O domínio de Froome e o Adeus de Contador: assim foi La Vuelta 2017

- Advertisement -

Cabeçalho modalidadesChris Froome (Team Sky) fez história, Alberto Contador (Trek-Segafredo) acabou carreira e a Vuelta presenteou-nos com uma das melhores Grandes Voltas dos últimos anos. Por isso, é tarefa difícil escrever esta crónica, pois por mais que se escreva, faltará sempre alguma coisa, mas também dificilmente se acrescentará algo que faça desta Vuelta mais do que a forma como a simples frase com que comecei a descrevê-la.

Após vencer o Tour, o britânico entrou na Vuelta com o pé direito e ao terceiro dia, assumiu a liderança da prova, que nunca mais viria a ceder, e durante os 21 dias apenas na subida a Los Machucos aparentou fragilidades, beneficiando também de ter a melhor equipa em prova, com Wout Poels e Mikel Nieve a estarem ao seu nível como excelentes escudeiros de montanha, e o jovem estreante em Grandes Voltas, Gianni Moscon, a revelar-se como um prodígio todo o terreno.

Apesar deste domínio, como a vantagem nunca cresceu demasiado e havendo várias lutas por lugares de honra no podium e no top 10, as muitas etapas de montanha foram repletas de ataques. O colombiano Miguel Angel Lopez (Astana) destacou-se entre os demais, vencendo duas etapas e finalizando nos dez melhores da geral.

‘El Pistolero’ despediu-se do ciclismo com uma exibição inspiradora Fonte: Trek-Segafredo
‘El Pistolero’ despediu-se do ciclismo com uma exibição inspiradora
Fonte: Trek-Segafredo

Mas o brilho maior foi mesmo o de Alberto Contador. Na sua despedida, e sempre acarinhado pelos milhares que na berma da estrada seguiam a Vuelta, o espanhol não perdeu uma oportunidade de mexer com a corrida e viria a coroar o seu esforço com a vitória na penúltima etapa, no cimo do mítico L’Angliru.

No que aos caça etapas diz respeito, Matteo Trentin (Quick-Step Floors) levou para casa quatro das seis da sua equipa e subiu a um novo patamar de respeito no pelotão internacional. No entanto, não foi capaz de vencer a classificação por pontos, perdendo por apenas dois para Froome que, insolitamente, disputou o sprint compacto da chegada final a Madrid, para levar de vencida a Camisola Verde. Quem também marcou a corrida foi a equipa da Lotto Soudal que, sempre através de fugas bem sucedidas, alcançou quatro vitórias de etapa.

José Baptista
José Baptista
O José tem um amor eclético pelo desporto, em que o Ciclismo e o Futebol Americano são os amores maiores. É licenciado em Direito (U. Minho) e em Psicologia (U. Porto).

Subscreve!

Artigos Populares

Ricardo Quaresma faz pedido insólito a João Félix: «Diz ao teu treinador para te meter mais vezes»

Ricardo Quaresma comentou a estreia de Portugal em conversa com João Félix. Antigo internacional português deixou recado a Roberto Martínez.

Inglaterra e Croácia dão espetáculo na estreia no Mundial 2026 num triunfo com 3 golos dos 3 Leões

A Inglaterra venceu a Croácia na estreia do Mundial 2026. Reedição da meia-final de 2018 sorriu, desta feita, à seleção inglesa.

Pedro Proença reage ao empate de Portugal na estreia no Mundial 2026: «A nossa convicção mantém-se intacta»

Pedro Proença reagiu ao empate da Seleção Nacional na estreia no Mundial 2026, mantendo a ambição e agradecendo o apoio dos adeptos.

Benfica vence Sporting por 5-2 no Pavilhão João Rocha e fica a um passo do título de hóquei em patins

O Benfica derrotou o Sporting, no Pavilhão João Rocha, por 5-2 e ficou a uma vitória do título de hóquei em patins.

PUB

Mais Artigos Populares

Fabrizio Romano confirma: Vai haver saída no Real Madrid de José Mourinho

Dani Ceballos está de saída do Real Madrid. Internacional espanhol de 29 anos não entra nos planos de José Mourinho.

Roberto Martínez desvaloriza empate de Portugal e recorda: «A Argentina perdeu com a Arábia Saudita e ganhou o Mundial»

Roberto Martínez desvalorizou o empate de Portugal frente ao Congo e fez questão de relembrar o percurso de outras seleções.

Roberto Martínez explica permanência de Cristiano Ronaldo em campo: «Não faz sentido tirar o melhor goleador da história»

Roberto Martínez justificou a permanência de Cristiano Ronaldo em campo no empate frente ao Congo pela sua capacidade goleadora.