Cabeçalho modalidadesO assunto Kevin Durant foi escrito e reescrito mais vezes que o imaginável, no início da temporada. A escolha de deixar os Oklahoma City Thunder para atuar junto das super estrelas dos Golden State Warriors não foi bem aceite pelo público da NBA. Os jornalistas acharam pouco ético, uma vez que os OKC haviam sido derrubados pertíssimo da final pelos homens de Kerr. Os adeptos da modalidade, que adoravam Durant quase unanimemente, dividiram-se. De herói a vilão, de bestial a besta… Faz parte da carreira de um jogador sofrer estas alterações ao nível dos olhos apaixonados dos fãs.

Certo é que esta polémica transferência veio dar outro entusiasmo à competição. Depois de uma época onde a vantagem de 3-1 não foi suficiente para alcançar a final, Westbrook vê-se agora, por um lado, desamparado, e por outro, mais livre. O camisola 0 dos Thunder leva mais que uma equipa às costas : o peso de ser o melhor, fazer o melhor e levar os seus homens o mais longe possível, juntamente com as expectativas dos adeptos e, ainda, a ambição de ser MVP, têm feito com que o jogador se tenha vindo a superar. Aspeto positivo: Westbrook é apontado, neste momento, como MVP mais provável. Aspeto negativo: sem Westbrook inspirado, a derrota é certa para os OKC. Ora, o vilão adorado de São Francisco, veio dar o impulso que o seu ex-colega precisava para se afirmar como um candidato a Jogador Mais Valioso.

Fonte: NBA
Fonte: NBA

Por outro lado, juntou-se um quarteto fantástico nos GS Warriors. Kevin Durant passou a vestir a mesma cor que Stephen Curry, Klay Thompson e Draymond Green. Qualquer um se arrepia ao ouvir isto. Depois da época-quase-perfeita, na qual o feitiço se virou contra o feiticeiro e a equipa invencível acabou por perder 3-4, depois de estar a vencer por 3-1 aos atuais campeões, perguntava-se o que faltava. Durant pareceu a resposta ideal. Começou a questionar-se o que faria Steve Kerr com tantas estrelas. É sabido que não é fácil gerir equipas com tantos astros, talento e personalidades fortes. Até ao momento, nada a apontar. Os Warriors deixaram-se de recordes e estão cá para jogar simples e fácil, com a, agora, Splash Family (Klay, Curry e KD), imperdoável no que toca a pontuar.

Já no próximo dia 11 de Fevereiro, Durant regressa a Oklahoma e, aí sim, veremos de que é feito o homem. Certo é que entrará em campo como vilão e, com o mesmo estatuto sairá dele, mas aguentará ele a pressão de jogar debaixo do desagrado dos antigos fãs?

Por fim, as coisas continuam tranquilas e os Warriors parecem estar concentrados na sua caminhada que, se tudo correr dentro da normalidade, só acabará na final. E, desta vez, não haverá margem para reviravoltas. Patinho feio para quase todos, poderá ser o mais bonito para a equipa de Oakland.

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Foto de capa: Complex

Artigo revisto por: Francisca Carvalho