A Austrália e os outros!

- Advertisement -

Quando há Jogos da Commonwealth, todos os olhos se centram na Austrália. Este ano, isso acentua-se porque a edição de 2018 decorre na terra dos cangurus, na Gold Coast, mas, regra geral, deve-se apenas à enorme vantagem que sempre alcança na tabela de medalhas, fruto da divisão do Reino Unido nas suas quatro nações.

E onde se nota mais essa diferença é na pista. Habituados que estamos a ver Austrália e Reino Unido lutarem nas finais dos Mundiais, aqui limitamo-nos a ver os aussies dominar. Ainda assim, só conquistaram três das quatro provas coletivas, já que a Nova Zelândia conseguiu surpreender no Sprint por Equipas Masculino. Também nas provas individuais os da casa mostraram que não estavam para brincadeiras, liderados por Stephanie Morton (Sprint e Keirin) e Matt Glaetzer (Keirin e Contrarrelógio).

Stephanie Morton foi a principal figura no Velódromo Anna Meares
Fonte: Cycling Australia

Não se ficariam, ainda assim, por aqui, levando ainda mais três ouros por Kaarle McCulloch (Contrarrelógio), Sam Welsford (Scratch) e Amy Cure (Scratch). Quem mais se aproximou foi a Escócia, em que a estrela Katie Archibald apenas venceu a Perseguição, mas esteve perto de fazer história com o seu irmão John Archibald, que na mesma disciplina só perdeu na final para o inglês Charlie Tanfield. Mark Stewart daria o outro ouro aos escoceses na Corrida por Pontos. As outras duas nações a conquistar ouros nas provas individuais de pista foram o País de Gales por Elinor Barker (Corrida por Pontos) e a Nova Zelândia por Sam Webster (Sprint).

No ciclismo de montanha, houve domínios diferentes em masculinos e femininos, com os favoritos a não perdoarem. Nos homens, o duo neozelandês de Sam Gaze e Anton Cooper confirmou o estatuto prévio de maiores candidatos, com Gaze, duplo campeão do mundo em sub23, a ficar com o ouro ao bater ao sprint Cooper, vencedor nos Jogos da Commonwealth em 2014, que assim conquistou a medalha de prata. O sul-africano Alan Hatherly chegou pouco depois e fechou o podium. 

As inglesas dominaram a prova feminina de Mountain Bike
Fonte: Team England

Já nas mulheres, não havia como apostar contra Annie Last e a inglesa mostrou o porquê e foi mesmo a primeira a cortar a meta. A sua compatriota Evie Richards, jovem estrela em ascensão no ciclocrosse, ainda deu alguma luta, enquanto o bronze foi para Haley Smith do Canadá que ficou já a mais de dois minutos. A outra representante do Canadá, Emily Batty, desiludiu ao falhar as medalhas, tendo-se ficado pelo quarto posto.

José Baptista
José Baptista
O José tem um amor eclético pelo desporto, em que o Ciclismo e o Futebol Americano são os amores maiores. É licenciado em Direito (U. Minho) e em Psicologia (U. Porto).

Subscreve!

Artigos Populares

Espanha x Argentina: Eis os onzes da final do Mundial 2026

A final do Mundial 2026 entre a Espanha e a Argentina realiza-se este domingo pelas 20h00. Conhece os onzes de ambas as equipas.

Samu vai assistir à final do Mundial 2026: Avançado do FC Porto tem autorização dos dragões

Samu viajou para os Estados Unidos para assistir à final do Mundial 2026 entre Espanha e Argentina, a convite da federação espanhola.

Empresário norte-americano adquire participação maioritária no Casa Pia: «Senti uma ligação tão forte a esta oportunidade»

Kyle Krause, empresário norte-americano, adquiriu uma posição maioritária na SAD do Casa Pia. O novo acionista também detém o Parma.

O adeus de Pedro Gonçalves: viagem para a Arábia Saudita está marcada

Pedro Gonçalves está de saída do Sporting para o Al Diriyah, de Bruno Lage. O português vai render cerca de 30 milhões aos cofres leoninos.

PUB

Mais Artigos Populares

Operação central: Benfica tem titular do Wolfsburgo na mira

O Benfica está interessado em Kostas Koulierakis do Wolfsburgo. O grego de 22 anos tem um valor de mercado de 25 milhões de euros.

GP Bélgica: Nem um VSC trava Kimi Antonelli

Kimi Antonelli venceu durante este domingo o Grande Prémio da Bélgica. O piloto da Mercedes está de volta aos triunfos.

António Salvador aborda mercado e elogia Carlos Vicens: «O Braga tem uma identidade própria, visível seja a jogar em casa ou a jogar fora»

António Salvador admite que o plantel do Braga está 90% fechado. O presidente dos minhotos também elogiou Carlos Vicens.