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Houston Rockets: Os prós e contras da mais recente dupla de MVP’s

António Pedro Dias · 3 min

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Enfim juntos! Sete anos depois de James Harden ter deixado Oklahoma em direção a Houston, Russell Westbrook faz o mesmo e será novamente colega de equipa de Harden. Um prémio de MVP para ambos e zero chegadas às finais depois, será que juntos conseguirão novamente chegar a essa fase da temporada, tal como fizeram com Kevin Durant em OKC, no ano de 2012?

Começamos pelos contras desta parceria, talvez para acabarmos de uma maneira esperançosa para os adeptos de Houston. Westbrook não é Chris Paul. Não defende nem lê o jogo como o base pelo qual foi trocado. Imprime mais velocidade ao jogo e não forçará Harden a fazer tantos jogos “sozinho” por estar sempre lesionado, mas não oferece o comando defensivo nem pensa três movimentos à frente como CP3. Para Westbrook só há uma velocidade e é a velocidade máxima e não é bem isso que estes Rockets fazem.

Para além disso, todos sabemos que o jogo dos Rockets se baseia muito no drible de Harden e na capacidade dos outros quatro jogadores em campo acertarem os seus triplos (esqueçamos que os Rockets não foram às finais de 2018 por falharem vinte e sete triplos seguidos no jogo sete, em casa, com os Warriors). Ora, Westbrook é mau a lançar de três. Não há cá paninhos quentes, é mau e vai lançar ainda mais em Houston. Porque todos os jogadores que ali chegaram, lançaram mais vezes da linha de 3. Todos!
MVP’s em anos consecutivos (2017 e 2018), Harden e Westbrook voltam a encontrar-se depois de terem representado os Thunder
Fonte: NBA

Por outro lado, é uma boa notícia para os Rockets terem dois jogadores que necessitam tanto da bola. “Ah, mas só há uma bola e eles são dois”. Sim e não. Eles não estarão sempre em campo ao mesmo tempo e está provado que jogadores com vários toques na bola durante o jogo mantêm os seus números mesmo quando se juntam a alguém que gosta de ter bola. O que acontece é que os seus colegas terão menos bola, mas quando a diferença no nível de talento de Harden e Westbrook para os seus colegas é tão grande, não será isto uma boa notícia?

Westbrook oferece ainda novas nuances ao esquema de Mike D’Antoni. Sem Harden em campo, o ritmo vai aumentar certamente e as equipas que se concentrarem demasiado em Harden vão deixar um jogador explosivo pronto a receber a bola. Com espaço… Para além disso, há a possibilidade de começar a usar Westbrook como bloqueador quando Harden tem a bola.

Estão a ver o que faz Draymond Green nos Warriors após bloqueios, com todo o espaço que tem? Pronto. Imaginem isso com o jogador que mais assiste na NBA. Um constante 4×3 de Westbrook para com as defesas contrárias que vão, mais vezes do que o contrário, fazer 2×1 em James Harden. É uma arma interessante.

Pode dar asneira? Claro que sim. Mas se há coisa que Daryl Morey tem feito é arriscar desde que se tornou GM dos Rockets. Chris Paul não resultou, mas esteve quase, não fossem as lesões. Sinceramente, para uma equipa que não põe os pés nas finais há 25 anos e que viu o maior rival no Oeste perder um ativo valioso (e ter outro lesionado o ano todo), qual é o risco desta troca? Pode não resultar, mas pode muito bem ser o início de uma bela história para D’Antoni e os Rockets.

Foto de Capa: NBA

artigo revisto por: Ana Ferreira

António Pedro Dias

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