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No fim-de-semana que passou, a NBA realizou e promoveu um jogo no qual cada período teria uma redução de um minuto, o que perfaz uma redução total de quatro (!) minutos.

Antes de mais e antes de criticar, há que louvar a tentativa de inovação na principal liga da modalidade a nível mundial. Desde que chegou, Adam Silver já teve momentos em que teve de ser chamado a intervir como comissário da NBA. Começou pela sua intervenção no caso de Donald Sterling, o ex-dono dos Clippers. Agora estará a tentar aumentar e preservar a carreira dos seus atletas, na medida em que a carga física dos mesmos é reduzida e, quem sabe, o espetáculo da NBA e obviamente o capital que entra aumentam.

Agora a sério, quatro minutos não afectam muito a carga física. As viagens constantes entre estados e, por vezes, entre os Estados Unidos e o Canadá são suficientes para esgotar o mais resistente dos atletas.

Nowitzki (esq) e LeBron James - dois dos profissionais mais mediáticos que defenderam a redução de jogos da época regular Fonte:  media.oregonlive.com/
Nowitzki (esq.) e LeBron James – dois dos profissionais mais mediáticos que defenderam a redução de jogos da época regular
Fonte: media.oregonlive.com

Dirk Nowitzki, por sua vez, afirmou que o que deveria ser reduzido era o número total de jogos, que é 82. A estrela dos Mavericks dizia que era um número demasiado elevado e que os atletas se ressentiam bastante, isto por terem jogos muitas vezes noites seguidas e nem sempre em casa. Milhares de quilómetros entre arenas e por vezes apenas algumas horas entre partidas. LeBron James veio concordar com o alemão e confirmou que esses jogos todos tinham um efeito muito negativo: diminuir a carreira dos jogadores devido ao constante esforço.

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Muitos profissionais vieram comentar, concordar e refutar estas opiniões, contudo, aquela que mais barulho fez foi a de Michael Jordan. O por muitos considerado melhor jogador de sempre apenas defendeu que se não jogassem os 82 jogos; provavelmente estaria a jogar noutro sítio qualquer por causa do amor pelo desporto. Como jogador, afirmou, nunca pensou que o número fosse um problema.

Como não sou, de todo, um especialista na matéria só sei que como apaixonado pelo desporto que sou haveria jogos todos os dias da minha equipa e durante o ano todo. Mas como isso é impossível, se houver uma maneira de manter os atletas não só frescos, mas capazes de fazer aquilo que define a NBA como espetacular, concordo plenamente que seja realizada.

Michael Jordan - O melhor de todos os tempos, por sua vez, não concordou com a questão que estava a ser levantada Fonte: cbscharlotte.files.wordpress.com/
Michael Jordan, o melhor de todos os tempos, não concordou com a questão que estava a ser levantada
Fonte: cbscharlotte.files.wordpress.com/