Paris 2024, Ciclismo #5: Iuri Leitão e Rui Oliveira entram para a história do desporto português

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Foi no velódromo que se fecharam as provas de ciclismo nos Jogos Olímpicos de Paris, e pode-se dizer que os portugueses fecharam com a chave de ouro, com duas medalhas conquistadas, algo inédito no ciclismo de pista.

Iuri Leitão foi o primeiro português a entrar em prova, na vertente do Omnium, que consiste num conjunto de quatro provas de ciclismo de pista. Na primeira prova, o scratch, Iuri mostrou que estava em boa forma e terminou num bom sétimo lugar. Contudo, o melhor ainda estava por vir.

Na corrida de ritmo, o ciclista português mostrou à concorrência que iria lutar pelas medalhas, ao terminar no segundo posto da corrida, subindo para terceiro na geral.

Na corrida de eliminação, Iuri Leitão voltou a terminar na sétima posição, mantendo-se no terceiro lugar na geral. A estratégia adotada pelo português foi bastante eficaz, ficando de propósito na parte de trás do grupo para no momento certo aumentar o ritmo e ir para a frente do pelotão, evitando diversas eliminações na linha da meta. Porém, foi essa estratégia que o fez ser eliminado, após não ter ouvido o sino a alertar para uma volta de eliminação, o que o fez terminar essa volta em último e ser eliminado, para surpresa de Iuri.

Na prova decisiva, a corrida por pontos, Iuri Leitão não começou da melhor forma, já que conservou as suas energias para as últimas voltas, estratégia que se mostrou ser a mais acertada. A 30 voltas do fim, o atleta luso começou a aumentar o ritmo, somando vários pontos que o permitiram alcançar o segundo lugar da geral.

Perto do final, o líder da prova Benjamim Thomas sofreu uma queda, contudo, Iuri Leitão mostrou fair-play e não quis aproveitar o acidente do francês para vencer a competição. Ao ultrapassar a linha da meta, Iuri fez história com uma inédita medalha olímpica no ciclismo de pista para Portugal, mas o seu percurso em Paris ainda não tinha terminado.

No pódio, Benjamim Thomas ficou no topo, Iuri Leitão com a medalha de prata e o belga Van den Bossche com a de bronze.

Na prova feminina de Omnium, Portugal foi representado por Maria Martins que, apesar de ter feito uma boa prova na corrida de tempo, ao acabar no oitavo posto,  não conseguiu ir além do 14º lugar.

 A portuguesa não se apresentou ao melhor nível que a conhecemos, não conseguindo acompanhar a roda das favoritas às medalhas. Maria Martins admitiu que o diploma era o seu objetivo, feito que conseguiu alcançar em Tóquio, onde terminou no sétimo lugar.

A americana Jennifer Valente conquistou a medalha de ouro, com a polaca Daria Pikulik e a neozelandesa Ally Wollaston a fecharem o pódio.

Na prova de Madison, Iuri Leitão juntou-se a Rui Oliveira para fazer uma dupla que entrou na história do ciclismo e desporto português. Com uma estratégia idêntica à utilizada por Iuri Leitão na corrida por pontos, os portugueses reservaram toda a energia para as voltas finais, onde pareciam voar em cima das bicicletas.

Os portugueses foram da oitava para a primeira posição num ápice, posto que nenhuma equipa teve perto de os retirar. Na última volta decisiva, em que os pontos são a dobrar, Iuri Leitão ligou o turbo e apenas parou na linha de meta, oferecendo a sexta medalha de ouro da história ao país. A Itália e a Dinamarca fecharam o pódio.

“A Portuguesa” foi cantada pela primeira vez em Paris a plenos pulmões pelos dois ciclistas, que garantiram o seu lugar nos livros de história.

O investimento que foi feito, bastante criticado na época, no Velódromo Nacional de Sangalhos deram frutos, sendo um local de excelência de treino para os ciclistas de pista portugueses. Estas medalhas conquistadas mostram que com dinheiro investido, os portugueses conseguem estar ao mais alto nível em qualquer modalidade.

Observando agora competições que não tiverem representação portuguesa, na prova feminina de Madison a Itália levou o ouro, com a Grã-Bretanha no segundo lugar, seguido pelos Países Baixos no terceiro posto.

Na velocidade por equipas, a Grã-Bretanha venceu a prova feminina, enquanto a Nova Zelândia e a Alemanha fecharam o pódio. Na vertente masculina, os Países Baixos conquistaram a medalha de ouro, com a Grã-Bretanha e a Austrália a receberem a medalha de prata e de bronze, respetivamente.

A Austrália venceu a perseguição por equipas masculinas, com a prata para a Grã-Bretanha e o bronze para a Itália. Na prova feminina, os Estados Unidos subiram ao primeiro lugar do pódio, com a Nova Zelândia e a Grã-Bretanha a fechá-lo.

No Keirin feminino, a neozelandesa Ellese Andrews dominou a prova, batendo a neerlandesa Hetty van de Wouw e a britânica Emma Finucane, que terminaram no segundo e terceiro lugar, respetivamente.

Na prova masculina, Harrie Lavreysen cumpriu o favoritismo e venceu a corrida, batendo ao sprint os australianos Matthew Richardson e Matthew Glaetzer.

Harrie Lavreysen venceu também na prova de velocidade, mostrando ser o melhor ciclista de pista do ano, conquistando três medalhas de ouro, duas delas individuais, nestes Jogos Olímpicos.

Na vertente feminina, Ellese Andrews fez a dobradinha de medalhas de ouro, vencendo a alemã Lea Friedrich e a britânica Emma Finucane.

Artigo redigido por Filipe Lourenço

Filipe Lourenço
Filipe Lourençohttp://www.bolanarede.pt
O Filipe é licenciado em Ciências da Comunicação e tem no desporto a sua maior paixão.

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