Publicidade

Ticha Penicheiro: o reconhecimento de uma das melhores da história | WNBA

Andreia Araújo · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Das ruas da Figueira da Foz e do pavilhão do Ginásio Figueirense para ser uma das melhores de sempre. Depois de a WNBA (Women’s National Basketball Association) lançar a lista das 25 melhores jogadoras de sempre da Liga, aquilo que se ambicionava e era expectável aconteceu.

Ticha Penicheiro está presente nessa mesma lista, sendo a única jogadora europeia incluída. A portuguesa acumula este grande feito com outros, como a lista de 15 e 20 melhores jogadoras nos primeiros 15 e 20 anos de WNBA, para além de, nada mais, nada menos do que a presença no Hall of Fame do basquetebol feminino norte-americano.

Patrícia Nunes Penicheiro, ou Ticha, como é nossa bem conhecida, brilhou pelos pavilhões norte-americanos até 2012, mas o seu nome continua em altas. Deixou marca e é considerada uma das grandes lendas do basquetebol feminino.

Podemos até falar dos números e recordes, de ser quatro vezes All Star, duas vezes All-WNBA First Team e detentora do maior número de assistências da competição até 2017, mas ficará sempre na memória a forma como Ticha jogava.

No currículo, conta com as origens da Figueira da Foz, a passagem ainda vitoriosa pela União Desportiva de Santarém e os altos voos para os Estados Unidos.

Marcou passo na Universidade de Old Dominion e, em 1998, foi draftada pelas Sacramento Monarchs. (Se isto de portugueses em Sacramento for, efetivamente, um bom presságio, Neemias Queta está bem encaminhado para fazer ainda mais história.)

Ao serviço das Monarchs, Ticha não fazia nada mais do que brilhar. No final da sua primeira época, terminou em terceiro lugar na votação para Rookie do ano. Pouco mais de 20 anos depois, Ticha continua a ser enaltecida e galardoada com as mais diferentes distinções.

Se há alguém que deveríamos enaltecer e fazê-lo com todo o orgulho é, também, Ticha –nunca virou a cara à luta e partiu em busca do seu sonho.

Pelo caminho, bateu recordes, marcou e inspirou gerações e, mesmo sem jogar, continua a fazê-lo. Passaram 20 anos e Ticha é, indiscutivelmente, uma das melhores de sempre naquilo que sempre gostou de fazer: jogar basquetebol.

A WNBA abriu ainda uma votação pública para a eleição da melhor jogadora de sempre da competição, mas, independentemente de qualquer resultado, a Ticha Penicheiro é a nossa melhor do mundo.

Foto de capa: FPB

Artigo revisto por Andreia Custódio

Andreia Araújo

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.