Obrigado, Kobe

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Vários ex-colegas diziam que seria impossível para Kobe afastar-se do basquetebol, mas o próprio dizia que não. O basquetebol tinha-lhe dado tudo, e ele tinha dado tudo ao basquetebol. Foi assim que abriu a sua empresa de comunicação, venceu o Oscar de melhor curta-metragem pelo seu vídeo onde se despedia da modalidade, e lançara uma coleção de livros infantis.

Contudo, o bichinho do basquetebol não fugira, e por essa razão treinava a equipa da sua terra. Ao contrário do que se poderia imaginar, dada a sua competitividade e fome de vencer, para o “Black Mamba” o mais importante era as crianças se divertirem e aprenderam as bases, de forma a poderem evoluir.

Torna-se difícil falar de alguém que parte assim tão cedo e de forma tão drástica, de alguém que deixou um legado impossível de explicar e quantificar…

Para trás ficam três filhas, e um conjunto de troféus que neste momento pouco importam, mas as memórias e os momentos que o “Black Mamba” deixa, essas serão eternas.

Os 81 pontos contra os Raptors. O abraço a Shaquille O’Neal nas finais frente a Portland. As finais contra os Celtics, onde, mesmo com um dedo partido, levou a sua equipa à vitória. O drible enquanto mordia a camisola que dava o sinal: “vou marcar e não tens forma de me parar”. Os 60 pontos marcados no seu último jogo. A força, dedicação, empenho, e total confiança nas capacidades de quem treinara a vida inteira para aparecer nos grandes momentos. Como o próprio dizia: “Eu gosto que me assobiem, faz-me sentir reconfortado”.

Kobe Bean Bryant marcou a NBA para sempre. Ele não era Jordan 2.0, ele era Kobe Bryant, único pela sua forma de ser e estar. E esta noite a liga fica mais pobre ao saber que perdeu um dos seus grandes embaixadores. Mas mais do que a NBA, o mundo fica mais pobre, por perder uma das pessoas que mais fizera por trazer alegria a milhões todas as noites.

Obrigado, Mamba.

Foto de Capa: LA Lakers

artigo revisto por: Ana Ferreira

Leonardo Costa Bordonhos
Leonardo Costa Bordonhoshttp://www.bolanarede.pt
É jornalista desportivo e o andebol e o futebol foram o seu primeiro amor. Com o passar do tempo apaixonou-se também pelo basquetebol e futebol americano, e neste momento já não consegue escolher apenas um                                                                                                                                                 O Leonardo não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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