Em Oregon, Ionescu afirmou-se como a melhor jogadora do país. Apesar de não ter sido capaz de guiar a sua universidade ao cobiçado título de campeã nacional, fez história ao tornar-se a única pessoa na história da NCAA – incluindo masculinos e femininos – a terminar a sua carreira universitária com mais de 2000 pontos, 1000 ressaltos e 1000 assistências. Como se não bastasse, é também a pessoa com mais triplos-duplos na história da NCAA, com 26.

Os números seriam suficientes para ver Sabrina como uma das primeiras escolhas do Draft deste ano. No entanto, ao vê-la jogar ficam claras as razões que levaram as New York Liberty a indicá-la como a escolha número um.

Ionescu é uma líder nata, uma general dentro de campo que lidera as suas companheiras dando o exemplo. Ela não se limita a dizer “temos que melhorar os ressaltos defensivos”, ela assume a responsabilidade e ganha os ressaltos defensivos, transformando-os de imediato em contra-ataques rápidos que a maior parte das vezes terminam em pontos, assumindo ela o lançamento ou usando a sua incrível visão para encontrar uma colega sozinha.

Se dúvidas existissem em relação à sua capacidade de ter um impacto imediato na WNBA, basta ver o jogo entre a Universidade de Oregon e a seleção nacional americana que se realizou em Novembro de 2019. Frente a Sue Bird, Diana Taurasi, Nneka Ogwumike e outras jogadoras da principal liga de Basquetebol feminino, a base de Oregon foi a estrela da noite terminando o jogo com 30 pontos e sete assistências, na vitória da sua equipa por 93-86, naquela que foi a primeira derrota da seleção americana desde 1999!

Sabrina Ionescu é uma jogadora que cativa pela sua capacidade técnica e tática, mas também pela sua entrega ao jogo – uma das discípulas de Kobe Bryant, que era seu mentor. Tê-la na equipa de Nova Iorque não só trará vitórias, mas colocará pessoas nos pavilhões, venderá merchandising (as suas camisolas para venda no site da equipa esgotaram em menos de uma hora) e irá trazer um mediatismo que faltava à liga, visto ser uma das suas principais figuras no maior mercado do mundo que é a “Big Apple”.

Anúncio Publicitário

Com a questão da pandemia da COVID-19, ninguém sabe quando é que os adeptos poderão finalmente ver a base pisar o court pela primeira vez. E existe sempre a possibilidade de (bato na madeira para que tal não aconteça) Sabrina não confirmar na totalidade o seu potencial.

Uma coisa é certa: mesmo sem ainda ter jogado um único segundo, Sabrina Ionescu já é a cara da “nova” WNBA. E todos nós [adeptos da modalidade] vamos já contando os segundos para a ver em campo.

Foto de Capa: University of Oregon

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão