Matej Mohoric vence primeiro Monumento do ano | Ciclismo

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O esloveno Matej Mohoric (Bahrain-Victorious) alcançou a sua maior vitória da carreira, após o triunfo deste sábado, no primeiro Monumento do ano em disputa, a icónica clássica Milano-Sanremo. Depois de uma descida brava do ciclista da Bahrain, e com alguma indecisão até ao final, ninguém conseguiu alcança-lo até à meta.

O francês Anthony Turgis acabaria por ser segundo, apenas dois segundos atrás do esloveno, depois de um ataque nos instantes finais, quando seguia no grupo perseguidor. O regressado à estrada, Mathieu Van der Poel (MVDP), finalizou no pódio final, liderando um grupo de seis unidades.

A verdadeira corrida começava nas ascensões à Cipressa e ao Poggio. O grupo final era composto por cerca de 25 unidades, quando já estava ultrapassado o Poggio, e depois da UAE Team Emirates e a Jumbo-Visma terem destruído o grupo principal na subida à Cipressa.

Tadej Pogacar foi quem mais atacou no Poggio, pelo menos três vezes, mas houve sempre alguém que conseguia responder aos movimentos do esloveno. No entanto, acabou por fracionar ainda mais o grupo. De seguida vinha a descida até à zona da meta, e, onde o terreno desce, Mohoric é exímio. O campeão nacional esloveno de estrada arriscou muito e desceu como é seu apanágio, com a curiosidade de ter utilizado um “dropper seatpost”, que basicamente permite baixar o assento do corredor, normalmente ligado ao BTT, e que até pareceu ajudar o ciclista a adotar uma postura mais aerodinâmica na descida.

Wout Van Aert era apontado por muitos como o principal favorito, mas não foi além do oitavo posto. A marcação entre MVDP e Van Aert é sempre muito grande, nas provas em que ambos participam e, muitas vezes, acaba por dar em nada, com os seus adversários a aproveitarem-se da situação.

Eu estive a pensar nesta corrida durante todo o Inverno”, referiu à imprensa o corredor esloveno.

Mohoric marcou a corrida com o complemento diferente na sua bicicleta: “A equipa teve a ideia de utilizar um “dropper seatpost”, porque a corrida era boa para mim e tinha uma descida na parte final. Sabia que se eu pudesse treinar devidamente e estar em boas condições, suficientemente boas para não ser largado no Poggio, teria uma hipótese de fazer a minha melhor descida e arriscar um pouco, e talvez poder aguentar até à vitória. Estava em perfeitas condições depois de ter adoecido em fevereiro, mas depois, infelizmente, tive um grande acidente, quando o Julian Alaphilippe caiu na Strade Bianche, e magoei bastante o joelho. Estive fora da minha bicicleta durante três ou quatro dias”.

Destruí o ciclismo, agora todos vão querer usar o “dropper post” nas bicicletas”.

Hoje estou aqui, não estava a ir muito bem, mas foi o suficiente para ficar com os melhores no Poggio. Fui all-in e não posso acreditar. Estou sem palavras”, concluiu o ciclista vencedor.

Esta vitória também é histórica para a competição, visto que nunca um esloveno tinha ganho a clássica italiana, aconteceu na 113.ª edição!

André Filipe Antunes
André Filipe Antuneshttp://www.bolanarede.pt
O André é licenciado em Marketing e Publicidade e um fã incondicional de ciclismo. Começou desde pequeno a ter uma paixão pelo desporto, através do futebol. Chegava a saber os plantéis de todas as equipas da Primeira Liga! Com o tempo, abriu-se o horizonte e o interesse para outros desportos, como o Ciclismo, o Futsal e, mais recentemente, a NBA. Diz que no Ciclismo existem valores e táticas que mais nenhum desporto possui e ambiciona um dia ter a oportunidade de assistir ao vivo a um evento deste calibre.

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