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Previsão da Época 2017/18: Oeste

António Pedro Dias · 9 min

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Cabeçalho modalidadesdallas mavericksEm Dallas, vivem-se tempos estranhos. Por um lado, há todo um agradecimento a fazer a Nowitzki e a vontade de nunca o ver pendurar as botas. Por outro, os Mavericks vivem em stand-by, nos anos mais próximos, com a presença do alemão a não permitir uma completa remodelação da equipa. Depois de terem garantido o explosivo Dennis Smith Jr., no draft do último verão, a equipa de Dallas procurará construir à volta do base e de Harrison Barnes, sendo que o melhor caminho deverá mesmo ser o maior número de jogos possível para garantir uma escolha alta no próximo draft, carregado de excelentes jogadores interiores (uma das lacunas da equipa).

Phoenix SunsEm Phoenix há uma sensação de “Ok, este miúdos são bons. Mas quando é que podemos começar a ganhar jogos?”. A resposta não deverá agradar aos fãs da equipa do Arizona, porque não será este ano, mas há mais miúdos talentosos a caminho. Os Suns apresentam, de momento, um dos backcourts mais interessantes da NBA, com Bledsoe e Booker a serem um pesadelo para as defesas adversárias. Depois, há vários jovens com capacidades tremendas. Josh Jackson chegou a ser uma possível escolha nº1 do draft, mas acabou por cair para os Suns no quarto posto. Há ainda Ulis, Warren, Derrick Jones Jr., Chriss ou Bender. O futuro promete uma equipa competitiva em Phoenix. O único senão será mesmo o tempo que esse momento demora a chegar.

Sacramento KingsDurante vários anos, os Kings viveram mergulhados na mediocridade. E se há coisa que a troca de fevereiro passado, envolvendo DaMarcus Cousins, não fez foi mostrar que a equipa de Sacramento queria sair dessa situação. Mas a verdade é que parecem mesmo estar no caminho certo, com várias boas decisões este verão. O balneário já não é tóxico, a prestação dos Kings no draft foi muito satisfatória e há ainda a chegada de vários veteranos. Dave Joerger ainda terá uns anos pela frente, para fazer destes Kings candidatos aos playoffs, mas poderá contar com os rookies Fox, Bogdanovic, Giles e Justin Jackson. Há ainda Cauley-Stein, Labissiere e Hield, prontos a ser moldados ,e a ajuda de George Hill, Vince Carter e Zach Randolph, jogadores com vários anos de NBA para auxiliarem na evolução dos jovens Kings. Em termos de resultados, a equipa da capital da Califórnia não esperará um grande ano, mas será mais uma a tentar construir a partir dos seus jovens talentos.

LA LakersOs adeptos dos Lakers anseiam pelo próximo verão, no qual muitos analistas apontam os Lakers como favoritos a garantirem Paul George ou até LeBron James, mas há muito por onde estar atento em relação a estes jovens Lakers. Brook Lopez, Caldwell-Pope e Corey Brewer são mentores interessantes para os miúdos de L.A. e Lonzo Ball terá uma temporada inteira de bola na mão para orquestrar o ataque da equipa de Luke Walton, de modo a mostrar aquilo que pode valer frente às grandes estrelas da liga norte-americana de basquetebol. Os Lakers não têm grandes obrigações para esta temporada, podendo, então, concentrar-se no desenvolvimento das suas jovens estrelas, nas quais depositam grandes esperanças, com a ideia de praticarem um Basquetebol interessante e agradável, enquanto esperam por 2018.

memphis grizzliesEstarão os Grizzlies a fugir do estilo “Grit & Grind” que os tem caracterizado? Randolph, Carter e Tony Allen saíram e JaMychal Green ainda não voltou (embora se espere que o faça, mais dia menos dia), eles que eram jogadores que ofereciam essa luta e agressividade a esta equipa, nos últimos anos. O regresso de Green poderá implicar uma melhoria nas possibilidades de chegada aos playoffs por parte da turma de David Fizdale, juntamente com a experiência de Conley e Gasol e um eventual retorno de Parsons ao que foi em Houston e Dallas. Porém, este conjunto, principalmente pela ausência de jogadores de qualidade no banco, parece ser demasiado curto para manter a equipa de Memphis nas oito melhores de um cada vez mais carregado Oeste.

