Van Avermaet sobe ao céu no “Inferno do Norte”

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Cabeçalho modalidadesAquela que é a clássica mais icónica (e, para mim, das minhas corridas preferidas no mundo do ciclismo) voltou a não desiludir. O campeão olímpico, Greg Van Avermaet, conquistou a mítica Paris-Roubaix, após exaustivos e emotivos 257 km’s. Após vários quilómetros em fuga, o belga assegurou a sua vitória ao sprint, frente a Zdenek Stybar e Sebastian Langeveld, segundo e terceiro classificados, respetivamente.

O antigo guarda-redes da equipa do Beveren (clube da primeira liga belga de futebol profissional) juntou o seu primeiro Monumento a um já excelente currículo. Num dia verdadeiramente delirante, com uma corrida rápida e onde poucas foram as fugas a serem permitidas, vimos a Quick-Step – como seria de esperar, tendo em conta a equipa que levavam – e a Katusha a trabalharem bastante.

Numa fase em que Van Avermaet furou e ficou para trás, ainda a bastantes quilómetros do final (com cerca de um minuto de atraso para os da frente), vimos Stybar e Sagan em perseguição de Oss, ciclista da BMC e companheiro de equipa do vencedor da 115ª edição deste Paris-Roubaix. Neste momento de perseguição, Sagan voltou a estar azarado e furou (algo que aconteceu por mais do que uma vez nesta corrida), sendo que Van Avermaet recuperou bem e, juntamente com Stybar, Langeveld, Stuyven e Moscon, conseguiu isolar-se dos restantes ciclistas.

pódio paris-roubaix
O pódio da 115.ª edição do mítico “Inferno do Norte”, mais conhecido por Paris-Roubaix
Fonte: gettyimages.pt

Nesta altura, o grupo onde estava o lendário Tom Boonen, disputando a sua última prova em toda a carreira, acabou por nunca mais conseguir chegar ao grupo de Avermaet, sendo que neste grupo perseguidor estavam igualmente Greipel, Demare ou Degenkolb. O campeão do mundo em título, Peter Sagan, já tinha ficado definitivamente arredado da luta pelo troféu, tendo mais uma edição bastante azarada para si mesmo.

Já na chegada ao Velódromo, a primeira volta mais parecia um passeio de ciclismo do que uma corrida World Tour. Após muita tática e indecisão sobre quem atacava primeiro, Stuyven e Moscon ainda conseguiram chegar ao trio da frente, mas já não tiveram capacidades para os incomodar na luta pela vitória.

Stybar ainda deu a sensação de poder ter feito o ataque na altura certa, mas a verdade é que Van Avermaet provou realmente que era o homem mais rápido dos três e venceu de forma excelente, com uma boa ultrapassagem, e festejando uma vitória que certamente ficará marcada como uma das melhores da sua carreira.

Nuno Raimundo
Nuno Raimundohttp://www.bolanarede.pt
O Nuno Raimundo é um grande fã de futebol (é adepto do Sporting) e aprecia quase todas as modalidades. No ciclismo, dificilmente perde uma prova do World Tour e o seu ciclista favorito, para além do Rui Costa, é Chris Froome.                                                                                                                                                 O Nuno escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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