De férias antecipadas para Jimmy Butler, os Heat rapidamente se tornaram num dos candidatos no Este, uma fileira abaixo dos favoritos Bucks e 76ers. Um conjunto de jogadores não escolhidos no draft, jovens com qualidade e capacidade de trabalho, e veteranos que sabem o que fazer em campo, os Heat de Spoelstra estão tão excitantes como nos tempos do Big 3 e com uma peça no meio chamada Bam Adebayo.

Ao contrário do que muitos analistas esperavam, Jimmy Butler não foi para Miami só por causa do sol e os Heat não são apenas “uma entre tantas” equipas na NBA. Quem vem acompanhando a equipa de Miami saberia isso mas convém sempre recordar: mesmo na situação mais apertada, Pat Riley tem sempre uma solução. E isso voltou a ser verdade este verão quando uns Heat sem espaço salarial trocaram o pesado contrato de Whiteside e foram buscar a estrela Jimmy Butler. Isto não só trouxe um tipo de jogador que faltava a Spoelstra como abriu caminho a uma estrela em potência.

Bam Adebayo tem vindo a crescer de maneira estonteante em Miami e começa a atingir níveis que ninguém esperava quando foi escolhido no draft. O center, que se via tapado por Whiteside, é agora parte preponderante da equipa e tudo gira à sua volta. No ataque, os Heat confiam na sua superior capacidade de distribuir jogo e encontrar a melhor solução para, basicamente, e em linguagem arcaica, dar-lhe a bola e pôr toda a gente a correr à sua volta. Na defesa, Bam é alto, longo e rápido. Ou seja, defende quem for preciso. Desde Giannis a Towns ou LeBron, como em trocas defensivas onde é “obrigado” a parar James Harden. O jovem poste é já hoje um dos mais completos jogadores da NBA, um dos candidatos principais ao prémio de Most Improved Player e começa a bater à porta do All-Star.

Bam prepara-se para afundar frente aos Cavs
Fonte: Miami Heat

Mas os Heat são muito mais que Bam e a sua tremenda versatilidade. O plantel é vasto, completo e oferece diferentes soluções a cada noite. Justise Winslow, que pouco tem jogado devido a lesão, tornou-se num tremendo playmaker e permanece como um dos melhores defensores da equipa. O rookie que ficou fora do draft, Kendrick Nunn, é uma máquina de marcar pontos que tem surpreendido tudo e todos e Dragic aceitou o seu novo papel de sexto homem da equipa, providenciando os pontos vindos do banco, junto com o eletrizante Tyler Herro (outro rookie), que é capaz de marcar de qualquer lado e vai surpreendendo na leitura de jogo.

Duncan Robinson é também um atirador incrível, que ainda na semana passada chegou aos 29 pontos frente aos Cavs e Derrick Jones Jr. Tem um “atleticismo” e uma capacidade de salto que impressiona e que os Heat sabem utilizar. Nas posições de poste, Olynyk e Meyers Leonard fornecem mais capacidade de lançamento à equipa, boa defesa e boas leituras e Chris Silva (mais um rookie não escolhido no draft) dá energia vindo do banco. E nem se vai contando com o castigado Dion Waiters, James Johnson ou o rookie KZ Okpala.

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Spoesltra tem os Heat da maneira que quer e que, provavelmente, não tem desde 2016, ano em que esteve perto das finais do Este. Os Heat atacam bem, defendem melhor e têm um basquetebol muito atraente e interessante de seguir, onde se destaca um poste que muitos começam a notar e que faz tudo girar à sua volta. Quando conseguir juntar um lançamento eficiente ao seu arsenal cuidado, porque Bam terá quase tudo e os Heat atingirão um nível ao qual ainda não chegaram.

Foto De Capa: Miami Heat

Artigo revisto por Diogo Teixeira

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