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cab nbaFantástico! Soberbo! Esplêndido do início ao fim! Expectável. Estas são as palavras que caracterizam as Finais da NBA – mais à frente logo falaremos sobre isto.

Foi um trajecto quase incólume por parte dos Cavaliers a nível de resultados, bastante azarado a nível de lesões. Começaram por ganhar 4-0 aos Celtics – sem nenhuma estrela assumida -, mas perderam Kevin Love; venceram por 4-2 aos Chicago Bulls – uma equipa debilitada, com Pau Gasol muitos furos abaixo do expectável e Derrick Rose a jogar bastante bem, embora não o suficiente para carregar a equipa – e, mais uma vez, varreram os Atlanta Hawks, perdendo Kyrie Irving pelo caminho (ele acabaria por voltar a jogar contra os Warriors).

Por sua vez, os Golden State Warriors também começaram num ritmo bastante acelerado, vencendo os New Orleans Pelicans, de Anthony Davis, em quatro jogos; vencendo em seis os Memphis Grizzlies de Marc Gasol e Zac Randolph; e, em cinco jogos, os Houston Rockets de James Harden e Dwight Howard.

Agora, as Finais. Um começo surpreendente para a série. Em dois jogos, dois prolongamentos – algo inédito até hoje. No primeiro jogo, Golden State ganharam em casa; no segundo, a trupe de Cleveland roubou um jogo em Oakland – naquela que é, e verificou-se ser, uma das arenas mais barulhentas na liga. O ambiente que se vivia parecia ser para lá de surpreendente.

Por esta altura aparentava ser uma série bastante equilibrada, com LeBron James a mostrar todo o seu portefólio de habilidades. Tristan Thompson e Matthew Dellavedova mostravam estar a ser jogadores-chave numa equipa que já estava extremamente debilitada. Thompson como uma máquina de ressaltos e Dellavedova, no máximo das suas capacidades e no máximo possível, a conseguir anular o MVP da fase regular, Stephen Curry.

Dellavedova foi um dos jogadores que mais se preocupou em defender Curry. Fonte: news.com.au
Dellavedova foi um dos jogadores que mais se preocuparam em defender Curry
Fonte: news.com.au

Tanto David Blatt como Steve Kerr andavam a tentar descobrir como usar os recursos humanos à sua disposição – Kerr tinha aquilo que acabaria por vir a ser o maior trunfo, a equipa mais completa; Blatt continuava a querer fazer omeletes com aquilo que fosse mais próximo de ovos. Pelo meio, mais um azar para os Cleveland – apesar de ter “recuperado” a sua lesão, Irving acabou por fraturar a rótula e ficar, oficialmente, de fora para o resto das Finais no prolongamento do primeiro jogo.

Steve Kerr tornou o cinco inicial o mais híbrido possível, colocando Draymond Green (um extremo-poste baixo) a jogar a poste. Trabalho soberbo de um treinador que recebeu bastantes críticas antes de assinar e que poderia ter ido para os Knicks Fonte: USA Today
Steve Kerr tornou o cinco inicial o mais híbrido possível, colocando Draymond Green (um extremo-poste baixo) a jogar a poste. Trabalho soberbo de um treinador que recebeu bastantes críticas antes de assinar e que poderia ter ido para os Knicks
Fonte: USA Today

Pegando agora no título, o jogador que mais tarde viria ser coroado como Finals MVP, Andre Igoudala, foi o “Fator X” da equipa. Começando no banco nos três primeiros jogos, acabou por fazer parte do cinco inicial nos últimos. Mais uma vez, em Cleveland, os jogos foram divididos, se bem que o jogo 4 tenha aparentado ser o cantar de algo que parecia, principalmente a partir daí, inequívoco: nesse jogo, os Cleveland não só abrandaram o seu próprio jogo ofensivo, como o trabalho defensivo de Dellavedova começou a ceder e a exaustão mostrava estar a causar algum dano no base dos Cleveland.

Igoudala, a cada minuto que passava, logo desde o primeiro jogo, estava a ficar mais focado ofensivamente e, incrivelmente, a sua defesa feita a LeBron James estava a ser mais sufocante. E, atenção, as estatísticas apresentadas pelo número 23 enganam bastante em relação àquele que foi o trabalho de “Iggy”. No quarto jogo, Igoudala bateu o seu recorde de máximo número de pontos em play-offs, 22 – a maior parte deles cruciais.

Nos últimos dois jogos, incrivelmente sempre no quarto período, havia invariavelmente um festival de triplos que acabava por abalroar os Cavaliers. Andre Igoudala, historicamente pouco eficaz como lançador de triplos, marcou e foi dos jogadores mais utilizados e mais em foco dos Warriors.

Steph Curry (esquerda) e Andre Igoudala (direita) foram dois foram os principais “obreiros” do título dos Warriors Fonte: bayareasportsguy.com
Steph Curry (esquerda) e Andre Igoudala (direita) foram dois foram os principais “obreiros” do título dos Warriors
Fonte: bayareasportsguy.com

Também Stephen Curry foi fantástico durante toda a série – o mago dos triplos demonstrou que todo o seu leque de movimentos é muito mais do que “apenas” um dos melhores lançamentos já visto na história da NBA.

Apesar de este texto estar a ser algo repetitivo em termos de nomes, há que destacar que o gigante Timofey Mozgoz mostrou ser um bastante habilidoso poste; Klay Thompson é muito mais do que “apenas um lançador de triplos” e, quando o jogo assim o pede, consegue defender e sufocar o seu opositor; J. R. Smith mostrou, mais uma vez, que é um jogador no qual não se pode confiar – é bastante errático e não tem cabeça nenhuma; Harrison Barnes irá dar, sem qualquer sombra de dúvidas, enormes dores de cabeça, tanto a Steve Kerr como aos dirigentes da equipa, pois explodiu e mostrou que também não é um jogador unidimensional e consegue, não só defender em tempos LeBron James e outros atletas, como ser um jogador que pode fazer parte das jogadas ofensivas e ser eficiente; Shaun Livingston foi uma agradável surpresa.

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