Kevin Love nunca conheceu uma curta estadia num franchise da NBA. Foi escolhido pelos Memphis Grizzlies, em 2008, com a quinta escolha, mas foi prontamente enviado para os Minnesota Timberwolves. Pelos Wolves, foi três vezes All Star em seis anos, mas a qualidade da equipa esteve sempre aquém do talento do jogador.

Entretanto, depois de uma trade finalizada entre os lobos e os Cavaliers, Love fez as malas e aterrou em Cleveland. Os Cavaleiros de Ohio enviaram um jovem Andrew Wiggins, a primeira escolha do Draft de 2014, para os Timberwolves. Poucos meses após o regresso de LeBron James a “casa”, já se sentia a influência de The King para formar o melhor plantel possível.

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Assim, os Cavs garantiram uma das maiores estrelas em ascensão da liga. Sendo um caso de bom jogador numa má equipa, os dirigentes tentaram todos lançar o isco para aproveitar os melhores anos da carreira do atleta. Logo no primeiro ano da nova era dos Cavaliers (2014/15), fizeram uma viagem até à final, onde perderam frente aos Golden State Warriors.

Na temporada seguinte, chegou o tão desejado anel a Cleveland. Na célebre reviravolta de 3-1, favorável aos Golden State Warriors, para o 3-4, favorável aos Cavs, Kevin Love conquistou o primeiro título da carreira. Entretanto, depois de duas finais perdidas, o plantel foi desmoronando.

LeBron James partiu para Los Angeles, para jogar nos Lakers e Kyrie Irving seguiu para os Boston Celtics. Do trio que tantas alegrias deu aos adeptos, restou Kevin Love, que foi a pedra basilar da nova fase do projeto dos Cavaliers. Com sete presenças no All Star Game garantidas, era fundamental começar o rebuild com um exemplo para os novos jogadores.

Chegaram talentos provenientes do Draft, como foi o caso de Collin Sexton e Darius Garland, mas era difícil retirar os Cavs da fase menos vencedora da última década. Além disso, as lesões começaram a surgir com demasiada facilidade. O que nunca tinha sido um problema, estava a tornar-se regular.

Num artigo assinado por Love ao portal Players’ Tribune, o jogador explicou que esteve e continua a lutar contra a Depressão e a Ansiedade. O testemunho corajoso foi importante para que os adeptos percebessem que os basquetebolistas não são máquinas e que nem sempre pode correr tudo bem.

Durante os últimos anos, não faltaram rumores quanto a uma troca que envolva a saída do jogador dos Cavaliers. Com o passar dos anos e com as lesões a perturbar o rendimento de Kevin Love, fica cada vez mais complicado tentar garantir boas peças para garantir um jogador ou escolhas valiosas nos próximos Draft’s.

A juntar aos fatores desportivos, adiciona-se o salário altíssimo do atleta. Depois da saída de LeBron James, Love estendeu um contrato (120 milhões de dólares/4 épocas) que poucas equipas estão dispostas a suportar. Para além disso, a chegada de Lauri Markkanen e a escolha de Evan Mobley no último Draft também fecham portas.

O buyout, ou seja, a rescisão de contrato e consequente dispensa, já foi retirada de cima da mesa. Devido à situação complicada de Ben Simmons com os Philadephia 76ers, a inclusão de Kevin Love no negócio também foi equacionada. No entanto, o futuro do jogador é uma incógnita.

O futuro de Kevin Love parece passar bem longe de Cleveland, mas a chegada ao próximo destino é sinuosa. O tempo é inimigo do atleta, porque a idade e o historial de lesões podem comprometer o plano para as últimas temporadas ao mais alto nível. A NBA está quase a começar, mas ainda existem muitos dossiês a fechar.

Foto de Capa: NBA

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