Conclusões demasiado precipitadas sobre o início dos playoffs

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Cabeçalho modalidadesComeçaram os playoffs da NBA! Toda a gente dirá que é demasiado cedo para tirar conclusões sobre o que acontecerá, que isto mal começou e que muita coisa mudará. E sim, muita coisa mudará ainda até junho, quando alguém receber o troféu das mãos de Adam Silver. Mas isso não impede que se comecem a tirar conclusões desde já. Porque ninguém passa uma temporada a ganhar jogos, à procura de uma vantagem caseira para começar a meio-gás e arriscar perder essa vantagem em 48 minutos.

No sábado, Cavaliers e Pacers começaram por confirmar o que já se esperava: falta algo aos Cavs e é Paul George e mais quatro em Indiana. A equipa de Cleveland não teve o domínio que costuma ter nestes jogos nos últimos anos e esteve até bastante perto de perder. Nada que assuste LeBron e companhia, mas que deve colocá-los alerta, uma vez que a equipa não parece apresentar a mesma capacidade do último ano. Quanto aos Pacers, PG já ficou chateado por não ter sido ele a fazer o último lançamento do jogo 1. Indiana é uma equipa que, a cada jogo, vai mostrando que seria apenas mais uma no mar da lotaria, caso não existisse Paul George. Em Toronto, a mesma história de sempre. Os Raptors voltaram a perder o primeiro jogo de uma ronda dos playoffs. Algo normal e que não preocupa os canadianos. O que os devia preocupar é a facilidade com que Giannis Antetokounmpo dominou o jogo. É que nem é preciso ver o jogo completo, um pequeno resumo da partida prova a diferença do grego para os outros. Parecia estar a jogar contra miúdos de dez anos, tal foi a facilidade com que atacou o cesto dos Raptors e protegeu o seu. Giannis está mais adiantado no seu desenvolvimento do que era de prever e, com o espaço que os Raptors lhe estão a dar, o perigo é real.

A série entre San Antonio e Memphis segue como seria de esperar. Kawhi Leonard a dominar, a falta de Tony Allen a fazer-se notar na estratégia defensiva dos Grizzlies e um aborrecimento tal, que coincide bem com o franchise discreto mas eficaz dos Spurs. Com mais ou menos dificuldade, os pupilos de Gregg Popovich vão seguir para a próxima ronda. Diria que podem aproveitar os horários destes jogos para porem o sono em dia. Naquela que deverá ser uma das séries mais equilibradas, os Clippers voltaram a provar o quão pouco preparada está esta equipa para competir pelo anel. Rudy Gobert jogou treze segundos no sábado. Não é um erro, foram mesmo treze segundos. Apesar da ausência do pilar defensivo dos Jazz, DeAndre Jordan não dominou e a equipa de Los Angeles ficou reduzida a Chris Paul e aos jump shots de Blake Griffin. Dá para ganhar umas partidas e manter-se em jogo contra Utah, mas não mais que isso.

No domingo, John Wall confirmou aquilo que todos sabemos mas que a maioria tem medo de dizer: o melhor base do Este mora na capital. E o melhor backcourt, provavelmente, também. Porém, num confronto equilibrado, o desequilíbrio costuma surgir daqueles que normalmente estão mais escondidos. E nesse caso, os Wizards parecem levar vantagem sobre os Hawks.

john wall
John Wall dominou os Hawks e continua a provar o seu valor no melhor ano da sua carreira
Fonte: bleacherreport.com

Em Oakland, as estrelas dos Blazers deram trabalho, mas era só uma questão de tempo até os Warriors fugirem no marcador. Percebes que tens uma equipa fenomenal quando Klay Thompson passa ao lado do jogo e mesmo assim ganhas confortavelmente. E, mesmo que o troféu pertença aos Cavs, se alguém o perder este ano, essa equipa serão os Golden State. É incrível a diferença de qualidade e opções para todos os outros.

Por fim, a tragédia bateu à porta de Isaiah Thomas, um dia antes da sua estreia nos playoffs. O base foi a jogo, visivelmente abalado, mas não foi por aí que os Celtics viram os Bulls roubarem um jogo no TD Garden. Aliás, não fosse por Isaiah e o jogo teria sido resolvido mais cedo. Os Bulls dominaram as tabelas, como era de prever, enquanto que a equipa de Boston pareceu não ter consertado qualquer dos erros que lhes foram sendo apontados durante a temporada. Os Bulls continuam a não ser uma grande equipa, mas nos playoffs dá sempre jeito ter um jogador que consegue resolver jogos por si mesmo. Em Houston, o confronto de MVP’s também provou bastantes teorias criadas durante a temporada. Os Rockets são muito mais equipa que os Thunder e têm um plantel muito mais profundo. James Harden dominou, enquanto que Westbrook teve vários problemas com o jogo físico de Beverley. E em OKC já não mora o rapaz capaz de pegar no jogo quando Russell não consegue….

Foto de capa: clutchpoints.com

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

António Pedro Dias
António Pedro Diashttp://www.bolanarede.pt
Tem 22 anos, é natural de Paços de Ferreira e adepto do SL Benfica. Desde muito pequeno que é adepto de futebol, desporto que praticou até aos 13 anos, altura em que percebeu que não tinha jeito para a coisa. Decidiu então experimentar o basquetebol e acabou por ser amor à primeira vista. Jogou até ao verão passado na Juventude Pacense e tem o Curso de Grau I de treinador de basquetebol desde os 19. O gosto pela NBA surgiu logo quando começou a jogar basquetebol e tem vindo a crescer desde então, com foco especial nos Miami Heat.                                                                                                                                                 O António escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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