Tour de France 2015: Froome no topo do Olimpo

- Advertisement -

C’est fini! Mais um ano, mais uma Volta à França e mais um sentimento de querer que tudo volte atrás para termos o privilégio de voltarmos a assistir a três semanas como estas, do melhor que o ciclismo mundial pode dar. De entre os “Fantastic Four” presentes nesta prova, Chris Froome mostrou ser o mais fantástico de todos e garantiu a sua segunda vitória no Tour de France!

O britânico da Sky (curiosamente, tal como em 2013, depois de vencer o Dauphiné venceu também o Tour) teve uma prestação muito boa, visto que foi dos poucos favoritos a não perder tempo na 1.ª semana (tal como disse, o essencial dela era mesmo o não perder tempo mais do que ganhá-lo, e isso veio a revelar-se decisivo), dominou e conquistou na 2.ª e controlou as perdas na 3.ª semana – tivesse ele estado ao lado de Quintana nas últimas etapas de montanha e teria sido mesmo um Tour a roçar o perfeito. Aliás, nesta última semana há que destacar a capacidade de sofrimento, a coragem e o esforço de Chris Froome, que teve um tratamento injusto por parte do público (devido a meros rumores e a coisas que ninguém, neste momento, consegue provar; até parece que, por uma melhor prestação de alguém ou por um certo domínio, o tema “doping” tem de vir logo ao de cima, é inacreditável) – assobios, cuspidelas, receio por ter aquela sensação de que a qualquer momento alguém lhe fosse empurrar e, por fim, até mesmo teve que levar com urina em cima… atitudes reprováveis de certas pessoas que só mancham esta grande modalidade e a própria Volta à França. Posto isto, será que terá Froome vontade de voltar para o próximo ano ou noutro ano qualquer? Veremos, mas é algo a refletir.

Respondendo à minha pergunta aquando da “previsão” deste Tour de France 2015, não, não foi um dos melhores de sempre. Primeiramente, desde cedo começou a tornar-se numa luta a dois homens – Quintana e o próprio Froome – e o britânico de origem queniana até a poucas etapas do fim estava a mostrar uma grande superioridade perante todos, tal como a sua equipa, a Sky, que fez uma corrida excelente e mostrou estar sempre presente para Chris Froome (quer nas etapas planas, quer na montanha, quer no pavé; quer nos bons, quer nos menos bons momentos, realmente foi um merecido triunfo também para esta excelente equipa).

Chris Froome festeja a vitória com a sua equipa Sky  Fonte: sapo.pt
Chris Froome festeja a vitória com a sua equipa Sky
Fonte: sapo.pt

Depois, tivemos a classificação dos pontos a voltar a não ter muita história. Apesar das quatro vitórias de André Greipel (o único que ainda “ameaçou” o 1.º lugar desta classificação, a par do vencedor), o carismático Peter Sagan continua sem dar hipóteses à concorrência e voltou a levar a camisola verde para casa – o novo sistema de pontos até acabou por beneficiá-lo mais, quando se previa que fosse ocorrer o contrário (nem Degenkolb – o favorito a lutar com Sagan pela camisola – conseguiu contrariar o domínio do ciclista da Tinkoff; aliás, o ciclista da Giant não conseguiu dar uma vitória à sua equipa, foi Geschke a fazê-lo brilhantemente numa fuga). A classificação da juventude também ficou decidida a partir do momento em que Quintana conquistou a 2.ª posição da classificação geral e nunca mais saiu de lá. Só mesmo a classificação da montanha teve alguma emoção, sendo que o novo sistema de pontuação beneficiou os homens que lutam pela vitória na geral e, portanto, Chris Froome levou também esta camisola para casa, que só ficou decidida no último dia e com vários ciclistas a poderem vencer até ao final (Romain Bardet provavelmente teria vencido, não fossem as alterações em termos de pontuação para esta classificação).

Nuno Raimundo
Nuno Raimundohttp://www.bolanarede.pt
O Nuno Raimundo é um grande fã de futebol (é adepto do Sporting) e aprecia quase todas as modalidades. No ciclismo, dificilmente perde uma prova do World Tour e o seu ciclista favorito, para além do Rui Costa, é Chris Froome.                                                                                                                                                 O Nuno escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

José Mourinho, Andreas Schjelderup e Richard Ríos: para onde vai o futuro do Benfica?

José Mourinho, José Mourinho e José Mourinho. Não foi o treinador do Benfica que marcou qualquer um dos três golos com que os encarnados bateram o Estoril Praia na última jornada da Primeira Liga, mas é sobre o Special One que mais se centra a discussão do universo encarnado

Ivan Baptista e Lúcia Alves respondem ao Bola na Rede: «A pressão das alas do FC Porto ia fazia com que o corredor central...

Ivan Baptista e Lúcia Alves analisaram a vitória do Benfica na Taça de Portugal Feminina. Técnico e ala responderam à pergunta do Bola na Rede em conferência de imprensa.

Daniel Chaves responde ao Bola na Rede: «O Benfica vive muito da qualidade da sua guarda-redes no primeiro momento de construção»

Daniel Chaves analisou a derrota do FC Porto na final da Taça de Portugal Feminina. Técnico respondeu à pergunta do Bola na Rede em conferência de imprensa.

Jornada agitada na Liga Turca com resultados surpresa na luta pela manutenção

Jornada recheada de emoções na Liga Turca, com resultados surpresa tanto pela luta do segundo lugar, como na batalha pela manutenção.

PUB

Mais Artigos Populares

Casemiro despede-se do Manchester United com emoção: «Muito obrigado a todos»

Casemiro fez o último jogo pelo Manchester United em Old Trafford. Médio brasileiro vai deixar o clube inglês no final da temporada.

Milhões a entrar na conta: FC Porto vê confirmada venda por 5,5 milhões de euros

Danny Namaso deixou de ser jogador do FC Porto a título definitivo, depois do Auxerre ter alcançado a manutenção na Ligue 1.

Segunda Liga: Bryan Róchez bisa e dá vitória ao Leixões frente ao Lusitânia de Lourosa

O Leixões recebeu e venceu o Lusitânia de Lourosa por 2-1 na 34.ª jornada da Segunda Liga. Bryan Róchez marcou os dois golos da vitória.