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Foi para isto que eles perderam

António Pedro Dias · 5 min

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Cabeçalho modalidadesO draft da NBA acontece já esta quinta-feira e a expectativa é grande, com vários jovens talentosos prontos a iniciarem o seu caminho na NBA. Para quem não está familiarizado com o sistema, as 14 piores equipas da temporada que agora terminou têm direito aos primeiros 14 lugares do draft. É realizada uma lotaria, onde quanto pior tiver sido o recorde da equipa, maiores as hipóteses de escolher em primeiro no draft. Uma vez que as equipas negoceiam entre si através de trocas (e porque os Nets fizeram a pior troca de sempre com os Celtics), a equipa de Boston acabou por ter a 1ª escolha, que trocou neste fim-de-semana pela 3ª dos Sixers. Devido à troca de Cousins de Sacramento para New Orleans, os Kings têm duas escolhas neste draft. Analisamos aqui a melhor opção para cada uma das equipas na lotaria, ou seja, as primeiras 14 escolhas do draft de 2017.

Eles “confiaram no processo” e cada vez mais pessoas começam a perceber porquê. Os Sixers foram alvo de chacota durante os últimos anos pelas más equipas que possuíam, à procura de escolhas no draft, mas são muitos os que gostavam de chegar ao dia de hoje na pele da equipa de Philadelphia, no que ao futuro diz respeito. Com Embiid, Simmons (ainda por estrear na NBA) e Saric, faltava um base com capacidade para colocar esta orquestra em ação. E a troca com os Celtics neste fim-de-semana foi o passo natural. Os Sixers vão escolher Markelle Fultz, o jogador mais talentoso do draft e logo para a posição onde mais precisavam. Os Lakers estão mais atrasados na montagem da sua equipa para o futuro, mas têm este ano uma excelente oportunidade para avançarem uns anos. Não é surpresa que os Lakers querem Paul George (e que George está inclinado para os Lakers) e Lonzo Ball, a mais que provável escolha dos Lakers neste draft, pode abrir portas ao negócio. Com Ball na equipa, os Lakers poderiam usar D’Angelo Russell como moeda de troca no negócio de Paul George e começar a construir uma equipa de respeito e com prespetivas de futuro, comandada pelo base de UCLA.

Tatum e Jackson (ambos no centro da imagem) foram campeões mundiais de sub-19 em 2015 e lutam agora pelo último lugar no pódio do draft Fonte: FIBA
Tatum e Jackson (ambos no centro da imagem) foram campeões mundiais de sub-19 em 2015 e lutam agora pelo último lugar no pódio do draft
Fonte: FIBA

Os Celtics trocaram a primeira escolha com o principal intuito de abrirem algum espaço salarial para Hayward. Ou Griffin. Ou George. Ou Butler. A um destes, os Celtics poderão acrescentar um extremo marcador de pontos para complementar também Isaiah Thomas, deixando Jaylen Brown a crescer na sombra. Josh Jackson vinha sendo o nome mais apontado a Boston mas, em princípio, será Jayson Tatum o escolhido. O extremo de Duke oferecerá pontos a uma equipa que precisa deles para dar o passo seguinte. Quem poderá beneficiar (e muito) com a escolha de Tatum pelos Celtics serão os Suns. A equipa de Phoenix gosta bastante da versatilidade e capacidade nos dois lados do campo de Josh Jackson para formar uma boa dupla com o marcador de pontos Devin Booker e, caso Jackson se encontre disponível aquando da vez dos Suns, a decisão será fácil de tomar.

Os Kings precisam basicamente de gente para todas as posições, por isso, duas escolhas nas primeiras catorze do draft vêm mesmo a calhar. Com a quinta escolha, De’Aaron Fox é o mais adequado. Um base supersónico, que ainda precisa de melhorar o lançamento, um pouco à imagem de John Wall quando chegou à NBA. E é mesmo no exemplo de Wall que os Kings vão pensar quando escolherem Fox em quinto. Para os Magic, o melhor jogador disponível será sempre a melhor opção. Há várias posições a melhorar, sendo que Jonathan Isaac deverá mesmo ser a melhor escolha. Um extremo longo e rápido, bom defesa mas que ainda precisa de aperfeiçoar o jogo ofensivo seria o parceiro ideal para Aaron Gordon. Isaac seria também a escolha principal para os Timberwolves, mas caso não haja essa possibilidade, Lauri Markkanen encaixará nos Wolves. O finlandês é um poste atirador, que daria espaço ao jogo interior de Wiggins e Karl-Anthony Towns e mais uma arma ofensiva à equipa de Thibodeau.

Na oitava posição, os Knicks pensarão que o que vier à rede é peixe. E o peixe deverá ser um base. A experiência Derrick Rose não correu bem, Carmelo Anthony está mais fora do que dentro e os Knicks precisarão de alguém capaz de marcar pontos para além de Porzingis. Malik Monk é um base explosivo que marca pontos que se farta, tornando-se assim no candidato ideal. Ainda no âmbito dos bases, Dennis Smith é a escolha óbvia para os Mavericks, assim esteja disponível. Smith é um base completo, capaz de organizar uma equipa em campo e os Mavs precisam disso mesmo. Na décima posição surgem de novo os Kings. A equipa de Sacramento deverá escolher um base primeiro e com a crença que têm em Buddy Hield, necessitarão de um jogador interior, até para colmatar a saída de Cousins. Zach Collins é o homem certo. O poste de Gonzaga não tem nada a ver com Cousins, nem é de um Cousins que os Kings precisam agora. Collins é um poste que vale mais pela sua presença defensiva, mas que também sabe atacar perto do cesto e daria uma opção interior interessante à equipa de Sacramento.

Luke Kennard foi a surpresa de Duke nesta temporada e tem subido nas previsões dos analistas a um ritmo alucinante Fonte: http://basketballsocietyonline.com
Luke Kennard foi a surpresa de Duke nesta temporada e tem subido nas previsões dos analistas a um ritmo alucinante
Fonte: http://basketballsocietyonline.com

Os Charlotte Hornets continuam a precisar de presença interior, mas a melhor opção disponível será de longe, um base. Luke Kennard oferece lançamento exterior a uma equipa que não tem grandes marcadores de pontos, exceptuando Kemba Walker, enquanto que Donovan Mitchell oferece uma capacidade defensiva exterior acima da média, a uma equipa que defendeu muito mal a linha de 3 pontos na temporada passada. Os Detroit Pistons, a precisar do mesmo tipo de jogador, ficarão com quem sobrar deste duo Kennard/Mitchell. Ou então, desistem de Reggie Jackson e vão buscar o jovem base francês Frank Ntilikina.

Os Denver Nuggets descobriram um diamante em Nikola Jokic e agora precisam de alguém para colocar ao seu lado. Uma presença constante perto do cesto seria interessante, e aí, John Collins, Jarrett Allen e Harry Giles seriam opções muito interessantes. Um extremo capaz de fazer várias coisas ofensivamente também seria uma boa opção, com o campeão da NCAA, Justin Jackson, no topo dessa lista. Por último surgem os Miami Heat. Uma segunda opção a Goran Dragic, um extremo/poste atirador ou uma reserva de Whiteside seriam as melhores opções. Há rumores sobre uma possível queda nas previsões de Frank Ntilikina, que agradaria a Miami para jogar na sombra de Dragic. Justin Jackson e TJ Leaf davam maior espaçamento ao ataque dos Heat e John Collins, Jarrett Allen ou Harry Giles seriam boas opções para substituir Hassan Whiteside vindos do banco.

Foto de Capa: Bleacher Report

António Pedro Dias

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