O ano de 2018 trouxe a Philadelphia algo que há muito não se via: o hábito de ganhar. Os Philadelphia Eagles, da NFL, deram o mote quando derrotaram os favoritos Patriots no SuperBowl, o que deixou a cidade, literalmente, em chamas. O desejo dos adeptos dos Sixers é que esta equipa consiga fazer o mesmo no basquetebol, depois de tantos anos de humilhações, derrotas feias e últimos lugares.

O dicionário define processo como um “método, sistema ou modo de fazer alguma coisa”. E, em Philly, o processo (ou The Process) nunca acaba. Começou com uma época de remodelação recheada de derrotas, que levou a malta que manda nos Sixers a perceber que maus jogadores levam a mais derrotas. E mais derrotas levam a escolhas mais altas no draft. O ex-General Manager dos Sixers, Sam Hinkie, acabou por sair da equipa, tantas foram as derrotas que tornaram a equipa de Philadelphia na chacota da NBA. Mas, hoje, os 76ers só têm a agradecer a Hinkie. Não foi bonito durante vários anos, mas o sonho que hoje percorre Philadelphia deve-se, em grande parte, ao projeto a longo prazo de Sam Hinkie.

Fultz estreou-se finalmente pelos Sixers, o que só vem acrescentar talento
Fonte: Philadelphia 76ers

Um pouco à imagem dos Golden State Warriors, os 76ers criaram uma equipa a partir do draft. Com muito mais ruído e, para já, como é óbvio, menos resultados, chegaram a Philadelphia Joel Embiid, Ben Simmons, Dario Saric e Markelle Fultz. Todos eles jogadores especiais, todos eles “criados” na incubadora de Brett Brown, treinador dos Sixers. E todos eles a assumirem-se como peças fundamentais no caminho que os 76ers agora iniciam rumo a um provável domínio do Este (e quem sabe da NBA) nos próximos anos.

Posto isto, todos os sonhos dos Sixers são, para já, apenas isso: sonhos. Philadelphia continua a não ter a melhor equipa do Este. Simmons continua a não ter um lançamento exterior. Ainda ninguém sabe como Embiid reagirá à carga física dos playoffs ou como está o rookie Fultz, que só esta semana fez a primeira partida na NBA. Mas o caminho para o sucesso começa este ano. Os 76ers são a equipa que nenhum dos melhores conjuntos quer enfrentar nos playoffs. E essa é uma melhoria gigante em relação ao ano passado.

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Foto de Capa: Philadelphia 76ers

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

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Tem 22 anos, é natural de Paços de Ferreira e adepto do SL Benfica. Desde muito pequeno que é adepto de futebol, desporto que praticou até aos 13 anos, altura em que percebeu que não tinha jeito para a coisa. Decidiu então experimentar o basquetebol e acabou por ser amor à primeira vista. Jogou até ao verão passado na Juventude Pacense e tem o Curso de Grau I de treinador de basquetebol desde os 19. O gosto pela NBA surgiu logo quando começou a jogar basquetebol e tem vindo a crescer desde então, com foco especial nos Miami Heat.                                                                                                                                                 O António escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.