O inevitável Froome

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Seguiu-se um dia de cariz plano com uma fuga a disputar a vitória e o pelotão a chegar a mais de doze minutos. Edvald Boasson Hagen que já tinha feito dois segundos e outros tantos terceiros ao sprint não quis esperar pela meta e atacou para chegar isolado e vencer pela terceira vez uma etapa no Tour, seis anos após as duas de 2011.

Depois, veio o contrarrelógio, para definir o que faltava da geral final. Chris Froome confirmou o seu favoritismo e, sendo terceiro na etapa, selou o seu quarto triunfo no Tour de France. Romain Bardet teve um péssimo dia e, num final dramático, segurou o podium apenas por 1 segundo face a Mikel Landa. Também por um mero segundo, o polaco Maciej Bondar da BORA – hansgrohe foi o vencedor do dia, batendo o compatriota Michal Kwiatkowski.

Finalmente, o pelotão chegou a Paris e, no sprint que tradicionalmente encerra o Tour, Dylan Groenewegen foi o mais rápido e venceu a sua primeira etapa em grandes voltas, ele que já tinha sido um dos mais regulares nos anteriores sprints deste Tour.

A vitória de Chris Froome foi, mais uma vez, inevitável, e leva para casa a camisola amarela. Rigoberto Uran e Romain Bardet acompanharam-no no podium final.

Os colegas de quarto Michael Mathews e Warren Barguil deram à Sunweb quatro etapas e as classificações dos pontos e da montanha Fonte: Team Sunweb
Os colegas de quarto Michael Mathews e Warren Barguil deram à Sunweb quatro etapas e as classificações dos pontos e da montanha
Fonte: Team Sunweb

Michael Matthews venceu a camisola verde dos pontos e o colega de equipa e de quarto Warren Barguil venceu a camisola às bolinhas vermelhas de melhor trepador. À imagem do que o irmão gémeo fez em 2016, Simon Yates bateu Louis Mentjes pela camisola branca da juventude.

Na classificação por equipas, a Sky, que foi a grande obreira do triunfo do seu líder e fez também um quarto à geral por Landa, foi a grande vencedora, com 7 minutos e 14 segundos de vantagem sobre a AG2R La Mondale e bem mais de uma hora sobre todas as outras.

E, como o Tour não é Tour sem mais um uma polémica, a atribuição do prémio de Super Combativo a Warren Barguil foi recebida com grande contestação. Thomas De Gendt, que andou mais de 1000Km em fuga, ganhou o voto popular, mas o júri deu a vitória a Barguil. Pessoalmente, achou que foi um prémio bem entregue, Barguil andou dias e dias em fuga e, quando na parte final passou a contar também para a geral, não deixou de atacar no grupo dos favoritos.

Foto de Capa: Team Sky

José Baptista
José Baptista
O José tem um amor eclético pelo desporto, em que o Ciclismo e o Futebol Americano são os amores maiores. É licenciado em Direito (U. Minho) e em Psicologia (U. Porto).

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