new orleans pelicansPara muitos analistas, Alvin Gentry parte para a nova época como um dos treinadores com a cadeira mais “quente” na NBA, isto depois de um ano em que nenhum técnico foi despedido. E há razões para tal. Os Pelicans têm talento suficiente para não serem apenas mais uma equipa perdida no Oeste, principalmente por possuírem, provavelmente, a melhor dupla de postes da atual NBA. Este ano, a turma de New Orleans adicionou Rondo, Tony Allen e Ian Clark, para além do rookie Cheick Diallo e mesmo com Solomon Hill muito tempo de fora, tem os jogadores necessários para lutarem pelo regresso aos playoffs. Conseguirão? Num mundo perfeito, talvez. Num mundo real, onde Cousins alterna o espetacular com as faltas técnicas, onde Holiday não se mantém saudável e Rondo é uma incógnita, provavelmente não.

LA ClippersEm Los Angeles terminou a “Era CP3″. O base saiu para Houston mas permitiu aos Clippers garantirem Beverley, Lou Williams e Sam Dekker dos Rockets. A experiência com Chris Paul foi um fracasso e, apesar de terem mantido Griffin e Jordan, as expetativas para a nova época não são melhores para os Clippers. Com Paul saiu Reddick, para além de Mbah-a-Moute e Speights, que faziam parte da base da equipa. A equipa de L.A. adquiriu Gallinari e Teodosic, apresentando uma equipa interessante, que é capaz de lutar pelos lugares mais baixos de acesso aos playoffs. Mas o banco algo escasso e as questões à volta da condição física de Blake Griffin devem fazer desta uma temporada sem ruído por parte da equipa de Doc Rivers.

utahUtah disse adeus a uma das suas estrelas, um rapaz que foi desenvolvido pelos Jazz desde o draft. Mas, apesar do choque inicial, parece haver capacidade para os Jazz se recomporem rapidamente e manterem-se na rota dos playoffs. Rubio vem trazer organização ofensiva e Donovan Mitchell é um rookie com mais talento do que aquilo que muitos esperam. O que a equipa de Quinn Snyder precisará é que jogadores como Hood, Ingles, Favors, Exum ou até Gobert dêm o próximo passo e se tornem jogadores mais completos e fiáveis ofensivamente. Joe Johnson consegue carregar a equipa às costas nos minutos finais das partidas, mas já não vai para novo. Se os jogadores listados acima conseguirem mesmo mostrar evolução, então não há razões para achar que Salt Lake City dexará de receber jogos de playoff em Abril.

portlandOs Blazers apostaram na continuidade para esta nova temporada. Livraram-se do horrível contrato de Crabbe e garantiram os jovens Swanigan e Collins para posições que necessitavam de sangue novo, mas tudo o resto se mantém. A última temporada foi boa, porque o objetivo número um foi atingido, mas pareceu sempre faltar alguma consistência a esta equipa. Aliás, desde as saídas de Aldridge, Batum e Matthews há uns anos atrás, a equipa de Portland parece ainda não se ter recomposto, não conseguindo nunca voltar ao nível exibido nessa altura e que a levou à segunda ronda dos playoffs. Com a dificuldade em acompanhar as super-equipas que vão sendo formadas a Oeste, o paradigma parece que não vai mudar tão cedo.

denver nuggetsEm 2016/17 regressou a excitação do povo de Denver relativamente à sua equipa de basquetebol. Porém, os Nuggets acabaram por falhar a chegada aos playoffs nos últimos dias da temporada regular. Para a nova época, o objetivo é simples: conseguir o que não foi conseguido há um ano. Para isso, os Nuggets garantiram o All-Star Paul Millsap, que esperam possa vir a fazer uma dupla temível com uma das revelações do ano transato, Nikola Jokic. A ajuda dos jovens Harris, Murray ou Mudiay, juntamente com a “prata da casa”, Jameer Nelson, Chandler ou Faried é necessária. Consigam os Nuggets manter os seus jogadores saudáveis e os seus objetivos serão cumpridos de forma exemplar.

