Publicidade

Gent-Wevelgem: Wild a dobrar

José Baptista · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Poucos dias depois de enfrentar a Driedaagse, o pelotão continuou por terras belgas, desta vez para enfrentar uma mais dura e seletiva Gent-Wevelgem.

Como começa a ser habitual nestas provas maiores, não houve espaço para a tradicional fuga do dia. A corrida começou com algumas quedas, que viram Jessica Allen abandonar e Coryn Rivera ficar momentaneamente para trás, mas, surpreendentemente, sem grandes ataques.

Finalmente, já percorridos 30 quilómetros, começou a corrida mais agressiva com algumas equipas a acelerar o ritmo e a quebrar o grupo, com Rivera entre as ciclistas que ficaram nos grupos atrasados. O pelotão reagruparia, mas a prova continuava a fazer vítimas e mais algumas ciclistas não seguiam corrida.

Nas primeiras subidas, a Boels-Dolmans e a Trek-Segafredo impuseram o ritmo, selecionando o grupo, mas ainda sem diferenças decisivas. Seguiram-se as Plugstreets, zonas de gravilha, mas o continuavam a faltar o s ataques, apesar do pelotão estar cada vez mais reduzido.

Finalmente, já dentro dos últimos 60 quilómetros, Anna Trevisi foi a primeira a lançar-se em solitário. A tentativa não duraria muito, mas pouco depois seria Romy Kasper a seguir-lhe o exemplo.

A 40 quilómetros da meta, pelotão novamente agrupado para enfrentar o Kemmelberg e é a líder do World Tour, Marta Bastianelli, que abre as hostilidades. Os ataques sucedem-se nesta zona mais complicada, mas seria já depois de ultrapassada a inclinação que Sofia Bertizzolo se instalaria na frente, juntando-se-lhe pouco depois a campeã nacional Daniela Reis.

O duo seria alcançado à falta de 20 quilómetros e, daí para a frente, apesar de algumas tentativas, o pelotão rolaria compacto a alta velocidade, preparando sprint final.

A Trek-Segafredo lançou Letizia Paternoster para tentar a vitória, mas seria Kirsten Wild a voltar a aparecer com velocidade acima das adversárias para levar a segunda vitória da temporada, batendo Lorena Wiebes, que aproveitaria para passar a liderar a classificação da Juventude. Paternoster contentar-se-ia com o quarto posto, enquanto Bastianelli seria quarta para manter a camisola roxa.

É a segunda vitória consecutiva para Wild no World Tour depois de conquistar a Driedaagse Brugge-De Panne, coloca-se no segundo posto da Classificação a somente dez pontos de Bastianelli e terá de ser olhada como uma candidata para Flandres.

A FIGURA

Fonte: WNT-Rotor

Kirsten Wild – Duas vitórias cheias de velocidade e em quatro dias torna-se uma das figuras deste início de época. Veremos se no terreno mais duro da Ronde conseguirá manter o nível.

O FORA DE JOGO

Fonte: Team Sunweb

Coryn Rivera – Uma queda madrugadora, deixou-se apanhar em cortes e não se conseguiu colocar para disputar o sprint final. Um dia para esquecer para a campeã americana.

Foto de Capa: WNT-Rotor

José Baptista

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.