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Aliar força bruta a puro talento e classe é uma capacidade reservada apenas aos melhores jogadores. A posição que, actualmente, mais carece de atletas com tal habilidade é a de poste.

Devido à evolução que temos vindo a assistir na modalidade – um maior espaçamento em campo –, o papel de poste tem vindo a ser cada vez menos aproveitado, pelo menos de acordo com os grandes nomes da história da liga.

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Dentro deste capítulo, há três nomes que merecem destaque, pelo enorme impacto que dão às suas equipas. Vou começar por um jogador que está a participar numa época em que tem vindo a impressionar o público pela melhoria na qualidade de jogo, de um ano para outro. Estou a falar de DeAndre Jordan e dos Los Angeles Clippers.

Esta imagem foi das que mais viajaram na Internet.  Fonte: Sports-kings.com
Esta imagem foi das que mais viajaram na Internet.
Fonte: Sports-kings.com

Na imagem, vemos DeAndre Jordan a preparar-se para um potente afundanço que, mais tarde, foi considerado o melhor do ano passado.

O poste da actual melhor equipa da cidade dos anjos tem vindo a evoluir bastante. Isto deve-se ao facto de terem um novo treinador, um dos mais aclamados da história da liga. Doc Rivers conseguiu implementar um estilo de jogo mais bonito, por estranho que pareça, em comparação ao habitualmente conhecido por Lob City. Lidera a liga em ressaltos e já tem uma enorme colecção de afundanços, que fizeram, certamente, inúmeros fãs ficarem avivados com tais jogadas.

De seguida, falo de Al Jefferson. Este atleta é o impulsionador que irá, em princípio, ser a razão principal da ida dos Charlotte Bobcats aos playoffs. Dotado de um jogo no poste impressionante, Jefferson tem sido, provavelmente, o melhor poste da liga – ofensivamente falando –, isto se tomarmos em conta que DeMarcus Cousins tem inúmeros problemas de obediência e comportamento e que Dwight Howard não é, de todo, o jogador que maravilhou milhões nos seus tempos nos Orlando Magic.

O número 25 dos Bobcats tem sido a peça fundamental que tem ajudado o grupo a chegar bem mais longe, algo que pouca gente esperava que fosse possível, pelo menos num espaço de tempo tão reduzido depois de terem alcançado o pior registo de vitórias, há dois anos.

Por fim, quero desviar as atenções para o atleta que mais me surpreendeu neste mês que passou. Joakim Noah tem sido para lá de impressionante. Com mais do que um triplo-duplo conseguido nestas últimas semanas, Noah é a personificação do estilo de jogo praticado pelos Bulls, de Tom Thibodeau. Com uma garra incrível, o poste dos Bulls tem conseguido levar a equipa às suas costas.

Na posição de poste, pelo menos na ideia clássica da posição, estamos perante um jogador bastante imponente, que garante ressaltos – dados estatísticos geralmente olhados de lado, por não serem estatísticas muito elegantes –, pontos, assistências, roubos e, por norma, abafos. Estes atletas são normalmente as bases de um plantel e, infelizmente, tem sido uma posição que se tem extinguido, pelo menos nos parâmetros a que o desporto nos habituou.

A constante evolução tem levado a inúmeras alterações nas posições. Contudo, sinto que a posição de poste é uma das que mais segurança garantem a um grupo, e isso ajuda uma equipa a manter-se estável durante uma época que, como se sabe, é dura.