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    Tour de France #1: Pogacar no comando e Van Aert quase com a «verde»

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    AS VICISSITUDES DO TOUR BATEM À PORTA DE UNS, O ESTADO DE FORMA DE OUTROS É INQUESTIONÁVEL

    Ao fim de nove dias de competição, a classificação geral da 109.ª edição do Tour de France começa a aproximar-se daquela que poderá ser a classificação geral final da maior competição velocipédica do mundo, com os voltitas em melhor forma a figurarem já nos 15/20 melhores classificados.

    Daqueles que à partida partiam com aspirações a terminar nos 10 melhores desta prova duríssima de três semanas, já há quase uma dezena de ciclistas que ou já não tem hipóteses de cumprir esse objetivo ou terá de se servir de táticas quase imaculadas para o conseguir.

    No que à primeira situação diz respeito, temos os casos de: Guillaume Martin (Cofidis), Jack Haig (Bahrain-Victorious) e Rúben Guerreiro (EF Education-EasyPost), vítimas do Covid-19, de uma queda na etapa do empedrado (etapa 5) e de um problema de saúde não precisado, respetivamente.

    Já em relação há segunda situação, temos os exemplos de: Daniel Martínez (INEOS Grenadiers), que após uma soberba primeira parte da época, tem vindo a baixar o seu nível, mostrando-se especialmente débil na última etapa antes do dia descanso, tendo chegado nesta tirada a mais de 15 minutos do grupo dos principais favoritos à vitória final; Ben O’Connor, que partiu para a Grande Boucle com o intuito de repetir o top 5 de 2021, algo que se afigura agora quase impossível após ter sido vítima dos infortúnios da etapa do setores de paralelo, tendo vindo a sofrer as sequelas dessa jornada nos dias posteriores, estando em avaliação a possibilidade de partir para a segunda semana da prova; Rigoberto Urán (EF Education-EasyPost), o muito regular colombiano que raramente brilha, mas está usualmente sempre entre os melhores, o que não tem acontecido nesta edição, estando já a sensivelmente dez minutos de Tadej Pogacar (UAE Team Emirates), que naturalmente enverga a camisola amarela; e Jakob Fuglsang (Israel-Premier Tech), que não está a “transpor” a sua boa classificação geral na Volta à Suíça para a Volta à França, vendo-se obrigado nas próximas duas semanas a redirecionar a sua estratégia para a “caça de etapas”, não lhe faltando qualidade para isso.

    Enquanto uns veem os seus sonhos ser esmagados e se apercebem de que o seu esforço de meses poderá vir a ser em vão, outros ainda não têm nada perdido e mostram-se com o vigor necessário para pelejar pela vitória no Tour de 2022. Tadej Pogacar e Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) estão num primeiro plano, a INEOS Grenadiers, encabeçada por Geraint Thomas e Adam Yates, está num segundo plano.

    Após nove dias de competição, o esloveno Tadej Pogacar conta já com duas vitórias de etapa e tem-se mostrado superior à concorrência, não tendo até ao momento exibido debilidades. Porém, estão ainda para vir as grandes etapas de alta montanha, o terreno predileto do dinamarquês Jonas Vingegaard, que está a menos de um minuto de Pogacar e está apoiado por uma equipa ideal, capaz de dominar em qualquer terreno e que tem Primoz Roglic como um trunfo valiosíssimo, tendo este já perdido quase três minutos para o líder da Emirates, mas, tendo em conta a sua qualidade intrínseca, pode vir a tornar-se o elemento decisório desta Volta à França.

    Tanto a Jumbo como a Emirates têm ainda de ter em consideração a experiência e a variedade de opções da INEOS, sendo que os britânicos Geraint Thomas, ex-vencedor do Tour, e Adam Yates são respetivamente o terceiro e o quarto da classificação geral, ambos a menos de um minuto e meio de Pogacar, e estando o estreante Thomas Pidcock também a pouco mais de 20 segundos de Yates, no sétimo lugar, podendo este passar a constituir desde o início da segunda semana uma “cartada” estratégica da equipa.

    Chegados ao primeiro dia de descanso, o top 10 é completado pelos franceses David Gaudu (Groupama-FDJ) e Romain Bardet (Team DSM); pelo atleta mais regular do ciclismo espanhol, Enric Mas (Movistar Team); pelo norte-americano Neilson Powless (EF Education-EasyPost); e por um dos ciclistas mais aclamados do pelotão internacional, Nairo Quintana (Team Arkéa Samsic).

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    Miguel Monteiro
    Miguel Monteirohttp://www.bolanarede.pt
    O Miguel é um estudante universitário natural do Porto, cuja paixão pelo desporto, fomentada na infância pelos cromos de Futebol que recebia e colava nas cadernetas, considera ser algo indescritível. Espetador assíduo de uma multiplicidade de desportos, tentou também a sua sorte em algumas modalidades, sem grande sucesso, tendo encontrado agora na análise desportiva uma oportunidade para cultivar o seu amor pelo desporto e para partilhar com os demais as suas opiniões, nomeadamente de Ciclismo, modalidade pela qual nutre um carinho especial.
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