minnesotaJá são muitos os anos em que os playoffs não são jogados no “fresquinho” Minnesota e os Timberwolves pretendem acabar com essa seca o mais rápido possível. A menos que algo de muito estranho aconteça, os Wolves vão mesmo voltar a jogar mais do que 82 jogos numa temporada. Jimmy Butler é a estrela de uma equipa que conta ainda com a irreverência de Wiggins e Towns e o auxílio dos experientes Teague, Gibson e Crawford. Tom Thibodeau tem como principal responsabilidade fazer de muitos destes jogadores o que melhor sabe fazer: torná-los bons defesas. Até porque, qualidade ofensiva é coisa que não falta em Minnesota.

oktAplausos para Sam Presti. O General Manager da equipa de Oklahoma esteve impecável neste verão. Se conseguir um jogador como Paul George dando apenas Oladipo e Sabonis já seria um negócio incrível, o que dizer de alguém que consegue Carmelo por Kanter e McDermott? Os Thunder foram os reis do verão, mas precisam de tornar toda esta expetativa em realidade. É esse o grande trabalho de Billy Donovan para a nova temporada. Os nomes estão lá, mas como em tantas outras situações como esta, só há uma bola para tanta gente que gosta de ter o esférico na mão. Se conseguir fazer de Westbrook, George e Anthony um verdadeiro “Big 3″, Billy Donovan dará aos Thunder a possibilidade de estarem ao nível dos Spurs, Rockets e, quem sabe, fazer uma gracinha frente aos Warriors.

san antonio spursTodos os anos, quem escreve sobre a NBA parece cometer o mesmo erro: desprezar os Spurs. Há sempre uma nova equipa pronta a ocupar o lugar da equipa do Coach Pop, que depois é enviada para casa mais cedo pelo mesmo Popovich. E eu vou fazer exatamente o mesmo, colocando os Rockets à frente dos Spurs. A equipa de San Antonio mostrou sinais preocupantes na temporada passada, mesmo chegando às finais da conferência. Murray é um achado, mas não é Tony Parker (que pode falhar boa parte da temporada); Danny Green já não aparece desde a última presença nas finais dos Spurs (em 2014); houve demasiada dependência de Kawhi Leonard; Aldridge não fez mais do que ocupar espaço e Gasol e Ginobili estão no lado errado dos 30. É claro que Popovich pode inventar aqui qualquer coisa, como quase sempre faz, mas a tarefa é difícil. Mesmo com a adição de um marcador de pontos como Rudy Gay.

houston rockets

Chegou a vez dos Rockets? A equipa de Houston adicionou uma estrela por um preço aceitável, ainda adicionou dois bons defensores em PJ Tucker e Luc Mbah a Moute e parece ser a equipa que mais se aproxima dos Warriors no Oeste. Mas restam algumas dúvidas, a principal prendendo-se com a capacidade de Chris Paul e James Harden jogarem juntos. Isto porque só se joga com uma bola e ambos exibem-se em melhor plano quando têm a “redondinha” na mão. Se conseguirem arranjar maneira de coexistir, os Rockets poderão ser uma real ameaça aos Warriors, mesmo que no papel de underdog. O primeiro objetivo passará por chegar à final da conferência, algo que o conjunto de Mike D’Antoni não conseguiu na época transata. O resto logo se vê…

Golden State WarriorsA temporada passada voltou a ser de festejos em Oakland. Os Warriors aprenderam com os erros do ano anterior, foram buscar Kevin Durant e dominaram em toda a linha, vencendo todos os jogos dos playoffs até às finais, onde apenas cederam um jogo aos Cavaliers. Então, o que esperar de uma equipa dominadora que manteve todas as suas estrelas? Demolição. Imaginem os Warriors da temporada passada, mas com mais um ano em cima. Podemos sempre lembrar-nos do ano que se seguiu ao primeiro título destes Golden State, no qual foram surpreendidos pelos Cavs. Porém, agora há Kevin Durant, que só apareceu realmente nos playoffs. Casspi e Nick Young foram adições interessantes para uma equipa que já é incrível a lançar do perímetro e, tirando Iguodala e Livingston, que já começam a entrar na fase descendente da carreira, apesar de ofereceram ainda muitas garantias, todos os outros encontram-se no pico das suas capacidades. Aos Warriors basta, por isso, não mexer nada. Esta equipa ainda pode evoluir, algo que seria sempre assustador, mas, se mantiverem aquilo que fizeram na temporada transata, serão favoritos por muitos anos.

Podes ver previsões para o Este aqui.

António Pedro Dias

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