Tour de France #1: Pogacar no comando e Van Aert quase com a «verde»

GROENEWEGEN NO ÚLTIMO MOMENTO

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A terceira etapa foi a última em território viking, marcada mais uma vez pela imensidão de gente acumulada ao longo de todo o percurso da etapa, tendo os dinamarqueses respondido com curiosidade e entusiasmo à possibilidade de assistirem à Volta à França no seu próprio país. Esta jornada foi mais uma vez dedicada aos velocistas, que tinham de gerir muito bem o momento do seu sprint por este se encontrar num falso plano. Aquele que melhor o soube fazer foi Dylan Groenewegen (Team BikeExchance-Jayco) que, com uma equipa quase exclusivamente dedicada a ele, conseguiu partir para os últimos 200 metros suficientemente bem colocado e ultrapassar Wout Van Aert milimetricamente no risco de meta.

VAN AERT A SOLO, VESTIDO DE AMARELO

A quarta etapa, a primeira em território francês, com final em Calais, no papel, deveria ser discutida num sprint em massa. Porém, a Jumbo, atentando para a existência de uma dificuldade curta para puncheurs nos últimos 15 km da etapa, decidiu lançar um ataque coletivo avassalador nessa colina, de modo a deixar os sprinters puros sem capacidade para seguir o ritmo. Assim, Nathan Van Hooydonck e Tiesj Benoot prepararam a ofensiva e Van Aert arrancou sozinho a quase 12 km para a meta para vencer isolado e expandir a sua liderança na classificação por pontos.

A ISRAEL ARRISCOU E “PETISCOU”

A quinta etapa, com um percurso que incluía a passagem por 11 setores de empedrado, coroou o australiano Simon Clarke (Israel-Premier Tech), que obteve em janeiro um contrato profissional numa equipa de ciclismo, na Israel, já depois do término do período regular do mercado de transferências, quando este já pensava que se teria de dedicar a outro ofício. Esta foi uma aposta ganha pela Israel, já que Clarke conseguiu superiorizar-se na fuga do dia a um especialista em sprints reduzidos resultantes de fugas, Taco Van Der Hoorn (Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux) e a um já vencedor de etapas na Grande Boucle, Edvald Boasson Hagen (TotalEnergies).

Em relação aos principais favoritos à vitória final, o destaque pela positiva foi Pogacar, que ganhou pouco mais de 10 segundos à maioria da concorrência, e os menos afortunados, vítimas de quedas, foram Roglic, O’Connor e Haig.

Miguel Monteiro
Miguel Monteirohttp://www.bolanarede.pt
O Miguel é um estudante universitário natural do Porto, cuja paixão pelo desporto, fomentada na infância pelos cromos de Futebol que recebia e colava nas cadernetas, considera ser algo indescritível. Espetador assíduo de uma multiplicidade de desportos, tentou também a sua sorte em algumas modalidades, sem grande sucesso, tendo encontrado agora na análise desportiva uma oportunidade para cultivar o seu amor pelo desporto e para partilhar com os demais as suas opiniões, nomeadamente de Ciclismo, modalidade pela qual nutre um carinho especial.

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