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Não, não estou a falar do MVP com o algarismo “zero” nas costas. O conjunto Westbrook-George-Anthony não está a funcionar para uns Thunder que esperavam ser, nesta temporada, o principal adversário dos Golden State Warriors. As “manias” de cada um vão-se sobrepondo às suas virtudes e a inexperiência do treinador Billy Donovan não ajuda de maneira nenhuma.

Foram uma das equipas mais faladas e elogiadas da pré-temporada, por terem conseguido garantir duas estrelas, dando quase nada (já lá vamos). Porém, a experiência não está a funcionar. Westbrook continua com a pior escolha de lançamento da liga, Carmelo Anthony sempre preferiu ser um lobo solitário e Paul George tem estado demasiados jogos escondido, talvez porque já há muitos anos que não sabia o que era ser a segunda ou terceira escolha ofensiva da sua equipa. E os restantes elementos da equipa, à exceção de Alex Abrines, são jogadores que precisam que os colegas criem o seu lançamento, algo que nenhuma das três estrelas tem conseguido fazer.

Os números do MVP desceram comparativamente à temporada passada Fonte: NBA
Os números do MVP desceram comparativamente à temporada passada
Fonte: NBA

No meio de tudo isto, não há muito que Billy Donovan consiga fazer. A sua inexperiência relativamente à NBA e mesmo em relação ao tempo que as suas estrelas têm na liga, não abonam a seu favor. Westbrook vai continuar a ser o tipo de jogador que lança do meio campo com vinte segundos no relógio de lançamento e que desaparece da jogada sempre que não tem a bola na mão. Carmelo vai continuar a procurar lançar cada bola que lhe chega, sendo que Paul George será o mais fácil de “dominar” logo que aprenda a ser mais eficiente com menos bola. Isto porque Donovan sabe que berrar nunca deu resultado na NBA e que tirar as estrelas do campo já deu problemas a outro treinador este ano (David Fizdale em Memphis).

Para tornar todo este cenário ainda mais negro para os Thunder, os jogadores trocados neste verão e que, supostamente, eram parte da falta de ajuda de Westbrook na temporada passada, estão a carburar. McDermott e Kanter foram para New York, por troca com Melo e o turco, principalmente, tem sido um dos destaques de uns bons Knicks. Sabonis também tem estado bem esta época, tendo sido trocado para Indiana por Paul George. Mas a outra metade desse ”pacote”, Victor Oladipo, tem provado que a ideia dos Thunder serem, na temporada passada, um “one man show” nada mais é do que uma falácia. Com o controlo do ataque dos Pacers, Oladipo tem mostrado dotes de marcador de pontos e vai exibindo qualidades para se tornar em 2018, pela primeira vez, num All-Star.

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Com a fase regular a entrar no seu segundo terço, os Thunder têm sido, claramente, a maior desilusão da temporada na NBA e sem grandes perspetivas de melhoria nos próximos tempos. A menos que as estrelas que compõem o plantel da equipa de Oklahoma percebam, de uma vez por todas, que este é um desporto coletivo e que o conjunto será sempre melhor do que o individual.

Foto de Capa: NBA

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Tem 22 anos, é natural de Paços de Ferreira e adepto do SL Benfica. Desde muito pequeno que é adepto de futebol, desporto que praticou até aos 13 anos, altura em que percebeu que não tinha jeito para a coisa. Decidiu então experimentar o basquetebol e acabou por ser amor à primeira vista. Jogou até ao verão passado na Juventude Pacense e tem o Curso de Grau I de treinador de basquetebol desde os 19. O gosto pela NBA surgiu logo quando começou a jogar basquetebol e tem vindo a crescer desde então, com foco especial nos Miami Heat.                                                                                                                                                 O António escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.