Depois da impressionante interpretação do hino norte-americano por parte da Fergie e do final do fim de semana all-star da NBA, podemos afirmar que a liga vai abandonar o ritmo de cruzeiro e entrar em modo velocidade furiosa.

Essencialmente, a segunda parte da época vai apresentar duas lutas distintas: a que envolve os playoffs e tudo o que está relacionado com estes, inclusive a luta pelos lugares cimeiros e pelo fator casa, e, num polo totalmente oposto, a batalha pela pior classificação possível com vista a garantir melhores probabilidades para os primeiros lugares no draft do presente ano. Desta forma, o que esperar dos próximos meses?

Em primeiro lugar, a olhando para o lado Este, acredito numa segunda metade de temporada bastante forte por parte dos Cleveland Cavaliers, capaz de levar os mesmos à luta pelo primeiro lugar da conferência. Ainda assim, deixo já aqui a minha previsão: os Cavs não vão conseguir esse primeiro lugar, nem os Celtics. Os Toronto Raptors vão continuar a excelente temporada e ser a equipa de topo da conferência Este. O que vão fazer na post-season já é algo para outro texto. A luta pelos playoffs neste lado da liga parece mais arrumada, com possivelmente apenas um lugar disponível para o barco que parte depois de abril. Vejo os Philadelphia 76ers a garantir o seu bilhete, e a disputa a ficar para os Miami Heat e os Detroit Pistons. No final de contas, acredito que Blake Griffin vai levar a equipa da cidade dos motores ao sucesso, contando com a ajuda de Andre Drummond mas igualmente de um Stanley Johnson que parece renascido e com um Reggie Jackson regressado de lesão.

Já a luta pelo pior record vai ser uma autêntica festa. New York Knicks, Chicago Bulls, Brooklyn Nets (não ganham porque não conseguem e os Cavs agradecem), Orlando Magic e Atlant Hawks, bem, só vai faltar meter a bola no próprio cesto para fugirem às vitórias.

Raptors e Cavaliers encontram-se em rota de colisão Fonte: NBA

O draft de 2018 está carregado de talento mas a garantir a pick nº1 ou pelo menos entrar no top 3 seria uma maior garantia de êxito.

A Oeste a situação avizinha-se mais interessante, por todos os fatores. Em primeiro, por uma luta que se espera até à linha de meta entre os Houston Rockets e os Golden State Warriors pelo primeiro lugar da conferência mas que pode muito bem garantir o melhor record da liga e consequente vantagem casa para todos os jogos na post-season. Em seguida, uma batalha entre San Antonio Spurs, Minnesota Timberwolves e Oklahoma City Thunder por o melhor resultado possível com vista sobretudo a fugir a um confronto logo na primeira ronda. A minha aposta? Timberwolves ficam com o terceiro lugar da conferência e Spurs e OKC enfrentam-se logo a abrir.

Bem, o que se segue depois é uma verdadeira confusão. Denver Nuggets e Portland Trail-Blazers devem conseguir, com maior ou menor dificuldade, continuar a jogar depois de abril. Mas, assim, apenas um lugar fica disponível para chegar aos playoffs, com três possíveis candidatos: os New Orleans Pelicans, órfãos de DeMarcus Cousins e apenas nas mãos de Anthony Davis, os LA Clippers, que não sabem bem o que andam a fazer e os emergentes e espetaculares Utah Jazz, que vinham de 11 vitórias consecutivas antes da pausa para o fim de semana all-star. A minha ideia? Os Jazz vão agarrar o oitavo lugar, pelo ímpeto que carregam mas igualmente por um calendário mais acessível nesta segunda metade de temporada.

O que sobra no Oeste? Os Lakers, que não contam nem para os playoffs nem para o lotaria e, um lote de equipas constituído pelos Grizzlies, Kings, Mavericks e Suns que adoram o bom sabor da derrota e que adormecem com DeAndre Ayton ou Luka Doncic no pensamento.

A certeza para esta segunda metade de temporada? A NBA vai continuar a ser espetacular porque não sabe ser de outra forma.

Foto de Capa: NBA

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Um dia sonhou ser jogador de futebol. Hoje acredita que será capaz de ocupar uma cadeira enquanto treinador. Apaixonado eterno pelo Futebol Clube do Porto, encontra-se frequentemente presente nas bancadas do Estádio do Dragão, descobriu igualmente que amor também morava em White Hart Lane junto do Tottenham Hotspur. Em 2009 encontrou uma nova paixão na NBA, passando a torcer pelos New York Knicks, percorrendo demasiadas noites em claro a assistir à melhor liga do mundo. Não concebe a sua vida sem desporto, fazendo de tudo para procurar discutir seja futebol ou basquetebol. Acredita que a sua alma não seria a mesma se por algum motivo ficasse sem Sport TV.                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.