A temporada nacional de ciclocrosse terminou a 18 de janeiro com a última etapa da SuperLiga do Porto e tudo o resto foi ofuscado pelo brilho de Ana Santos, a jovem prodígio que venceu todas as provas em que participou.

A nortenha, que na época passada já havia ganho o título nacional de Elite apesar de não ter idade para participar na Taça de Portugal da categoria, não se limitou a conquistar as cinco etapas da Taça de Portugal, o Campeonato nacional e ainda uma etapa da SuperLiga do Porto, mas fê-lo também demonstrando uma inquestionável autoridade, ganhando com margens esclarecedoras para as adversárias e nunca deixando dúvidas sobre quem sairia por cima.

Não se pode dizer que este desempenho seja surpreendente, mas é uma importante confirmação de que a jovem continua a progredir no sentido certo e no caminho de, porventura, se afirmar como a melhor ciclista lusitana.

O lado masculino não foi, desta feita, o destaque, ainda que tenha proporcionado interessantes e equilibradas batalhas. Márcio Barbosa revalidou o título de campeão nacional e foi primeiro em duas provas da Taça, contudo foi demasiado inconstante para discutir os títulos de regularidade.

Mário Costa foi o mais regular nos masculinos
Fonte: FPCiclismo

Aí, foi Mário Costa quem brilhou. O ciclista da AXPO / FirstBike Team / Vila do Conde levou para casa os troféus da Taça de Portugal e da SuperLiga do Porto, somando ainda duas etapas em cada uma delas.

Uma das estrelas da época transata, Miguel Salgueiro, vencedor da Taça, esteve ausente de várias provas, talvez apostando noutro tipo de preparação para a sua primeira época de estrada entre os profissionais na LA Alumínios. Com uma vitória na Taça e outra na SuperLiga, Roberto Ferreira foi o outro nome em destaque.

No geral, foi uma temporada com alguns pontos de interesse, mas em que faltou a emoção e competitividade de 2018/19, em que tivemos direito a maior incerteza de início a fim.

Foto de Capa: FPCiclismo

Artigo revisto por Joana Mendes

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