Tour de France #1: Pogacar no comando e Van Aert quase com a «verde»

A ACELERAÇÃO DE POGACAR DEIXOU OS ADVERSÁRIOS SEM HIPÓTESES

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A sexta etapa, com quase 220 km de extensão e com final em Longwy, bastante semelhante ao da terceira etapa do Tour de 2017, vencida por Peter Sagan (TotalEnergies), era propícia tanto para ciclistas da classificação geral com um bom “punch” como para velocistas resistentes a maiores dificuldades, como Van Aert, Michael Matthews (Team BikeExchange-Jayco) ou Sagan, quando estava em melhor forma. A etapa acabou por ser discutida num sprint num grupo reduzido, sem a presença de Van Aert, que decidiu dar espetáculo e passar o seu último dia com a maillot jaune na fuga. No final, o sprint foi ganho por Pogacar, que bateu Matthews e Gaudu com facilidade, passando a vestir a camisola amarela.

ELE É DONO DISTO TUDO

A sétima jornada coincidiu com o primeiro final em alto, na La Super Planche des Belles Filles. Este final tem sido nos últimos anos disputado pelos ciclistas constituintes da fuga do dia e grande parte do pelotão pensou que assim sucederia novamente. Todavia, Pogacar estava com ideias distintas e decidiu ir à procura da vitória de etapa, com o auxílio dos seus colegas de equipa, que trabalharam para isso.

À entrada para o último quilómetro da etapa, o alemão Lennard Kamna (BORA-hansgrohe), o último resistente da fuga, possuía aproximadamente 40 segundos de vantagem sobre o pelotão, mas as ordens de Pogacar eram claras- que Rafal Majka, o seu colega de equipa, impusesse um ritmo alto no grupo dos favoritos, que ele finalizaria- e quando já todos pensavam que a vitória era do alemão, Vingegaard, o seu principal adversário, atacou a menos de 200 metros do final, apanhando Kamna e deixando todos os adversários para trás, à exceção de Pogacar, que contra-atacou e, quase sem precisar de respirar, levantou os braços vestido de amarelo, tendo aproveitado esta vitória para anunciar a criação de uma fundação para ajudar em pesquisas relacionadas com o cancro, a Tadej Pogacar Cancer Research Foundation.

VAN AERT VOLTA A VENCER

A oitava tirada, com final em Lausanne (Suíça) tinha um final semelhante ao da sexta etapa. Desta vez, Van Aert, que não decidiu integrar a fuga do dia, teve a sua equipa a trabalhar para si no pelotão, na companhia da BikeExchange, de Matthews, e acabou por vencer o sprint num grupo reduzido, à frente de Matthews e Pogacar, quase que garantindo, desde já, a vitória da classificação por pontos.

JUNGELS ESTÁ MESMO DE REGRESSO


A última etapa antes do primeira dia de descanso do Tour, a introdução às grandes etapas de alta montanha, ficou marcada pelo regresso de Bob Jungels (AG2R Citroen Team) ao mais alto nível, já anunciado no rescaldo da Volta à Suíça. O luxemburguês parece estar finalmente livre dos problemas de saúde que o afetaram nos últimos dois/três anos, tendo mostrado toda a sua classe ao atacar a mais de 60 km da meta, tendo deixado os seus companheiros de fuga para trás na descida do Col de la Croix, aumentado a sua vantagem no vale e mantido uma distância saudável para os seus mais diretos perseguidores e para o pelotão nas últimas duas subidas, tendo tudo isto culminado com uma merecida celebração em Châtel les portes du Soleil. Chapeau, Bob!

Foto de Capa: Tour de France

Miguel Monteiro
Miguel Monteirohttp://www.bolanarede.pt
O Miguel é um estudante universitário natural do Porto, cuja paixão pelo desporto, fomentada na infância pelos cromos de Futebol que recebia e colava nas cadernetas, considera ser algo indescritível. Espetador assíduo de uma multiplicidade de desportos, tentou também a sua sorte em algumas modalidades, sem grande sucesso, tendo encontrado agora na análise desportiva uma oportunidade para cultivar o seu amor pelo desporto e para partilhar com os demais as suas opiniões, nomeadamente de Ciclismo, modalidade pela qual nutre um carinho especial.

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