Não são a equipa-surpresa da temporada porque os indícios de temporadas anteriores começavam a indicar algo assim, mas não andam longe. Os Denver Nuggets são segundos na Conferência Oeste, apenas atrás dos Warriors que recuperaram agora Cousins e não parecem dispostos a cair nos próximos tempos.

Todo o jogo da equipa dos Nuggets anda à volta de um sérvio. Grande, não parece em muito boa forma e pouco atlético, Nikola Jokic seria o protótipo do jovem europeu escolhido no fim do draft que passaria uma época na NBA e regressaria à Europa, sem que ninguém soubesse escrever o seu nome. Isto, claro, se Jokic não tivesse uma técnica e entendimento do jogo acima da média. A defesa de Nikola deixa muito a desejar e é, constantemente, o alvo dos adversários. Mas facilmente os Nuggets veem isso compensado do outro lado do campo. Qualquer ataque tem de passar pelas mãos de Jokic, tudo o que Denver faz no ataque deriva de algo que o Joker fez.

Capacitado com a bola nas mãos e uma ameaça em todos os momentos ofensivos, Jokic oferece aos Nuggets uma das jogadas mais difíceis de parar na NBA. O bloqueio direto, em que o poste é quem tem a bola e o base é quem bloqueia, é tão anormal como bem sucedida. Seja Jamal Murray ou Garry Harris a dar o bloqueio, vão aparecer sempre sozinhos após darem o bloqueio, dada a atenção que Nikola traz para si. E, se toda a gente se fecha ali naqueles dois, haverá sempre alguém no canto contrário à espera da bola. E, acreditem, Jokic vai encontrá-lo.

Jokic é a peça que faz toda a equipa mexer
Fonte: Denver Nuggets

Mas mesmo com todo o sucesso nesta temporada, há muito espaço para melhorar. Isaiah Thomas e Michael Porter Jr. ainda nem jogaram pelos Nuggets e, se no caso dos bases os Nuggets até estão bem entregues, um extremo possante como Porter Jr. tem feito falta à equipa em vários jogos e será uma peça fundamental quando finalmente se estrear. Ele que acabou por cair várias posições no draft devido a uma lesão e deve mesmo ficar de fora toda a temporada. Mesmo sendo visto como um dos grandes talentos do draft de 2018, um dos melhores dos últimos anos.

Os Nuggets deverão ser ainda curtos para chatear os Warriors (e mesmo uns Rockets saudáveis). Porém, para uma equipa que falhou os playoffs no ano passado e que é constituída por jogadores escolhidos, maioritariamente, tarde no draft, esta época tem sido mais do que poderiam pedir e um atestado de ultra-competência do treinador Mike Malone e de todo o front office.

Foto de Capa: Denver Nuggets

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

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Tem 22 anos, é natural de Paços de Ferreira e adepto do SL Benfica. Desde muito pequeno que é adepto de futebol, desporto que praticou até aos 13 anos, altura em que percebeu que não tinha jeito para a coisa. Decidiu então experimentar o basquetebol e acabou por ser amor à primeira vista. Jogou até ao verão passado na Juventude Pacense e tem o Curso de Grau I de treinador de basquetebol desde os 19. O gosto pela NBA surgiu logo quando começou a jogar basquetebol e tem vindo a crescer desde então, com foco especial nos Miami Heat.                                                                                                                                                 O António escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.