sabendo que têm uma maior eficácia nessa parte do terreno, ao invés dos lançamentos exteriores.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

 Travante Williams (9)

John Fields (6)

Diogo Ventura (8)

João Fernandes (6)

James Ellisor (7)

SUBS UTILIZADOS 

Francisco Amiel (4)

Shakir Smith (6)

Cláudio Fonseca (4)

Diogo Araújo (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO 

Moncho López escolheu o cinco habitual do dragões, apenas juntando Francisco Amarante à equação. O FC Porto jogou no erro do Sporting CP, aproveitando os contra-ataques e uma defesa descompensada, e repartindo o jogo entre o interior e exterior.

Nos momentos defensivos, os dragões espalhavam-se por todo o campo e, aquando do jogo interior do Sporting CP, denotava-se uma marcação individual bastante cerrada e no limite da falta.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Jalen Riley (5)

Francisco Amarante (6)

Miguel Queiroz (6)

Tanner McGrew (8)

Larry Gordon (7) 

SUBS UTILIZADOS

Vladyslav Voytso (6)

Brad Tinsley (8)

Pedro Pinto (4)

João Soares (5)

Eric Anderson Jr. (7)