

O evento de UFC deste domingo em Houston, entregou muito mais do que prometeu, com um espetáculo de finalizações para deliciar os fãs presentes.
Sean Strickland x Anthony Hernandez
Na luta principal da noite, Sean Strickland entrou como “underdog”, com o favoritismo a cair sobre a estrela em ascensão Anthony Hernandez, mas o que se viu foi um lembrete da capacidade do americano.
O principal argumento a favor de “Fluffy” era precisamente a luta agarrada, que ele conseguiria impor o seu jogo e dominar Strickland na modalidade, só que isso não aconteceu como pensado, Hernandez realmente tentou entrar em quedas e em interações no grappling, mas todas as tentativas de queda ou trocas de força, foram dominadas pelo americano.
Não conseguindo impor o seu jogo, o “fofinho” teve que trocar em pé com o lutador que tem o melhor boxe da divisão, e Sean Strickland dominou completamente, conseguindo acertar constantemente o seu jab, foram 93 golpes na cabeça dos 111 que acertou, uma autêntica aula de pugilismo.
O terceiro round marcou o fim da luta, numa sequência de clinch em que Strickland acertou uma joelhada no fígado de Hernandez, que o cambaleou e fê-lo cair para a grade, restando ao ex-campeão finazá-lo com socos e garantir o triunfo por nocaute técnico.
Este nocaute técnico vem aliviar um pouco a imagem de “aborrecido” que o americano vinha ganhando, por jogar um jogo de manutenção de distância até chegar a uma decisão. Agora ele volta a entrar no “mix” no topo da divisão e pode ser o próximo a desafiar Chimaev pelo cinturão.
Nota performance: 8.5/10
Geoff Neal x Uros Medic
A luta co-principal viu o embate entre Geoff Neal e Uros Medic, com o veterano a ser brutalmente nocauteado ainda no primeiro round. Nem deu tempo para Uros Medic mostrar mais do seu jogo, com apenas 80 segundos de luta, conseguiu emplacar uma combinação de socos, e com um cruzado de esquerda, acertou em cheio no queixo do americano e acabou o espetáculo.
Geoff Neal está agora com quatro derrotas nas últimas cinco lutas, com dois nocautes brutais em sequência, e parece que o tempo está a chegar para o lutador que outrora era o “gatekeeper” da divisão.
Nota performance: 7/10
Dan Ige x Melquizael Costa
O “dálmata” brasileiro continua a sua ascensão na organização, desta vez batendo o seu maior desafio até então.
Na antevisão tinha destacado a possibilidade de esta luta, e principalmente o Melquizael, roubar as atenções da noite, e acho que não me enganei.
Foi uma performance perto da perfeição, Dan Ige tentou introduzir a luta agarrada, e embora tenha tido sucesso, foi sol de pouca dura porque rapidamente o brasileiro conseguiu desenvencelhar-se e colocar a luta em pé. E em pé ele levou vantagem, principalmente pelas vantagens físicas de altura e envergadura como destaquei anteriormente.
A luta culminou num chute chutado de Melquizael, que entrou de maneira cirúrgica na guarda de Ige, marcando o fim para o americano.
Para coroar a performance, o brasileiro ainda desafiou o conterrâneo Diego Lopes, e tendo em conta o estado da divisão e a situação da carreira do ex-desafiante do cinturão, pode ser uma luta divertida para os matchmakers, embora ache que ainda não será desta.
Nota performance: 9/10
O evento contou com também com 2 decisões, Serghei Spivac venceu Ante Delija por 3-0 no parecer dos jurados (com um classificando como 3-0, os outros dois assinalaram 2-1) e o brasileiro Michel Pereira saiu também vitorioso, mas de maneira bem contestável, com um 2-1 que poderia bem ter caído a favor do americano Zachary Reese.
UFC Houston deixou uma boa imagem, e seria com certeza um bom evento númerado caso tivessem colocado uma luta por cinturão no card.
Nota Evento: 7.5/10

