O PROBLEMA ERIGIDO POR LAMELO E RJ HAMPTON

Os problemas em torno da NCAA tornaram-se ainda mais salientes, aquando as estrelas Lamelo Ball e RJ Hampton optaram pela via profissional no ano transato, para posteriormente se candidatarem ao Draft da NBA. A narrativa que um jogador não necessita de passar a exames de matemática ou química para fazer uma carreira naquilo que pretende (basquetebol), foi igualmente catalisada, sendo que ao optar por um meio profissional, os jogadores encontraram instalações igualmente boas, às que encontrariam nos EUA.

A lenda e ex jogador dos Chicago Bulls Scottie Pippen, já veio a público apoiar este tipo de escolhas por parte dos jovens norte americanos, justificando que estes jovens podem, optando por esta rota, apenas e só concentrar-se no basquetebol, sem ter que lidar com os livros.

Para além disto, existe a possibilidade do jogador ganhar milhões por ano, ainda antes de entrar na NBA, como é o caso destes atletas, que para além do salário que auferiam nas respetivas equipas (Lamelo Ball atuou nos Illawara Hawks e RJ Hampton nos New Zealand Breakers) ganharam milhões em contratos assinados com marcas desportivas, algo que caso estivessem na faculdade não lhes seria permitido dado ao status de jogador amador.

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MESMO TRAJETO, MOTIVAÇÕES DIFERENTES

RJ Hampton observou a necessidade financeira como prioridade, ou seja, estando na Austrália enquanto profissional permitiu-lhe receber um ordenado que na universidade não lhe era permitido, respondendo a certas necessidades de uma forma mais urgente, podendo assim ajudar não só a si, como também a sua família. Outra elucidação que foi dada por estes jovens, ao facto de «escaparem» à faculdade, está ligada à curta carreira que estes têm à sua disposição. Dito isto, uma lesão na faculdade poderia retirar o jovem atleta da possibilidade de estar na «lotaria» do «NBA Draft», o que poderia significar um revés significativo na sua carreira. Assim sendo, numa liga profissional têm sempre a “almofada” do ordenado que auferem, sendo que mesmo lesionados têm alguma segurança financeira.

Por outro lado, Lamelo Ball não tinha tanto essa urgência financeira dado à saúde económica no qual o próprio estava inserido e por isso, o seu desejo foi entrar numa faculdade prestigiada, seguindo um percurso semelhante ao do seu seu irmão Lonzo Ball.

Todavia a sua vontade, as regras da NCAA não lhe permitiam ingressar numa faculdade. Isto, porque quando tinha 16 anos, não só criou a sua própria marca de sapatilhas (vai contra as regras da NCAA), como também viajou para a LKL, enfrentando a sua primeira experiência enquanto profissional, que consequentemente eliminou o seu status amador. Apesar de ser um talento indiscutível entre os melhores da sua geração (2001) e de ter afirmado convictamente que gostaria de ingressar numa faculdade, a NCAA manteve-se fiel às suas leis, mesmo que isso significasse perder uns «belos» milhões de dólares.

Lavar Ball (pai de Lamelo), declarou que seria muito complicado levar seu filho a alguma faculdade, visto que a NCAA pretendia ratificar um ponto, mas atirou ainda que “Melo leva público às bancadas, trás vitórias e consegue entreter, e que deve ser com este tipo de jogadores que um programa universitário deve pretender começar”. Depois de algumas tentativas de persuasão na procura de levar seu filho para a faculdade, Lavar Ball não conseguiu tal feito, tendo mesmo que levar Lamelo para a rota profissional (novamente), desta feita na Austrália, onde fez cerca de meia temporada e afirmou-se como um dos talentos mais promissores da modalidade (este ano está projetado como uma escolha entre os primeiros três do Draft).

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O Diogo lembra-se de seguir futebol religiosamente desde que nasceu e de se apaixonar pelo basquetebol, assim que começou a praticar a modalidade (prática que durou uma década). O diálogo desportivo, nas longas viagens de carro com o pai, fizeram o Diogo sonhar com um jornalismo apaixonado e virtuoso.                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.