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Poucos dias depois de enfrentar a Driedaagse, o pelotão continuou por terras belgas, desta vez para enfrentar uma mais dura e seletiva Gent-Wevelgem.

Como começa a ser habitual nestas provas maiores, não houve espaço para a tradicional fuga do dia. A corrida começou com algumas quedas, que viram Jessica Allen abandonar e Coryn Rivera ficar momentaneamente para trás, mas, surpreendentemente, sem grandes ataques.

Finalmente, já percorridos 30 quilómetros, começou a corrida mais agressiva com algumas equipas a acelerar o ritmo e a quebrar o grupo, com Rivera entre as ciclistas que ficaram nos grupos atrasados. O pelotão reagruparia, mas a prova continuava a fazer vítimas e mais algumas ciclistas não seguiam corrida.

Nas primeiras subidas, a Boels-Dolmans e a Trek-Segafredo impuseram o ritmo, selecionando o grupo, mas ainda sem diferenças decisivas. Seguiram-se as Plugstreets, zonas de gravilha, mas o continuavam a faltar o s ataques, apesar do pelotão estar cada vez mais reduzido.

Finalmente, já dentro dos últimos 60 quilómetros, Anna Trevisi foi a primeira a lançar-se em solitário. A tentativa não duraria muito, mas pouco depois seria Romy Kasper a seguir-lhe o exemplo.

A 40 quilómetros da meta, pelotão novamente agrupado para enfrentar o Kemmelberg e é a líder do World Tour, Marta Bastianelli, que abre as hostilidades. Os ataques sucedem-se nesta zona mais complicada, mas seria já depois de ultrapassada a inclinação que Sofia Bertizzolo se instalaria na frente, juntando-se-lhe pouco depois a campeã nacional Daniela Reis.

O duo seria alcançado à falta de 20 quilómetros e, daí para a frente, apesar de algumas tentativas, o pelotão rolaria compacto a alta velocidade, preparando sprint final.

A Trek-Segafredo lançou Letizia Paternoster para tentar a vitória, mas seria Kirsten Wild a voltar a aparecer com velocidade acima das adversárias para levar a segunda vitória da temporada, batendo Lorena Wiebes, que aproveitaria para passar a liderar a classificação da Juventude. Paternoster contentar-se-ia com o quarto posto, enquanto Bastianelli seria quarta para manter a camisola roxa.

É a segunda vitória consecutiva para Wild no World Tour depois de conquistar a Driedaagse Brugge-De Panne, coloca-se no segundo posto da Classificação a somente dez pontos de Bastianelli e terá de ser olhada como uma candidata para Flandres.

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