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Uma última dança

António Pedro Dias · 2 min

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A temporada regular está a mais coisa, menos coisa, uma semana de terminar. Com os Heat agarrados por um fio ao último lugar de acesso aos playoffs, poderemos estar a assistir à última semana da carreira de Dwyane Wade?

O maior desportista que Miami já viu prepara-se para se reformar. Nos seus próprios termos, em boa saúde e ainda a espalhar magia pelos pavilhões, Dwyane Wade não voltará atrás na sua decisão e faz ele muito bem. Ninguém se importaria de ver o eterno número 3 dos Heat fazer mais uma ou outra temporada, mas nunca teria o mesmo efeito. Wade tem jogado, contribuído e maravilhado. Vai sair na altura que quer e deixa como última imagem a alegria e o sorriso na cara dos adeptos.

A carreira de Wade dispensa apresentações, mas nunca é demais relembrar. Um dos ícones da Universidade de Marquette, rapidamente saltou para o estrelato na NBA. No seu terceiro ano conquistou o primeiro título da história de Miami, virando quase sozinho uma desvantagem de 2-0 nas finais. Depois disso, vieram mais dois títulos ao lado dos amigos LeBron e Chris Bosh, numa equipa odiada por muitos. Uma saída atribulada dos Heat e um regresso triunfante.

Esta temporada surgiu mais um “momento Wade”, com o cesto da vitória e o seu mítico festejo frente aos Warriors
Fonte: Miami Heat

Dwyane Wade não foi sempre o mesmo jogador. Começou como uma máquina de rapidez e atleticismo impossível de parar, e acaba como alguém inteligente e de olho nos detalhes. Pelo meio, sempre foi um dos melhores segundos bases em termos de desarme de lançamento que a NBA já viu. Uma carreira feita de grandes momentos, de títulos e, como o seu último ano tem vindo a mostrar, respeito por todo o lado. Os pavilhões enchem, as prendas e os vídeos de agradecimento multiplicam-se e todos se levantam e aplaudem a entrada do primeiro jogador a sair do banco dos Heat. Cada lançamento, desarme ou momento genial é aplaudido por adeptos que reconhecem o valor de um dos maiores nomes da NBA.

A carreira de Wade merece mais uns playoffs. Mas nem sempre a justiça tem mão nisto e podemos mesmo estar a assistir ao canto do cisne de um dos três melhores shooting guards de sempre da NBA. Mas Dwyane Wade sairá sempre como quis, saudável e a fazer aquilo de que mais gosta. E só lhe temos a agradecer por tudo o que já o vimos fazer. Obrigado, Dwyane!

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Miami Heat

António Pedro Dias

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