Ao procurar pistas do que poderá ser a época da NBA, não parece de todo pertinente referir o que é óbvio a olho nu, isto é, Golden State Warriors, Cleveland Cavaliers, Houston Rockets, OKC Thunder, Boston Celtics e San Antonio Spurs, todas estas equipas têm algo em comum: vão ser muito boas e são as principais candidatas a ganhar o anel. O que vão fazer ao longo desta pre-season não deve requerer particular atenção. Em segundo lugar, é impossível escrever sobre todas as equipas da NBA. Assim, a opção recaiu pelas que de alguma forma podem ser relevantes durante o ano, e as que têm dado melhores sinais.

Primeiramente, uma análise ao cenário a Este. Os Toronto Raptors detêm um cinco inicial coeso, mas a profundidade do seu roster deixa bastante a desejar. O que foi dito para a equipa do Canadá, pode ser repetido para os Wizards da capital norte-americana. A sua base é das mais competentes da conferência, mas as reservas não se apresentam como uma solução coesa. Será bastante difícil, para os dois conjuntos, fazer melhor que na temporada passada e alcançar desta vez as finais do Este. A situação dos Milwaukee Bucks é um pouco diferente. Equipa jovem com um futuro bastante promissor. Giannis Antetokounmpo é a estrela e o que tem à sua volta não pode nem por um lado ser considerado mau nem por outro pouco variado. A saúde do Jabari Parker e o continuar evolutivo do Malcolm Brogdon, do Tony Snell e do Thon Maker são fundamentais para esta equipa realizar uma temporada tranquila e inclusive garantir o fator casa para pelo menos a primeira ronda dos play-offs.

Os Charlotte Hornets podem ser uma equipa intrigante, sobretudo nesta conferência que peca pela falta de qualidade. Dwight Howard tem provavelmente a última oportunidade de mostrar que ainda é um dos melhores centers da liga, mas a chave estará na capacidade de Michael Carter-Williams ser um verdadeiro substituto para Kemba Walker e permitir um maior descanso ao PG dos Hornetts. É ainda muito cedo para dizer se a fantástica segunda parte de época dos Miami Heat terá continuidade este ano. Os primeiros sinais são positivos. Em Detroit, os Pistons precisam de subir o rendimento de jogadores como Reggie Jackson ou de Stanley Johnson se pretendem continuar a jogar depois do mês de abril. Quanto aos Philladelphia 76ers toda a cautela é pouca. Terminado o rebuild da equipa, a saúde dos seus principais ativos será o ponto-chave para conseguir uma época bem-sucedida e regressar aos play-offs. Nos primeiros sinais, a qualidade de passe de Bem Simmons mostra o quão especial este jovem pode ser na liga. Sobre os Orlando Magic, Indiana Pacers, New York Knicks, Brooklyn Nets, Atlanta Hawks e os Chicago Bulls há muito pouco a dizer, tirando a palavra tanking.

Atenções centradas agora na fortíssima conferência Oeste. Os Minnesota Timberwolves dão os primeiros sinais do que o futuro pode ser: muita qualidade, equipa coesa, muito fortes em termos defensivos e com variadas opções na hora de atacar o cesto. A segunda linha é igualmente vigorosa e tem nomes como Jamal Crawford, Shabazz Muhammad ou Gorgui Dieng. O mesmo se pode dizer dos Denver Nuggets. A chegada de Paul Millsap permite outro star-power na equipa do Colorado e olhando para as primeiras impressões, o futuro é brilhante. As duas jovens equipas prometem ser bastante competitivas numa conferência onde reinam as super equipas. Os LA Clippers são para já uma das equipas mais entusiasmantes para se assistir nesta pre season, muito á conta dos passes extraordinários do astro europeu Milos Teodosic.

Em Portland, o plantel revela uma grande profundidade e o tridente de Damien Lillard, CJ McCollum e Jusuf Nurkic deve garantir presença na post season, com bons sinais sobretudo por parte do poste bósnio. Os Utah Jazz perderam Gordan Hayward mas igualmente o base George Hill, garantindo via trade Ricky Rubio e a super visão do espanhol. Ainda assim, o pobre lançamento do jogador poderá ser uma situação a ser explorada em jogos mais apertados pelas equipas rivais, e a pré época não abona para já a favor do espanhol. Sobre os New Orleans Pelicans não há muito a dizer e o melhor é mesmo aguardar. A chegada de Rajon Rondo e Tony Allen tornam no papel a equipa melhor, mas será que na prática isso chega para marcar presença nos play-offs? Memphis Grizzlies, Dallas Mavericks, LA Lakers, Sacramento Kings e Phoenix Suns não possuem grandes possibilidades numa conferência tão competitiva.

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Estes primeiros indicativos apenas confirmam tudo o que significa no geral a liga de basquetebol norte americana: aqui, espetáculo acontece.

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Um dia sonhou ser jogador de futebol. Hoje acredita que será capaz de ocupar uma cadeira enquanto treinador. Apaixonado eterno pelo Futebol Clube do Porto, encontra-se frequentemente presente nas bancadas do Estádio do Dragão, descobriu igualmente que amor também morava em White Hart Lane junto do Tottenham Hotspur. Em 2009 encontrou uma nova paixão na NBA, passando a torcer pelos New York Knicks, percorrendo demasiadas noites em claro a assistir à melhor liga do mundo. Não concebe a sua vida sem desporto, fazendo de tudo para procurar discutir seja futebol ou basquetebol. Acredita que a sua alma não seria a mesma se por algum motivo ficasse sem Sport TV.                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.