O draft da NBA, uma noite que torna os sonhos de 60 jovens atletas em realidade e que é, cada vez mais, até pelo exemplo dos Golden State Warriors, um evento acompanhado pelos fãs que procuram encontrar a próxima pérola. O draft de 2018 teve menos drama e menos trocas do que o esperado, mas não deixou de ter surpresas.

Os Phoenix Suns foram os primeiros a escolher, mas nem foi por aí que se tornaram, talvez, os maiores vencedores da noite. A escolha de Ayton já era apenas uma formalidade, mas ninguém esperava que conseguissem pegar na 16.ª escolha e regressassem ao top 10 para resgatar Mikal Bridges, que havia sido escolhido pelos Sixers. Mais do que isso: com a primeira escolha da segunda ronda, os Suns conseguiram o base francês Elie Okobo, que para muitos seria escolhido nos primeiros vinte. Foi uma noite vitoriosa para os Spurs que começam a tapar os muitos “buracos” do seu plantel.

Também em modo vitorioso estiveram os Dallas Mavericks, Denver Nuggets, San Antonio Spurs e Boston Celtics. Os Mavs porque conseguiram, por quase nada, chegar ao top 3 e escolher um dos mais intrigantes jogadores desta classe: Luka Doncic. Os Nuggets viram o inesperado acontecer, quando treze equipas decidiram deixar passar Michael Porter Jr. A lesão pode tê-los assustado mas, sem ela, Porter é um dos melhores jogadores a entrarem esta temporada para a NBA. Os Spurs viram Lonnie Walker, um jogador ainda “verde” mas com muito potencial cair-lhes nas mãos na posição 18 e, por fim, Boston ganhou (e ultimamente só tem ganho – jogos sete contra o LeBron não contam) ao adquirir um poste (a sua posição mais carenciada) que deveria ter sido escolhido bem mais cedo. Robert Williams é uma cópia de DeAndre Jordan e, bem utilizado e mentalizado para tal, pode ser uma peça fundamental para Brad Stevens.

Luka Doncic, o próximo europeu a ser adorado em Dallas
Fonte: Dallas Mavericks

Ainda assim, o draft não é, habitualmente, um evento em que todos tomam boas decisões e muitas equipas fizeram asneira. Os Hawks talvez a maior. Sim, Trae Young pode vir a ser como Stephen Curry. Mas é uma probabilidade algo pequena. Não se destrói a equipa toda no verão para se perder jogos e ganhar um lugar alto no draft, para depois chegar ao dia e trocar talvez o maior talento do draft, que sabe fazer quase tudo, por alguém que pode muito bem saber atirar umas bolas de fora…

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Antes dos Hawks, já os Kings haviam escolhido Marvin Bagley e, embora eu goste bastante do potencial e do tipo de jogo do poste e não querendo bater na mesma tecla, havia Doncic. E se eu deixo passar os Suns, porque Ayton é um jogador que não aparece muitas vezes, os Kings já não fazem tanto sentido. Porque as questões relativamente a Bagley são muito grandes. E porque havia um esloveno que sabe jogar este desporto… Os Hornets mantiveram a tradição de escolherem um jogador que faz zero sentido para o seu plantel, neste caso Shai Gilgeous-Alexander, um base que defende bem mas que não sabe lançar a bola. E, para isso, os Hornets já têm toda a gente que não se chama Kemba Walker (e esse até pode estar de saída).

No geral, parece-me ter havido mais equipas com boas decisões, até porque o talento o permitia. Haverá jogadores que surpreenderão e outros que vão desiludir à grande. Nunca  nos devemos esquecer que Donovan Mitchell, o rookie de 2017 (Ben Simmons foi escolhido em 2016) que mais deu nas vistas nesta temporada, foi escolhido na 13.ª posição. O que vai acontecer daqui para a frente, só o futuro dirá. O sonho de chegar à NBA está cumprido para todos estes jovens. Cabe-lhes agora manter-se por lá!

Foto de Capa: Phoenix Suns

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro