Estratosférico Froome vence Giro d’Itália numa enorme reviravolta

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Terminou o Giro d’Itália e com ele as emoções destas últimas três semanas onde Chris Froome fez história e repete proezas de Eddy Merckx e Bernard Hinualt ao vencer as três grandes provas de forma consecutiva – Tour 2017, Vuelta 2017 e Giro 2018. 

Numa prova que mais pareceu uma montanha russa, vários foram os protagonistas de prova transalpina, quer pelas melhores razões, quer pelas piores. Um Giro épico que mostrou as forças e fraquezas daqueles que lutaram até à exaustão por um lugar no Olimpo do ciclismo. Para isso também contribuiu o percurso que a organização desenhou para este ano, com várias etapas de montanha com elevada altimetria que contribuíram para que os ciclistas atacassem mais, e fruto disso a que houvesse mais quebras como não veem noutras voltas de três semanas.Tudo isso fez com que este Giro fosse considerado um dos melhores de sempre desta década

A inusitada partida, que este ano ocorreu em Israel, fez levantar muitas sobrancelhas sobre esta aposta no país do Médio Oriente mas a afluência do público e o traçado das etapas corresponderam às expectativas geradas pela organização.

A história deste Giro teve um antes e depois da terceira semana, semana essa de horror para Simon Yates que, mais uma vez, demonstrou que ainda não é ciclista para três semanas.

Até à terceira semana da prova, o britânico tinha mostrado que tinha tudo para discutir a prova, ainda para mais com Froome e Dumoulin a mostrarem não estar ainda em plena forma, perdendo tempo etapa sim, etapa não. Com três vitórias até então, Yates estava a realizar um Giro de sonho e conquistou muitos adeptos pela sua acutilância atacante.

Simon Yates enquanto pode deu espectaculo mas falta ainda um pouco para se tornar um ciclista para grandes voltas
Fonte: Giro d’Italia

Mas, certamente, nem Yates nem quem assistiu à última semana do Giro estava a prever a enorme quebra do britânico, que começou a dar sinais de não estar bem à 18.ª etapa onde perde cerca de 30 segundos para Froome e Dumoulin num curto espaço de tempo. Mas a machadada final veio na etapa seguinte, quando se iniciava a primeira grande subida do dia, o Colle delle Finestre e a Sky impunha um ritmo brutal na subida e o pequeno britânico da Michelton-Scott parecia que andava para trás ao não conseguir acompanhar o grupo principal. Foi o fim das aspirações de Yates e o início de uma etapa épica por parte de Froome e a sua “luta” com Dumoulin pela vitória final.

A queda de Yates trouxe várias questões. Por um lado, Dumoulin tornava-se virtualmente o novo líder; por outro, Froome embora atrasado na classificação geral, tinha uma oportunidade única para entrar na corrida. E foi a cerca de 80km ainda na subida de Finestre que Froome arranca sozinho, deixando para trás um já frágil Yates, e um Dumoulin que ia jogar com a vantagem que tinha na geral.

O ataque a solo a 80km da meta ficará marcado como uma das melhores vitórias de toda a história do Giro
Fonte: Team Sky

No final da subida a vantagem para o grupo de Dumoulin, que incluía Pinot, Miguel Angel Lopez, Richard Carapaz, era de 37 segundos e pensar-se-ia que Froome iria aguardar por este grupo mas não foi isso que aconteceu. Sabendo do atraso que tinha Froome, consegue ganhar mais de dois minutos ao grupo de Dumoulin que nunca conseguiu entender-se na perseguição a Froome, mesmo com os vários interesses que esse grupo tinha para a geral, nomeadamente a luta pelo pódio (Pinot era grande favorito depois de Pozzovivo ter ficado para trás na subida do Finestre) e a luta pela juventude (Carapaz e Angel Lopez, sexto e quinto na geral, respetivamente).

Tiago Silva Ferreira
Tiago Silva Ferreirahttp://www.bolanarede.pt
O Tiago é uma pessoa que adora desporto, em especial futebol. Tendo praticado andebol e basquetebol, viu que o seu grande talento era a Playstation e por aí ficou! Adora o ciclismo.                                                                                                                                                 O Tiago não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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