A CRÓNICA: EQUILÍBRIO TOTAL ATÉ AO ÚLTIMO SUSPIRO

 A 13ª jornada da Liga Portuguesa de Basquetebol iniciou-se no Pavilhão João Rocha, com um encontro entre Sporting CP e UD Oliveirense. Esperava-se um jogo bastante equilibrado entre o atual líder invicto da fase regular e a equipa bicampeã nacional.

A partida começou favorável à equipa de Oliveira de Azeméis, mas, dada a intensidade e rapidez que ambas as equipas implementaram, rapidamente o Sporting se foi aproximando no resultado. O primeiro período ficou marcado pela falta de eficácia leonina nos primeiros minutos que foi “tapada” pela mão a ferver de Travante Williams na linha de três pontos e de lance livre, que acabou os primeiros dez minutos com 13 pontos. O Sporting partiu para o segundo quarto a vencer por 23-19, onde, do lado da Oliveirense, o jogador mais importante até aí era Justin Alston, com nove pontos derivados das jogadas interiores elaboradas pelos forasteiros.

O jogo bastante faltoso do Sporting condicionou os leões ainda a meio do segundo período. A eficácia da Oliveirense na linha de lance livre e a alternância entre defesa à zona e defesa individual após esses mesmos lançamentos conseguiram trocar as voltas aos leões e ainda mexeram com o jogo. Chegado o intervalo, a turma de Norberto Alves vencia por 45-46 e previa-se bastante emoção no decorrer da segunda parte.

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O recomeço do encontro ficou marcado por turnovers sucessivos parte a parte. Nos primeiros cinco minutos do terceiro período foram marcados apenas nove pontos no total. O jogo faltoso dos leões voltou a sobrepor-se na partida, com Travante Williams a ser condicionado com quatro faltas ainda a meio do penúltimo quarto, mas a Oliveirense ainda mais condicionada ficou. A faltar pouco mais de um minuto para o final do período, a turma de Norberto Alves atingiu as cinco faltas, numa altura em que os leões afinavam apontaria na linha de lance livre e podiam ser perigosos.

O marcador não descolava, com a diferença pontual a ser dividida entre dois pontos, no máximo, ou um empate. A Oliveirense manteve-se na frente por um ponto, à entrada para o último período do encontro, vencendo por 56-57.

A agressividade defensiva do Sporting começou a prevalecer no encontro. A Oliveirense começou a acusar a pressão dos minutos finais e ainda mais turnovers começaram a aparecer nos momentos decisivos. A primeira maior vantagem para os leões apareceu a quatro minutos do final do encontro, onde levavam quatro pontos de vantagem – uma vantagem deste calibre já não acontecia no encontro desde o início do segundo período.

A partir daí, a Oliveirense demonstrou uma enorme falta de eficácia, tanto em lançamentos interiores como da linha de lance livre, que a equipa de Luís Magalhães acabou a aproveitar da melhor forma, continuando algo distanciada no marcador.

O inesperado para Luís Magalhães, dada a distância no marcador, acabou por acontecer. Depois de um triplo de Justin Alston, Cláudio Fonseca acabou por não conseguir travar o lançamento na passada de Ec Matthews que conseguiu mesmo empatar a partida (74-74) e levá-la a overtime.

No tempo extra, viu-se um Sporting muito mais pressionante e com vontade de vencer o encontro. A maior vantagem no marcador foi mesmo obtida no prolongamento, onde o Sporting venceu por sete pontos.

Desta forma, os leões venceram a Oliveirense por 85-78, mantêm a liderança da fase regular da Liga e continuam invictos.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Travante WilliamsNão há palavras para caracterizar o jogador que é Travante Williams e a importância que o mesmo tem no jogo jogado do Sporting. A sua exibição frente à Oliveirense foi mais uma prova disso. Foi fulcral no início do encontro com a sua “mão quente” enquanto a equipa apresentava uma falta de eficácia coletiva e, apesar de condicionado por quatro faltas pessoais a meio do terceiro período, foi obviamente um dos jogadores leoninos mais influentes, se não o mais influente na equipa de Luís Magalhães.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Falta de eficácia na UD Oliveirense na segunda metade – A equipa de Oliveira de Azeméis poderia ter sido muito mais feliz caso tivesse uma percentagem um pouco maior de acerto. Se a infelicidade da ineficácia trouxe o equilíbrio no marcador, a Oliveirense podia ter perfeitamente resolvido o jogo no início do quarto período e não perder no tempo extra.

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP 

Luís Magalhães escolheu o melhor cinco que tinha à sua disposição para ir a jogo, com Shakir Smith a voltar após lesão já no final do terceiro período.

Viu-se um Sporting que valorizou bastante as jogadas individuais pelo interior, e que valorizou a defesa individual. Esta mesma defesa apresentou-se algo larga no primeiro período, mas, dado o perigo apresentado pela Oliveirense, passou a ser mais cerrada a partir do segundo quarto.

 CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Travante Williams (9)

John Fields (7)

Diogo Ventura (8)

João Fernandes (7)

James Ellisor (7)

SUBS UTILIZADOS

 Shakir Smith (6)

Cândido Sá (6)

Cláudio Fonseca (6)

Pedro Catarino (8)

 

ANÁLISE TÁTICA – UD OLIVEIRENSE

 Norberto Alves foi a jogo com o cinco inicial esperado, num encontro que marcou o retorno de João Balseiro.

A alternância entre defesa à zona e defesa individual após lançamentos da linha de lance livre foi uma técnica utilizada pela Oliveirense, que acabou por confundir a equipa da casa, e falar de defesa sem falar da muralha que Shaquille Cleare representou é uma falha – foi, sem dúvida, um elemento importante nas transições defensivas na equipa. A defesa meio-campo também foi bastante requisitada por Norberto Alves, tal como a defesa individual que recorreu muitas vezes à necessidade de double team perante os jogadores do Sporting.

A nível de transições ofensivas, a Oliveirense optou, na sua maioria, pelo jogo interior, aproveitando a vantagem dada por Justin Alston em comparação com os jogadores da turma verde e branca.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Travis Munnings (7)

João Grosso (6)

José Barbosa (7)

Justin Alston (7)

Shaquille Cleare (7)

SUBS UTILIZADOS

Ec Matthews (7)

João Guerreiro (6)

João Balseiro (7)

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