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A loucura está de volta

António Pedro Dias · 2 min

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Na NBA, os playoffs chegam em abril. O que significa que em março, a margem de erro para várias equipas começa a apertar e os jogos começam a ganhar um outro nível de importância, tudo por uma posição nas oito melhores equipas da sua conferência. Mas há um torneio que rouba toda a atenção dos americanos no terceiro mês do ano: o March Madness. 64 equipas defrontam-se em eliminatórias de um jogo em campo neutro (o mata-mata que Scolari tanto gostava) pelo título de melhor equipa ao nível universitário. O primeiro fim-de-semana de loucura universitária já passou. E foi um dos melhores de sempre!

A equipa sensação da primeira ronda foi UMBC. Os Retrievers bateram a melhor equipa do país por vinte pontos, tornando-se no primeiro 16º classificado a eliminar um 1º classificado na história da NCAA. Para quem não está tão dentro do fenómeno do basquetebol universitário, o March Madness é dividido em quatro zonas, com dezasseis equipas cada. O que significa que os Retrievers eram uma das quatro “piores” equipas das 64 presentes no torneio, algo que só vem tornar este feito ainda mais surpreendente. Infelizmente para os adeptos dos “underdogs”, UMBC acabaria por ser eliminada na segunda ronda por Kansas State.

Mais sorte teve Loyola-Chicago, 11º da sua zona, que chegou por duas vezes aos segundos finais a perder exatamente 62-61. E nas duas vezes acabou por ganhar: primeiro ao eliminarem o 6º classificado Miami, com um triplo de Donte Ingram. E depois, ao deixarem de fora do torneio o 3º classificado Tennessee, com um tiro curto de Clayton Custer. O triplo de Jordan Poole que deu a passagem de Michigan frente a Houston e a recuperação de Nevada, que esteve a perder por 22 pontos frente a Cincinnati e acabou por ganhar por dois, na segunda maior reviravolta da história do March Madness, são também destaques de um excelente primeiro fim-de-semana.

Marvin Bagley é um dos talentos mais promissores no draft de 2018 da NBA
Fonte: Duke

Neste momento restam dezasseis equipas em prova e, para além da luta pelo título, interessa a muitos apaixonados pelo basquetebol acompanharem as partidas dos jogadores que entrarão no draft da NBA em 2018. Muitas das estrelas, como Ayton, Porter Jr. ou Jackson Jr. já foram eliminados porém, ainda existem várias futuras estrelas em prova.

Os postes Marvin Bagley e Wendell Carter Jr., de Duke, estão projetados para serem escolhidos nos lugares de lotaria da NBA e defrontam Syracuse, uma das surpresas do torneio. Zhaire Smith e Shai Gilgeous-Alexander são jogadores atléticos, que primam pela sua defesa e que têm vindo a subir na consideração dos olheiros. O primeiro defronta Purdue por Texas Tech, enquanto que o último é uma das principais armas de Kentucky para tentar bater Kansas State, para além de Kevin Knox, um extremo ainda algo “verde”, mas com tremendo potencial ofensivo.

Por fim, Mikal Bridges. O extremo tem sido um dos melhores jogadores do torneio, tem subido de produção consistentemente durante a temporada e é um dos jogadores com mais capacidade para começar a produzir ao nível da NBA a partir da próxima época. Bridges procura liderar a agora favorita Universidade de Villanova, que defronta West Virginia.

Foto de Capa: The Players’ Tribune

António Pedro Dias

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