Última horaEm Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)
Publicidade

A vitórias dos Underdogs

António Pedro Dias · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Na semana passada, tinha dito neste mesmo espaço que os Nets eram os vencedores da free agency. Risquem isso, porque Kawhi Leonard virou a liga de pernas para o ar ao assinar com o “filho esquecido” de Los Angeles. Um movimento que mostra que o trabalho e a capacidade valem mais do que a história, tal como os Nets tinham comprovado no primeiro dia de julho.

Muitos colocavam-o nos Lakers, outros acreditavam que tentaria prolongar o conto de fadas em Toronto, mas o “Board Man” acabou por escolher os Clippers, que muitos consideravam fora da corrida. Para que tal acontecesse, os Clippers tiveram de chegar a acordo com os Thunder para garantir Paul George, numa troca que mudou o rumo da liga (por exemplo, Westbrook deve ser o próximo a abandonar Oklahoma).

Tal como no caso de Durant e Irving para Brooklyn, ganhou a equipa mais pequena da sua cidade. Um desfecho que deveria fazer os Lakers e os Knicks pensarem no porquê? Mas isso provavelmente não vai acontecer… Desde cedo, Lakers e os Knicks foram apontados como favoritos aos principais free agents, muito devido ao seu estatuto e historial. Mas foram ultrapassados por aqueles para os quais sempre olharam com desdém e alguma superioridade.

Paul George vai mesmo jogar em Los Angeles, mas não pela equipa que todos esperavam há um ano Fonte: Los Angeles Clippers

Assim, se pensarmos bem, nada disto pode ser visto como uma surpresa. Embora menos mediáticos, os Clippers e os Nets têm mostrado trabalho e empenho ao longo dos últimos anos. No caso da turma de L.A., o susto pregado aos Warriors, na primeira ronda dos playoffs, com uma equipa de “rejeitados” e a maneira como têm tratado os seus ativos devem ter sido os principais motivos que levaram Kawhi Leonard ao seu Estado de nascença, culminando com a chegada do terceiro melhor jogador da última temporada regular. Simplesmente, no front office dos Clippers, há muito trabalho e pouca confiança cega no que o destino possa trazer, só porque o passado foi risonho…

Não estou aqui a dizer que os Lakers, que adicionaram Anthony Davis e Cousins a LeBron, tenham tido um mau verão. Estou claramente a dizer que os Knicks tiveram… A verdade é que, à escala mundial, são das equipas mais reconhecidas da NBA. Mas, foram ambas ultrapassadas pelo rival que ali ao lado trabalhava, enquanto que eles pouco lhes ligavam. Os Clippers e os Nets estão de parabéns por um trabalho meritório e bem feito ao longo destes últimos anos e que lhes trazem reais esperanças de obterem um título.

Foto de Capa: NBA

António Pedro Dias

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.