Cabeçalho modalidadesDo sonho da off-season ao pesadelo da noite de estreia. Do pesadelo da noite de estreia a uma época de sucesso. Dois primeiros jogos, duas derrotas. Catorze jogos seguintes, catorze vitórias. Resumo curto do que tem sido a época dos Boston Celtics.

O verão foi perfeito para os comandados de Brad Stevens. Via free-agency conseguiram um dos jogadores mais cotados, Gordon Hayward. Via trade, uma das estrelas mais pretendidas, Kyrie Irving. Mas tudo isto podia ter sido em vão com grave lesão que afetou Hayward logo na primeira noite da época. A equipa de Boston perdeu esse jogo e o seguinte, mas o que sucedeu desde aí tem que ser considerado a maior surpresa da temporada e a mais bela história até ao momento.

Foram catorze vitórias em outros tantos jogos, incluindo o último embate com os campeões em título, Golden State Warriors, no derradeiro teste à sua streak. É também de realçar que nesta onda de vitórias a equipa para além de não contar com Gordon Hayward, já viu elementos como Al Horford e Kyrie Irving falharem jogos por lesão, bem como Marcus Morris que não começou a temporada nas melhores condições físicas. É então complicado perceber como a época tem trazido tanto sucesso, mas vamos por partes.

Como uma verdadeira equipa, os Boston Celtics superam problema atrás de problema Fonte: NBA
Como uma verdadeira equipa, os Boston Celtics superam problema atrás de problema
Fonte: NBA

Em primeiro lugar, o draft. Trocar a primeira escolha pela terceira e trazer Jason Tatum para Boston mostra que a equipa sabia bem o que desejava e o que melhor se enquadrava nos seus objetivos. O jovem vindo da Universidade de Duke está ter um ano de rookie muito interessante, contribuindo com produção ofensiva mas igualmente com presença defensiva. O mesmo se pode dizer de Jaylen Brown, jogador de segundo ano. As melhorias em relação ao seu primeiro ano na liga são consideráveis e sentem-se profundamente no jogo da equipa. Em segundo lugar, e surpreendam-se como eu, a defesa dos Boston Celtics.

Esta equipa defende, ganha ressaltos, começando por Al Horford e passando pela intensidade trazida do banco quer por Marcus Smart quer por Terry Rozier. Até Kyrie está mais empenhado nas tarefas defensivas. A capacidade atlética desta equipa tem que ser igualmente um ponto a ter em conta. Existem vários jogadores que podem rodar por posições diferentes no campo, o que lhes permite defender vários jogadores. Brad Stevens, a calma durante qualquer tempestade.

O nome do técnico dos Celtics não pode passar despercebido. O treinador tem conseguido fazer tudo o que se pode pedir a um timoneiro na NBA: desenvolver jovens (Tatum, Brown, Smart), lidar com lesões, manter as figuras da equipa satisfeitas e claro, ganhar jogos. O sucesso coletivo da equipa é uma prova de força do sistema de jogo de Brad Stevens. E por último, mas ainda sim bastante importante, o calendário. Tem sido uma série de jogos com dificuldade média-baixa, o que claramente contribui para as catorze vitórias, não retirando com isto nenhum mérito ao que tem sido feito.

A vitória contra os Golden State Warriors na última madrugada não faz destes Boston Celtics os verdadeiros adversários da dub nation mas, sem dúvida, coloca a equipa de Brad Stevens mais perto desse patamar. Por volta de maio/junho de 2018 teremos a resposta. Esta equipa sangra verde, dentro e fora de campo.

Foto de Capa: Boston Celtics

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Um dia sonhou ser jogador de futebol. Hoje acredita que será capaz de ocupar uma cadeira enquanto treinador. Apaixonado eterno pelo Futebol Clube do Porto, encontra-se frequentemente presente nas bancadas do Estádio do Dragão, descobriu igualmente que amor também morava em White Hart Lane junto do Tottenham Hotspur. Em 2009 encontrou uma nova paixão na NBA, passando a torcer pelos New York Knicks, percorrendo demasiadas noites em claro a assistir à melhor liga do mundo. Não concebe a sua vida sem desporto, fazendo de tudo para procurar discutir seja futebol ou basquetebol. Acredita que a sua alma não seria a mesma se por algum motivo ficasse sem Sport TV.                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.