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Recomeça o sonho dos Bulls

Mário Cagica Oliveira · 2 min

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Já lá vão 16 anos desde que os Chicago Bulls não vencem o principal título da NBA. Na temporada de 1997/98, brilhava uma autêntica constelação de estrelas encabeçada por Michael Jordan e seguida de perto pelos astros Scottie Pippen, Dennis Rodman, Toni Kukoč, Luc Longley ou Ron Harper. Juntos conquistaram adeptos por todo o planeta e solidificaram a equipa de Chicago como uma das maiores potências do basquetebol norte-americano.

No entanto, os tempos de sucesso e glória esfumaram-se com a reforma de Michael Jordan. Os Bulls ficaram presos na sua própria história e, desde então, nunca mais voltaram a conseguir somar qualquer êxito da NBA. O início do novo milénio marcou o período de reformulações e de mudanças no plantel dos Bulls, que, até hoje, ainda não teve qualquer resultado prático a nível de conquistas relevantes – isto se excluirmos as vitórias na divisão Central em 2011 e 2012. Chegados a 2014, os adeptos da equipa de Chicago desesperam por uma candidatura séria e sem receios ao título de campeão da NBA.

Com Noah, Rose e Gasol já não há desculpas para uma candidatura séria ao título da NBA Fonte: NBA.com
Com Noah, Rose e Gasol já não há desculpas para uma candidatura séria ao título da NBA
Fonte: NBA.com

Nestes últimos anos, com Tom Thibodeau no comando, os Bulls cresceram muito a nível defensivo, mas pagaram sempre a fatura de não poder contar com um Derrick Rose na plenitude das suas capacidades. As sucessivas lesões do jovem base norte-americano têm comprometido sucessivamente as aspirações da equipa, bem como a falta de uma outra individualidade de qualidade acima da média com capacidade para resolver jogos contra equipas bem organizadas defensivamente. O regresso de Rose, agora com 25 anos e bem mais amadurecido, pode ser fulcral para uma inversão total nos resultados da equipa dos Chicago Bulls. Pelo que se viu nos jogos de pré-temporada e no Mundial de Basquetebol, Rose está mais inteligente, mais forte e sem medo de procurar desequilíbrios através da sua velocidade.

Este regresso de Rose anexado à contratação de Pau Gasol e Nikola Mirotić, ao ingresso do fantástico rookie Doug McDermott e às manutenções no plantel de jogadores como Joakim Noah, Jimmy Butler, Taj Gibson, Mike Dunleavy Jr. Ou Kirk Hinrich, pespetiva uma candidatura assumida dos comandados de Thibodeau ao título principal da NBA. Já não pode haver desculpas. A equipa é forte, tem muita profundidade e conta com jogadores acima da média como Rose, Noah ou Gasol. A batalha com os Spurs de Parker, Duncan e Ginobili e os Cavaliers de LeBron, Irving e Love está pronta para começar. Dia 28 arranca a competição. E eu acredito num brilharete destes Bulls!

Mário Cagica Oliveira

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Opinião

Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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