Cabeçalho modalidadesEntramos no novo ano. 2018 promete mais do mesmo espetáculo que a NBA nos habituou ao longo das décadas mas, até que ponto ainda existe esperança na luta pelos lugares que conduzem aos playoffs? Nas seguintes linhas vamos tentar analisar até que ponto não se encontra quase tudo resolvido.

Comecemos pela situação na conferência Este. É totalmente seguro afirmar que os Bolton Celtics, os Toronto Raptors e os Cleveland Cavaliers vão continuar a jogar depois de abril. Com maior ou menor dificuldade, Detroit Pistons, Washington Wizards e Milwaukee Bucks devem seguir o mesmo rumo. No extremo oposto, afirmo que os Atlanta Hawks, os Orlando Magic, os Chicago Bulls e os Brooklyn Nets não tem a menor hipótese de sucesso e devem focar atenções no draft que se avizinha. Deveria ter incluído os Charlotte Hornets neste lote? Provavelmente, mas tendo em conta o talento presente na equipa acredito que estes ainda podem intrometer-se de alguma forma na luta pelas duas últimas vagas. Os Indiana Pacers parecem em queda acentuada, não ajudando a ausência de Oladipo.

Os Miami Heat procuram alguma estabilidade, dar sequência à segunda metade da última época mas tem sido demasiado inconstantes. Os New York Knicks nem devem acreditar que estão nesta luta, mas a sua fraca prestação fora de portas (3-12) e o facto de no mês de janeiro jogarem 14 de 17 jogos longe de Nova Iorque, pode colocar a equipa de Kristaps Porzingis fora desta luta. Isto deixa-nos o último caso desta luta: os Philadelphia 76ers. Esperava-se mais desta equipa, não só pela quantidade de talento jovem mas igualmente pela adição de veteranos como JJ Redick ou Amir Johnson. Destas cinco equipas, é seguro dizer que três vão parar de jogar logo a meio do mês de abril.

Uma ausência da post-season pode significar o adeus destes dois astros a New Orleans.  Fonte: NBA
Uma ausência da post-season pode significar o adeus destes dois astros a New Orleans
Fonte: NBA

A Oeste o cenário parece mais arrumado. Golden State Warriors, Houston Rockets, San Antonio Spurs, Minnesota Timberwolves e Oklahoma City Thunder vão com certeza disputar os playoffs. A questão para estas equipas reside sobretudo na obtenção do fator casa. Denver Nuggets e Portland Trail-Blazers parecem igualmente conjuntos que não se ficarão pela época regular, apesar de alguma inconstância exibicional e de resultados. Los Angeles Lakers, Menphis Grizzlies, Sacramento Kings, Dallas Mavericks e Phoenix Suns já pensam em nomes como Malvin Bagdley ou Luka Dóncic. Os Utah Jazz tardam em estabilizar, sobretudo pela ausência de Rudy Gobert, principal âncora defensiva da equipa.

A luta pela última vaga disponível parece centrar-se nos LA Clippers e nos New Orleans Pelicans. Se a época terminasse agora, seria a equipa de Anthony Davis e DeMarcus Cousins a seguir em frente. Arrisco-me a dizer que será claramente dramático para os comandados por Alvin Gentry falhar os playoffs. Em LA as lesões não tem ajudado à causa dos Clippers. Em New Orleans, falhar a post-season, pode conduzir à saída não só de Cousins mas igualmente de Anthony Davis obrigando a uma reconstrução que pode demorar anos.

Para algumas equipas é claro que a porta que conduzia aos playoffs encontra-se completamente encerrada, outras como os Sixers ou os Clippers ainda observam alguma luz por uma pequena janela entreaberta.

Foto de capa: NBA

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Um dia sonhou ser jogador de futebol. Hoje acredita que será capaz de ocupar uma cadeira enquanto treinador. Apaixonado eterno pelo Futebol Clube do Porto, encontra-se frequentemente presente nas bancadas do Estádio do Dragão, descobriu igualmente que amor também morava em White Hart Lane junto do Tottenham Hotspur. Em 2009 encontrou uma nova paixão na NBA, passando a torcer pelos New York Knicks, percorrendo demasiadas noites em claro a assistir à melhor liga do mundo. Não concebe a sua vida sem desporto, fazendo de tudo para procurar discutir seja futebol ou basquetebol. Acredita que a sua alma não seria a mesma se por algum motivo ficasse sem Sport TV.                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.