O mês de fevereiro não tem sido nada menos do que fenomenal para o mais recente candidato ao prémio de MVP. Paul George parece ter encontrado a sua melhor forma e tem levado os Thunder à melhor época da equipa desde a saída de Kevin Durant.

No passado verão, poucos acreditavam que George renovaria com os Thunder. O negócio com os Pacers parecia cada vez pior, com Oladipo a brilhar em Indiana. Para alguém que cresceu em Los Angeles e com a iminente chegada de LeBron aos Lakers, após uma época abaixo do esperado em OKC, toda a gente acreditava que PG mudaria de casa novamente. Porém, logo no primeiro dia de julho, uma festa em casa de Westbrook anunciava a permanência de Paul George por mais quatro anos em Oklahoma.

Mas ainda havia muito trabalho a fazer. Os Thunder tinham sido corridos dos playoffs por um rookie, Westbrook jogava para os números e Paul George mostrava-se inconsistente. Entretanto, muita coisa mudou. A equipa de Billy Donovan joga o melhor basquetebol desde que o treinador chegou e Westbrook assumiu um papel secundário com a recente “explosão de basquetebol” do extremo ex-Indiana.

George e Westbrook festejam o cesto da vitória do primeiro, no 2º prolongamento frente aos Jazz
Fonte: OKC Thunder

O jogo de Paul George sempre foi de admirar. Os americanos chamam ao que ele faz “smooth” e é provavelmente a única palavra que se adequa. Tudo se encaixa, tudo tem princípio, meio e fim e tudo é feito com uma coordenação incrível. George sempre foi um bom defesa, mas o seu salto maior surge do outro lado do campo. Há poucos momentos do ataque que PG13 não domine. O lançamento exterior após drible e após passe é incrível, a sua capacidade para afundar do nada já é mais do que conhecida e há todo um conjunto de finalizações perto do cesto que se vem desenvolvendo, ao qual se juntou o floater que ainda na semana passada derrotou Rudy Gobert e os Utah Jazz.

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O próximo passo para Paul George? Ser tudo isto nos playoffs. Estará nele a diferença entre uma saída na primeira ronda e uma real candidatura a destronar os Warriors. Mas só a intromissão na luta de MVP, que parecia até agora pertencer a Harden e Antetokounmpo, é um sinal de crescimento enorme por parte de um jogador que já teve momentos bastante complicados na carreira e que soube erguer-se.

Foto de Capa: OKC Thunder

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

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Tem 22 anos, é natural de Paços de Ferreira e adepto do SL Benfica. Desde muito pequeno que é adepto de futebol, desporto que praticou até aos 13 anos, altura em que percebeu que não tinha jeito para a coisa. Decidiu então experimentar o basquetebol e acabou por ser amor à primeira vista. Jogou até ao verão passado na Juventude Pacense e tem o Curso de Grau I de treinador de basquetebol desde os 19. O gosto pela NBA surgiu logo quando começou a jogar basquetebol e tem vindo a crescer desde então, com foco especial nos Miami Heat.                                                                                                                                                 O António escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.